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Após a desilusão europeia, a Juventus FC enfrentou a AFC Fiorentina com o objetivo de finalmente se consagrar octacampeã italiana. Atravessando a pior fase da época, há três jogos sem vencer e com duas derrotas consecutivas, a Juventus não pode contar com vários jogadores com especial destaque para Dybala, Khedira, Chiellini e Mandzukic. Do outro lado, a Fiorentina que não vence há dois meses está de olhos postos na segunda mão da Taça de Itália e por isso deixou os habituais titulares Vitor Hugo e Muriel no banco de suplentes.

Com a certeza de que somente um ponto assegurava o título, a vecchia signora entrou bastante displicente no jogo e foi surpreendida pelo adversário logo aos seis minutos. Na primeira vez que a Fiorentina se aventurou no ataque, Federico Chiesa surge sozinho na extrema direita e cruza para golo de Milenkovic.

Contra todas as expectativas, a Juve acusou o golo, afundou-se numa maré de descrença, não conseguindo por isso impor o seu jogo e assistimos a uma Fiorentina que com mais ou menos posse de bola dominava a partida. Os comandados de Allegri demonstravam-se impotentes perante a desvantagem no marcador e na ausência do habitual ritmo de jogo e das dinâmicas de transição rápidas, foi de longa distância que a Juve tentou alcançar a igualdade, sem grande efeito, à exceção do remate de Bernardeschi que sofreu um desvio e por pouco não enganou o guardião Lafont.

Numa altura em que parecia mais provável a Fiorentina dilatar a vantagem do que a vecchia signora igualar a partida, tal só não aconteceu porque Chiesa teve pontaria a mais e viu o seu potente remate esbarrar no poste esquerdo da baliza de Szczesny.

Já na reta final do primeiro tempo, contra o rumo que o jogo tomava, a Juventus chega ao empate na sequência de um canto cobrado por Pjanic que foi devidamente correspondida por um cabeceamento de difícil execução por parte de Alex Sandro.

Ainda antes do árbitro mandar recolher aos balneários, a Fiorentina esteve de novo muito próxima da vantagem, não fosse o azar mais uma vez interferir nas intenções de Chiesa: desta feita de pé esquerdo, o jovem jogador italiano, aplicou mais um potente remate que mais uma vez foi ao ferro.

No final do primeiro tempo, prevalecia o 1-1, num resultado que servia à Juventus, apesar da Fiorentina merecer claramente estar na frente do marcador.

Fonte: Site Oficial Serie A

No segundo tempo, a Juve ainda muito longe da sua melhor prestação, apresentou um melhor futebol, com mais entusiasmo e sobretudo fluidez de jogo e logo nos primeiros instantes num lance fortuito faz o 2-1.

Após incursão pela extrema direita, Ronaldo cruzou e a bola desviou em Pezzella, deixando Lafont pregado ao chão. Sem fazer muito, a Juventus chegou à vantagem e até já tinha margem para sofrer um golo.

À passagem da hora de jogo, na ressaca de um canto, a bola sobra para Pjanic que de primeira dispara para uma enorme intervenção de Lafont.

Aos 66 minutos, o técnico da Fiorentina, Montella, de olhos postos na Taça de Itália promoveu a saída de Chiesa, levando a formação viola a perder totalmente o pendor ofensivo e com isso Juventus viu a sua tarefa facilitada e limitou-se a segurar a vantagem e esperar pelo apito final.

Em clara contagem decrescente para a festa do título foi notória alguma falta de felicidade, salientando o peso do desaire diante do Ajax, que espelhava a falta de clarividência nos jogadores da Juventus.

Já na reta final, a Fiorentina esteve até próxima de deixar um sabor agridoce na festa bianconeri, com Bryan Dabo isolado a ver Szczesny negar a igualdade.

Nada mudou até fim e com um resultado melhor que a exibição, a Juventus alcançou a vitória e fez história.

Depois da grande desilusão na Liga dos Campeões, a Vecchia Signora conquistou o 35º Scudetto, o oitavo consecutivo, e fez a festa com os portugueses Cristiano Ronaldo e João Cancelo em grande evidência.

ONZES INICIAIS  E SUBSTITUIÇÕES

Juventus: Szczesny;João Cancelo; Bonucci; Rugani; Alex Sandro; Pjanić(Bettancur´65); Emre Can; Matuidi; Juan Cuadrado (De Sciglio´86); Bernardeschi (Kean´74);Ronaldo

Fiorentina: Lafont; Milenkovic; Ceccherini; Hancko; Pezzella ; Bryan Dabo; Veretou; Benassi(Gerson´73); Chiesa (Muriel´66); Simeone; Mirallas( Fernandes´80)

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