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Torino FC e Juventus FC, um dos maiores dérbis de Itália, que apesar de não ter a dimensão de outrora é sempre um jogo apaixonante. Um dérbi que por norma pende para a Vecchia Signora, nos últimos dez jogos, os Granatta apenas venceram um encontro, o que diz bem da superioridade dos bianconeri nestes duelos.

Um muito contestado Walter Mazzarri apresentava-se para este encontro vindo de uma série negativa de cinco jogos sem vencer, e com quatro baixas na equipa esse cenário mostrava-se sombrio mas como se sabe, num dérbi não existem favoritos. O experiente técnico manteve o esquema de 3-5-2 que tem usado ao longo da época, com Tomas Rincon a assumir a liderança do meio campo, posição assumida anteriormente por Lukic que foi relegado para o banco de suplentes.

Quanto à Juventus, continuava com Chiellini de baixa por lesão, juntamente com Perin e Pjaca, já Rabiot encontrava-se de fora castigado. Ao contrário do Torino, a Juve vem de uma série positiva apesar de algumas exibições deixarem a desejar. A equipa não tem correspondido em qualidade às vitórias conquistadas e Sarri ainda não conseguiu convencer dentro do campo, mas como a equipa tem ganho não se vê muita contestação.

Sarri também promoveu algumas mudanças no onze sendo o regresso de Pjanic à equipa a principal novidade. Na frente a dupla Ronaldo-Dybala, voltava a merecer a confiança do técnico italiano.

Os primeiros vinte minutos foram muito intensos como seria de esperar. O Torino não parecia uma equipa em crise. Mostrou-se, sim, uma equipa lutadora e com vontade de chegar ao golo. Mas quem esteve mais perto disso foi Ronaldo que, com um cabeceamento onde a maioria dos jogadores coloca o pé, criou a primeira ocasião de golo.

O trio defensivo do Toro gladiava-se para tentar parar as investidas de Dybala e Ronaldo. Com o passar do tempo, a teia montada por Mazzarri ia tendo sucesso, anulando o ataque bianconero, com um bloco compacto no meio campo e bastante pressionante, anulando as peças-chave da Juve. Já no ataque, Bellotti, a referência atacante do Toro, pouca bola tinha e pouco perigo ia causando.

Um jogo muito táctico e que poucas ocasiões tinha. Mas era interessante ver como as equipas iam tentando desbloquear o jogo, O Toro sempre pelas alas, quer por Aina na direita, quer por Ansaldi pela esquerda – eram eles os principais impulsionadores da equipa. A Juve quase sempre através dos mesmos, Ronaldo e Dybala, conseguia desbloquear o jogo, Bernardeschi não conseguia sair da rede montada pelo meio campo Granata e o jogo da Juve não fluia.

Com o aproximar do intervalo, os bianconeri assumiram as rédeas do jogo na tentativa de chegar ao golo, com isso o Toro abordou o jogo de forma mais cautelosa e explorou mais o contra-ataque sempre que tinha possibilidade. Com esta situação, o jogo ficou mais intenso e as faltas começaram a surgir com mais frequência da parte do Torino.

Foi na sequência de um livre que surge uma grande oportunidade para a Juventus com Bonucci a cabecear para defesa de Sirigu, na sequência do canto De Ligt tem o golo nos pés mas Sirigu nega o golo do defesa holandês com uma enorme defesa. Chegava assim o intervalo com a Juve a terminar a primeira parte em cima do Toro e a sensação que tinha é que, mais tarde ou mais cedo, o golo da Juve chegaria.

Fonte: a Juve terminou a primeira parte em cima do Toro

A segunda parte iniciava sem alterações nos onze das equipas e sem alterações tácticas. A toada que a Juventus tinha tido no final da primeira parte, não teve continuação no início da segunda parte, no entanto houve mais uma grande oportunidade de Ronaldo, parada mais uma vez por Sirigu que até ao momento estava a ser o homem do jogo.

Sarri esperou até aos sessenta minutos e lançou Pipita Higuaín, tirando Dybala para desagrado do argentino. Esta alteração em termos práticos não foi arriscada como se podia esperar mas Higuaín tem mostrado que pode ser uma importante opção neste regresso à Vecchia Signora. Com o nó muito atado, Sarri ia tentando colocar intervenientes que conseguissem desatar esse nó, e nova substituição feita, desta vez Ramsey entraria para o lugar do apagado Bernardeschi.

O nó começou a desatar primeiro quando Pipita Higuaín desfere um voley perfeito que só não entra porque Sirigu uma vez mais, faz uma defesa de outro mundo! Só que na sequência do canto chegaria o golo bianconeri através do central De Ligt que no centro da área desfere um potente remate sem hipótese para Sirigu e estreava-se a marcar pela Vecchia Signora. Importante a assistência de Higuaín que em pouco tempo criou um golo e teve oportunidade de concretizar outro. Foi portanto uma substituição acertada de Sarri naquele que é um dos seus jogadores predilectos.

A resposta do Torino foi imediata e no reactar do jogo podia ter empatado, não fosse Sczesny negar o golo a Ansaldi. No banco Mazzarri mostrava-se reactivo e colocava Simone Zaza para dentro de campo tirando Rincón, uma das peças do meio campo e minutos depois entrava Lukic para render Verdi, também ele muito apagado do jogo. Sarri por seu turno refrescava o meio campo colocando Khedira no lugar de Bentancur.

O jogo caminhava a passos largos para o final, e estava numa fase muito dividia. O Toro atacava mas sem grande discernimento, mais com o coração que com a cabeça. A Juve estava a jogar mais no erro adversário e teve vários ataques perigosos que poderiam resultar em golo. Por sua vez, Mazzarri esgotava as alterações com a entrada de mais um avançado, Vicenzo Millico, que ia tentar agitar as águas com a sua irreverência.

Sem conseguir controlar plenamente o jogo, a Juve expunha-se um pouco ao perigo através dos contra-golpes do Torino e nas bolas paradas, e nos cinco minutos de desconto o Torino causou maior frisson, na defesa da Juve, marcando mesmo um golo que entretanto seria anulado por fora de jogo de Bremer.

A vitória sorriu à Vecchia Signora que teve que vestir o fato de macaco para vencer um Torino que adensou a sua crise de resultados. Sarri mexeu bem na equipa e foi com essas mudanças que a equipa conseguiu, primeiro, chegar ao golo, e segundo, segurar a vantagem do resultado. Foi um jogo na senda do que a Juventus tem feito ultimamente e, mais uma vez, consegue a vitória pela margem mínima sem grande esplendor exibicional. À Juve falta ser mais assertiva no ataque, quando isso acontecer será uma equipa ainda mais temível!

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Torino – Sirigu, Lyanco, Gleison Bremer, Armando Izzo, Daniele Baselli (Millico, 84′), Ola Aina, Soualiho Meité, Cristian Ansaldi, Tomás Rincón (Zaza, 74′), Simone Verdi(Lukic, 80′), Andrea Belotti.

Juventus – Szczęsny, Bonucci, De Ligt, De Sciglio, Pjanic, Bentancur(Khedira, 76′), Cuadrado, Matuidi, Bernardeschi (Ramsey, 66′), Dybala(Higuaín,60′), Ronaldo.

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