A CRÓNICA: VANTAGEM ESTATÍSTICA QUE NÃO SE TRADUZ EM PONTOS PARA A EQUIPA VISITANTE

Frente a frente estavam o terceiro e o quarto lugares da Liga Italiana, Juventus FC e AS Roma, com a equipa da casa um ponto atrás dos visitantes, que têm feito um percurso bem interessante sob o comando do português Paulo Fonseca. Seria de esperar uma ótima partida de futebol, a cabeça de cartaz desta jornada 21, com grandes executantes dentro das quatro linhas. E é para jogos tão esperados como esse que é essencial que tire qualquer dúvida sobre a Sportingbet para preparar-se melhor na hora de apostar.

A primeira parte acaba por ser simples de explicar. A equipa da AS Roma entrou ligeiramente melhor e foi, ao longo de todos os 45 minutos, crescendo sobre o adversário e criando alguns calafrios à equipa de Pirlo. No entanto, do lado contrário, estava o aniversariante Cristiano Ronaldo, que mostrou que os anos passam, mas que, de resto, nada muda na vida do português. Três remates feitos pela equipa, os três feitos pelo craque. Um deu golo, outro foi à barra da baliza de Pau López. Os romanos levam o rótulo de melhor equipa em campo na primeira parte, mas a verdade é que a vantagem estava do lado da Juventus FC.

Para o segundo tempo, as dinâmicas seriam parecidas. Os forasteiros estiveram sempre mais pressionantes, mais vezes perto da baliza do adversário. Mas a “Vecchia Signora” esteve sempre muito ciente das suas qualidades e muito objetiva no momento de criar perigo. Ainda assim, a AS Roma não conseguiu criar tantas oportunidades de perigo e acabou mesmo por sofrer o segundo golo, depois de uma bela jogada protagonizada pelo sueco Kulusevsli. Ibanez foi o homem que acabou por introduzir a bola na prórpia baliza, mas nem por isso toda a jogada pode ser desvalorizada. Um bom momento de futebol, que dava mais segurança aos de Turim. Até ao fim, o jogo não teve grande história.

A turma comandada pelo português ainda tentou reduzir a desvantagem no marcador, mas a bola parecia mesmo não querer entrar. A Juventus FC somou assim mais três pontos e trocou de lugar com a AS Roma, que vê agora os primeiros lugares mais distantes e difíceis de alcançar.

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A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – Agora com 36 anos, o português continua a afirmar-se como o jogador mais decisivo de sempre. Não precisa de muitas oportunidades para fazer a diferença, e foi isso que acabou por acontecer. Essencialmente na primeira parte foi o grande destaque ofensivo da equipa, tendo feito três remates. O primeiro deu golo, e que golo do melhor marcador de sempre. Sem grande preparação e com o pior pé, colocou a bola no canto da baliza, onde o guarda-redes nem com asas chegaria. Isto acabou por abalar o adversário e dar uma força à sua equipa, que não estava a ser mais forte na partida. Simplesmente decisivo. Muitos parabéns, craque.

 

O FORA DE JOGO

Defensiva da AS Roma – Num jogo em que a equipa foi até mais forte, tendo mais bola e criando mais oportunidades de golo (essencialmente na primeira parte), a defesa acabou por se mostrar muito permeável e não esteve à altura dos homens mais avançados. A Juventus FC não esteve muito presente no seu meio campo ofensivo, mas, sempre que aparecia perto da área, acabava por criar algum perigo, tendo mesmo feito dois golos, num jogo em que não produziu assim tantas jogadas ofensivas. Estivesse a linha defensiva ao nível da ofensiva e o resultado seria certamente outro.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

A grande dúvida em relação à equipa de Pirlo seria na defesa, que se poderia apresentar a três ou a quatro. O treinador italiano optou pela segunda opção, com Danilo e Alex Sando nas linhas e os experientes Bonucci e Chiellini no centro. Mais à frente, um meio campo constituído por três homens: Arthur mais recuado, com Rabiot e McKennie a aparecerem mais adiantados no apoio à linha mais ofensiva. Esta, contituída por Morata, que apareceu quase como um falso nove, abrindo espaço essencialmente para Cristiano Ronaldo, que privilegiou os movimentos da extrema esquerda para o centro.

Do outro lado, Chiesa, mais importante no momento em que a equipa perde a bola e no apoio ao meio campo quando a AS Roma controlava o esférico. Nesta partida, a equipa foi obrigada a correr muito atrás da bola, pelo que as saídas para o ataque seriam fundamentais, bem como a coesão defensiva necessária para não ceder ao bom futebol praticado pelo adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (7)

Danilo (6)

Bonucci (7)

Chiellini (7)

Alex Sandro (7)

Arthur (6)

Rabiot (6)

McKennie (6)

Chiesa (6)

Morata (7)

Cristiano Ronaldo (8)

SUBS UTILIZADOS

Cuadrado (7)

Kulusevski (7)

Bernardeschi (-)

De Ligt (-)

Demiral (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

Paulo Fonseca optou por uma defesa a três, constituída por Mancini, Kumbulla e Ibanez, com uma linha muito subida para pressionar o mais alto possível a equipa da Juventus FC. Nas linhas Spinazzola e Karsdorp, e um meio campo algo surpreendente.

Veretout e Villar mais recuados, com Cristante a assumir uma posição mais avançada, mas nem por isso mais ofensiva. O italiano, normalmente utilizado como médio defensivo, foi responsável por pressionar o homem mais recuado do meio campo adversário para que a equipa pudesse recuperar o esférico o mais rápido possível e depois dar asas aos dois médios mais criativos, que partiam de trás, mas avançavam com a equipa. Na frente, Mayoral e Mkhitaryan, dois belos executantes que dão muita qualidade à frente dos romanos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pau López (5)

Mancini (5)

Kumbulla (5)

Ibanez (4)

Karsdorp (6)

Spinazzola (7)

Villar (7)

Veretout (7)

Cristante (6)

Mkhitaryan (6)

Mayoral (7)

SUBS UTILIZADOS

Diawara (5)

Dzeko (5)

Carles Perez (6)

Bruno Peres (6)

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