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É nos grandes palcos que se tomam as grandes decisões, e assim o foi, esta quarta-feira, no Olímpico de Roma. A final da Taça de Itália ficou marcada pelo encontro entre a Juventus e o AC Milan, dois históricos do futebol italiano, mais que habituados a estar no centro de todas as atenções. A equipa de Turim chegou até Roma após derrotar a Atalanta nas meias-finais da competição (2-0 agg, 1-0 em cada mão); já os milaneses tiveram uma caminhada mais complicada, ao terem de bater a Lazio nos penáltis (5-4), após dois empates a zero contra os romanos.

Na quinta final da TIM Cup disputada entre os dois conjuntos, a Juventus partiu como favorita (venceu em três das quatro ocasiões anteriores) e em busca da sua quarta conquista consecutiva na prova. Já o AC Milan não levanta a taça desde 2003, estando também há 2 anos num jejum de títulos (o último troféu erguido foi a Supercopa italiana, em 2016).

Relativamente a onzes, Massimiliano Allegri, com alguma surpresa, optou por deixar Higuaín no banco; a Juventus começou o encontro com Buffon, Cuadrado, Barzagli, Benatia, Asamoah, Khedira, Pjanic, Matuidi, Douglas Costa, Dybala e Mandzukic. Por seu lado, o irreverente Gennaro Gattuso fez alinhar um XI constituído por Donnarumma, Calabria, Bonucci, Romagnoli, Rodríguez, Locatelli, Kessie, Bonaventura, Suso, Çalhanoglu e Cutrone.

A Juventus entrou mais forte na partida, e, logo aos dois minutos, Khedira rematou fraco à baliza de Donnarumma. Os Bianconeri desde cedo a confirmar o favoritismo que lhes fora atribuído.

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Cinco minutos volvidos, e era a vez do Milan chegar à baliza contrária. Fantástico entendimento ofensivo entre Cutrone e Çalhanoglu, com o jovem italiano a rematar em última instância para uma defesa atenta de Buffon.

As duas equipas iam-se apresentando a um grande nível, proporcionando um excelente espetáculo de futebol, com inúmeras ocasiões para ambos os lados. Enquanto os homens da frente (Dybala, Douglas Costa, Mandzukic, Cutrone, Çalhanoglu e Suso) eram protagonistas pelas oportunidades falhadas, o veterano Buffon e o “menino” Donnarumma iam brilhando entre os postes das respetivas balizas.

Após uma primeira parte bem disputada, mas sem golos, seria na segunda que os momentos altos do jogo viriam ao de cima. Aos 55 minutos, Dybala (quem mais poderia ser) disparou um potentíssimo remate na direção de Donnarumma, para mais uma enorme defesa do guardião de 19 anos. Na sequência do lance, há canto para a Juve, e Benatia inaugura o marcador de cabeça, após uma falha clamorosa de marcação da defesa do Milan. 1-0 para a formação de Turim, aos 10 minutos do segundo tempo.

Mas o show de Dybala parecia não querer ter fim. Cinco minutos após o golo, num momento de pura inspiração, La Joya passou no meio de dois jogadores e atirou para mais uma fabulosa defesa de Donnarumma. A noite era, até ao momento, dos dois jovens jogadores.

Até que, a partir da uma hora de jogo, o guarda-redes nascido em 1999 adormeceu e nunca mais acordou. Aos 61 minutos, Douglas Costa rematou em arco, e Donnarumma defendeu para dentro da baliza. “Frango” descomunal do italiano, que acabou por não vir só. Isto porque, aos 63 minutos, Mandzukic cabeceou à figura, e Donnarumma, provavelmente embrenhado nos seus sonhos de menino, deixou a bola escapar das mãos, ficando novamente mal na fotografia. Benatia agradeceu e fez o segundo da conta pessoal, e o terceiro da Juventus no desafio.

A noite transformara-se num autêntico pesadelo para os rossoneri, que só teve fim aos 76 minutos. Kalinic, no seguimento de um canto da Juventus, enganou-se na baliza e cabeceou para o fundo das redes do Milan. Autogolo do jogador croata, e 4-0 para a turma de Allegri. Os lances dos quatro golos eram o espelho do desastre que estava a ser a exibição dos pupilos de Gattuso.

Mais um troféu para a conta pessoal de Gigi Buffon
Fonte: Juventus FC

Vitória expressiva da Juventus por 4-0, num jogo que ficou marcado pelos erros fatais da defesa do Milan, especialmente de Donnarumma. A Vecchia Signora dá assim início à época de festas, ao conquistar a 13.ª Taça Italiana da sua história, numa altura em que é líder isolada da Serie A, estando apenas a um ponto do tão desejado Scudetto. A Juve é dona e senhora de Itália!

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