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Parma Europeu até quando?

Diogo Fresco · 2 min

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O Parma Calcio 1913, em ano de regresso ao teto dos campeonatos italianos, transpira estabilidade. Ao inverso do que lhe sucedera quando foi rebaixado até ao escalão mais raso de todos os profissionais em Itália, hoje encontra-se, inclusivamente, nos lugares europeus da tabela classificativa!

Tive a oportunidade de debater um pouco acerca desse capítulo incontornável da história recente do clube no final da época transata. Falei de Lucarelli, um defesa central absolutamente importante na caminhada de volta à Serie A. Para colmatar a ausência de Lucarelli, foi Bruno Alves a ser a escolha, tanto para ocupar a posição em campo, como também para o balneário. E o desempenho do experiente defesa natural da Póvoa de Varzim tem sido bem notório… Uma das grandes vitórias do Parma mesmo antes da época se iniciar, na minha opinião.

Não é por caso ver uma equipa que ainda à pouco se apurou para a primeira divisão estar tão sólida. Afinal, encontra-se na equipa vários elementos que justificam essa solidez. Na defesa, os quatro habituais são Iacoponi, na direita; Gobbi, na esquerda; e Gagliolo e Bruno Alves no centro. Stulac, joga a trinco, e é uma peça chave na cobertura do miolo do terreno.

Mais à frente, Gervinho, um jogador que habituou os apaixonados deste desporto a associá-lo à qualidade técnica, mas índices de consistência de forma baixos, tem sido uma peça em que a criatividade e a ruptura são possibilitadas como soluções em vários momentos do jogo. Porém, o futebolista africano já caminha para a reta final da carreira, sendo provável que vá perdendo os dotes que todos lhe reconhecem.

Jonathan Biabiany tem sido um extremo ou médio direito muito pretendido por esta equipa transalpina. Fez parte da equipa em 2009, 2010, 2012, 2015 (na condição de emprestado apenas uma vez, nas outras ocasiões não trouxe o jogador sem desembolsar alguma quantia) e desde o começo desta temporada (2018/19). Certamente vive um Parma diferente, pelo menos com saúde financeira nesta quinta passagem por lá!

O Parma é uma equipa que joga muito junta, como emana a velha escola italiana
Fonte: Parma Calcio 1913

Roberto Inglese é o típico avançado italiano. Muito parecido, por exemplo, com Pippo Inzaghi, a meu ver. Móvel e com faro de golo, o ponta de lança que se encontra em regime de empréstimo, proveniente do Nápoles, é a referência ofensiva de uma equipa que se encontra em 6º lugar, com mais dois golos sofridos do que marcados!

Tal se deve ao típico cinismo do futebol italiano. Equipas fechadas, compactas, extremamente organizadas, linhas e setores muito próximos entre si. Em 4-3-3, esquema mais utilizado do conjunto crociati. Roberto D’Aversa é o técnico, e vê a sua ideia de jogo bem concretizada.

O futebol é imprevisível, mas ver uma equipa falida, voltar em três anos ao escalão máximo do seu país, nesse escalão estar em 6º lugar pode fazer confusão a muita gente… Contudo, não esquecer que é uma equipa com capital injetado, tem qualidade sim senhor, sabe interpretar os momentos chave do jogo, e mais importante tem mérito na sua classificação. Até Maio, essa classificação vai sofrer variações, depende da frescura dos jogadores durante toda a longa época.

Defronta um Milan, em San Siro, muito desfalcado, o que poderá ajudar esta equipa na conquista de um resultado abonatório. Não seria surpresa!

Foto de capa: Parma Calcio 1913

Revisto por: Jorge Neves

Diogo Fresco

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