cab serie a liga italiana

A toda-poderosa Juventus está mesmo de regresso. No grande desafio da ronda 16 da liga italiana, a Vecchia Signora, “Velha Senhora” em português, derrotou por 3-1 a sensacional Fiorentina orientada por Paulo Sousa. Tratou-se de um triunfo justo para os bianconeri que assim prosseguem com a sua notável recuperação – seis vitórias consecutivas para o campeonato –, o que coloca o tetracampeão transalpino no quarto lugar, a seis pontos do líder Inter.

Em Turim aguardava-se com expectativa este duelo entre clubes com uma rivalidade histórica, sendo a noite abrilhantada com o regresso de Paulo Sousa a uma cidade que tão bem conhece, depois das fantásticas temporadas que cumpriu como jogador pela Juventus, entre 1994 e 1996. Ambos os conjuntos alinharam com os seus onzes de gala, mantendo as suas filosofias de jogo muito próprias, sustentadas por sistemas de jogo idênticos, estando os comandados de Massimiliano Alegri de sobreaviso de forma a evitarem uma derrota estrondosa como aquela que o Inter já sofreu, esta época, em casa frente à Fiorentina (1-4).

Mandzukic e Dybala, dupla atacante da Juventus na festa do golo Fonte: Juventus FC
Mandzukic e Dybala, dupla atacante da Juventus na festa do golo
Fonte: Juventus FC

O início de jogo foi estupendo. O cronómetro ainda marcava três minutos e já os Viola se adiantavam no marcador, através de uma grande penalidade bem convertida por Ilicic. Mas a vantagem da formação de Florença foi sol de pouca dura, visto que aos 6’ Cuadrado restabeleceu a igualdade para os donos da casa, “traindo” assim um clube que representou entre 2012 e 2015. A partir daí o equilíbrio foi quase total: muita coesão defensiva, a Fiorentina a não ceder ao ambiente hostil e a conseguir trocar a bola com segurança, a Juventus a não conseguir provocar mossa no adversário. Aliás, uma das imagens de marca da equipa de Paulo Sousa, que seja em que estádio for apresenta uma consistência a todos os títulos notável, alicerçada pelo talento de jogadores como Ilicic e Bernardeschi. Mas esta Juventus também já não é aquela que realizou um péssimo arranque de temporada, estando cada vez mais próxima da força dos últimos anos, havendo um nome que se destaca nas suas fileiras: de seu nome Paulo Dybala, avançado argentino de 22 anos comprado ao Palermo a troco de 32 milhões de euros e que vai encantando e desequilibrando a favor da Vecchia Signora.

E a verdade é que até aos 80’ houve a sensação de que dificilmente este jogo entre dois históricos sairia do empate, tal era a ausência de oportunidades para marcar. Porém, nesse mesmo minuto a Juventus passou a estar em vantagem numa recarga de Mandzukic – que até estava a realizar uma pobre exibição – a uma boa saída de baliza do guarda-redes Tatarusanu. Esse tento lançou os campeões em título para uma recta final de partida de grande intensidade, para a qual muito contribuiu Alex Sandro, ex-FC Porto, entrado ao 77’. Como corolário de mais uma grande exibição, Dybala sentenciou a contenda aos 90’+1 com o seu genial pé esquerdo, permitindo à Juventus reforçar a candidatura na luta pelo scudetto, após um intenso jogo no qual se pôde constatar mais uma vez que esta Fiorentina apresenta muita qualidade, fruto de um fantástico trabalho de Paulo Sousa. A turma de Florença não treme e embora não tenha as mesmas armas de uma Juventus, Inter ou Roma ou o futebol-espectáculo de um Nápoles pode perfeitamente lutar pela liga italiana, prova que não conquista desde 1969.

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A Figura:

Dybala – Autêntico diabo à solta, muito influente na manobra da Juventus, teve acção directa no segundo golo e apontou o terceiro. Foram quase sempre dele que partiram as jogadas mais perigosas da equipa de Turim muito por culpa da sua velocidade e técnica. É o melhor marcador do colosso transalpino com oito tiros certeiros na liga.

O Fora-de-Jogo:

Falta de atrevimento da Fiorentina – Como referi mais acima os Viola estiveram longe de rubricar uma má exibição, mas ficou a sensação de que a equipa podia ter feito algo mais em termos ofensivos. Muita consistência e segurança até aos 80’ não se traduziu em oportunidades de golo.

Foto de Capa: Juventus FC