Nos últimos anos, o Nápoles tem sido o principal adversário interno da Juventus na luta pela Serie A. Aproveitando a instabilidade dos clubs de Milão e superiorizando-se à Roma, os napolitanos têm cimentado a sua posição prateada no pódio transalpino, mas ainda longe de ombrear com a octacampeã Juventus. Será desta?

As expectativas são baixas, a começar pelas dos adeptos: foram vendidos apenas 9 mil lugares cativos, dos 60 mil que o San Paolo alberga. Os preços altos, a condições antiquadas do recinto e a falta de contratações sonantes são alguns dos motivos que estarão na génese deste acontecimento. Alguns adeptos afirmam mesmo que preferem deixar de ser sócios do clube e comprar bilhetes a preço geral para os jogos, saindo-lhes mais em conta.

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A verdade é que o mercado também não foi famoso para os napolitanos. Muito se falou na possibilidade de James Rodriguez reforçar a equipa, mas deverá permanecer em Madrid. Quem chegou foi Hirving Lozano, extremo mexicano vindo do PSV a troco de 40 milhões de euros, que promete agitar o ataque dos comandados de Carlo Ancelotti. Para a defesa, chegou o grego Kostas Manolas e deverá formar uma dupla temível com Koulibaly. As saídas também foram escassas, destacando-se a de Diawara para a Roma, no «negócio Manolas».

Fonte: SSC Napoli

Porém, a primeira jornada foi positiva e terá entusiasmado os aficionados: num jogo de loucos em Florença, venceu com muita emoção à mistura a Fiorentina por 3-4. Insigne foi a figura da partida e esteve nos 4 golos, apontando dois e assistindo para outros dois. A frente de ataque esteve implacável, com Callejon e Mertens a fazerem também o gosto ao pé. Com a adição de Lozano, do lesionado Milik e a possível vinda de Fernando Llorente, a equipa não deve passar por grandes problemas ofensivos.

O meio-campo deverá ser usualmente comporto por Allan, Zielinski e Fábian Ruiz, um trio com muita qualidade. Porém, a profundidade do plantel nestas posições é algo escassa para uma exigente e desgastante época. Poderá passar por aqui uma contratação de última hora. Nas laterais da defesa existe profundidade, mas não há um titular absoluto: Mário Rui, Ghoulam, Hysajn Malcuit e Di Lorenzo lutarão por lugares que dificilmente terão dono garantido. Por fim, na baliza, Meret, Karnezis e Ospina são nomes que dão garantias, com destaque para o jovem italiano.

Em suma, é um plantel que dá bastantes garantias e que será orientado por um bom treinador, que já conhece bem o clube e os jogadores. Carlo Ancelotti parte para a segunda temporada em Nápoles com confiança reforçada e com objetivo de chegar longe na Liga dos Campeões. Depois de uma eliminação dramática na fase de grupos da temporada passada, com a defesa de Alisson nos descontos a salvar o Liverpool, que viria a sagrar-se campeão europeu, os napolitanos ficaram a saber que defrontarão novamente os Reds e ainda Salzburgo e Genk. A continuidade em prova parece bem possível, o que certamente entusiasmou a aficção.

Será desta que o Nápoles chega ao título? Conseguirá prosseguir na Liga dos Campeões? Será uma época interessante para a equipa do Sul de Itália.

Foto de Capa: SSC Napoli

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