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O encontro da Champions Cup que opôs Paris Saint-Germain e Fiorentina começou por evidenciar sinais de perigo. Perigo, mas para o telespectador com o fuso horário europeu que pretendesse manter-se acordado a fim de acompanhar as incidências do que (não) ia acontecendo no relvado nova iorquino.

Os parisienses foram a jogo apresentando já alguns elementos de primeira linha, com destaque para Ibrahimovic, Lucas, Matuidi ou van der Wiel, ao passo que Paulo Sousa foi adiando para a segunda metade a entrada de alguns jogadores que por certo serão opções regulares.

A primeira meia hora foi enfadonha, sem oportunidades relevantes e com a típica baixa intensidade de pré-época. Neste período, o sinal mais pendeu invariavelmente para o lado do PSG, ainda que a ocasião mais flagrante tenha surgido junto da baliza de Trapp; Matias Vecino, num pontapé livre, acertou em cheio no poste direito do alemão. Contudo, perpassava a nítida sensação de que, à mínima aceleração pelos flancos, a formação de Laurent Blanc  poderia causar estragos no esquema de três centrais adoptado por Paulo Sousa. Foi o que aconteceu à passagem do primeiro terço do encontro, quando van der Wiel, à semelhança do que vinha acontecendo do lado contrário com Lucas e Maxwell, conseguiu ganhar a linha de fundo para servir Matuidi que, qual ponta de lança, encontrou uma brecha no meio dos centrais para inaugurar o marcador.

O mesmo Matuidi, que se cotaria como um dos melhores em campo, não tardou a envolver-se no lance do segundo golo, já perto do intervalo. Desta vez quem beneficiou foi o jovem Augustin, até então com uma prestação algo discreta, para acrescentar mais um golo ao seu pecúlio do defeso.

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O técnico português foi o primeiro a promover ajustes na equipa, lançando ao intervalo Bernardeschi, Valero e Babacar para os lugares de Mario Gomez (passou ao lado do jogo), Badelj e Diakhate. O impacto foi quase imediato e com isso ganhou o espectáculo.

Mario Gomez esteve longe do que é capaz Fonte: Facebook da Liga Europa
Mario Gomez esteve longe do que é capaz
Fonte: Página de Facebook da Liga Europa

Rebic, logo nos instantes iniciais, dispôs de uma ocasião soberana para reduzir à entrada da pequena área. O golo Viola apareceria minutos mais tarde, por intermédio do recém entrado Joaquín, com um belo disparo de fora da área logo no seu primeiro contacto com a bola. Bernardeschi e Valero trouxeram um fulgor aos italianos que tinha andado arredado na primeira metade e, finalmente, pode dizer-se que o jogo ficou melhor repartido.

Ibrahimovic, no entanto, encarregou-se de repor a “normalidade” nos acontecimentos, ampliando a vantagem da sua equipa com uma excelente finalização no coração da área, com uma excepcional assistência de Lucas. O sueco mostrou que a pausa de verão não beliscou as suas qualidades inatas, demonstrando já disponibilidade física para aparecer em foco tanto a construi como a finalizar.

O 3-1 complicava as contas aos homens de Florença e se Joaquín tinha sido chamado à acção da melhor forma possível, o mesmo já não se pôde aplicar a Lezzerini à entrada para o último quarto de hora. Imediatamente após render Tatarusanu nas redes da Fiorentina, o guardião transalpino iria buscar a bola ao fundo das redes na sequência de um disparo aparentemente inofensivo de Augustin. Este tento feriu de morte as aspirações dos comandados de Paulo Sousa, que mais não conseguiram do que encurtar distâncias através do regressado Giuseppe Rossi através de uma pontapé da marca de grande penalidade.

Feito o rescaldo, pôde perceber-se que o PSG dispõe de algumas opções bastante interessantes para acrescentar qualidade à constelação dominante no plantel. Augustin insiste em reclamar atenção com sucessivos golos, Kimpembe mostrou segurança no eixo da defesa e Trapp perspectiva-se como uma alternativa bastante válida a Sirigu. A Fiorentina, pese embora tenha defrontado o primeiro adversário de elevado calibre da pré temporada, evidenciou algumas fragilidades defensivas, sobretudo pelas laterais, e apenas com as substituições conseguiu criar algumas situações de perigo. Resta saber o que mais trará o mercado a ambas as partes.

A Figura:
Augustin- Já tinha marcado ao Benfica e voltou a exibir talento e faro de golos. Não sendo absolutamente certo que permaneça no plantel principal esta temporada, a verdade é que se apresenta como o jogador mais concretizador da sua equipa e demonstra potencial para se tornar um jogador interessante.

O Fora de Jogo:
Permeabilidade defensiva da Fiorentina- O PSG explorou as alas sem grande dificuldade e foram várias as oportunidades de golo entre os três centrais. Paulo Sousa tem elementos válidos para o sector, como o incontornável Rodriguez, mas terá ainda algum trabalho pela frente para olear processos e escudar as suas redes convenientemente.

Foto de capa: Site do PSG

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