O Inter voltou a reforçar a lateral direita. Contando com Vrsaljko mas, lesionado o resto da temporada, o clube sentiu-se “forçado” a encontrar um jogador de perícia equivalente para colmatar essa baixa.

Cédric Soares assinou dezenas de boas exibições ao longo dos três anos e meio no Southampton, foi jogador importante na conquista do EURO 2016 por Portugal, e portanto mereceu o “salto”, salto esse apenas ofuscado pelo “baixo poderio desportivo” do Inter de Milão atualmente, pelo menos em relação a alguns anos atrás.

Cédric não é um jogador explosivo ou de rasgar. Considero-o, tipicamente, um jogador “certinho”, joga seguro e só arrisca quando tem espaço para tal. Não tem as incursões ofensivas de Cancelo (que “leva tudo à frente”), mas tem um espírito combativo e procura as divididas com o adversário. É um lateral acima da média.

No Inter, poderá encontrar as adaptações ao sistema tático que teve de se sujeitar no clube anterior. Pelos “saints”, o lateral muitas vezes jogava numa posição mais avançada, a de ala, devido ao uso do sistema de três centrais em certas partidas. Isto é, o Inter sabe que pode contar com ele nesse caso também.

Lembro-me de ver Cédric jogar na Académica, ou no Sporting. Jogador “baixinho”, com bom toque de bola e alguma velocidade, mas não tanta. Era e é “raçudo” a defender.

Em Inglaterra, qualquer jogador se torna melhor, na minha opinião: o facto de se jogar, com grau de dificuldade elevado, na larga maioria dos jogos, eleva a responsabilidade de qualquer jogador, fazendo-o estar no limite constantemente.

Na cidade da moda, Cédric reencontra um velho conhecido
Fonte: FC Internazionale Milão

Em Itália, as suas habilidades defensivas serão postas à prova. O futebol inglês, pelo seu dinamismo e fluência, mesmo sendo muito diferente do italiano, priviligia muito as transições. Em Inglaterra joga-se mais avançado no terreno do que em Itália, no que toca a equipas de menor dimensão.

Então, não sendo o típico lateral “mota”, Cédric combina dentro de si qualidades que juntas se tornam uma ameaça à equipa adversária: troca bem a bola em progressão ofensiva, cruza bem, tem meia distância e está no auge da carreira.

Numa transferência com razão de ser devido à ausência de Vrsaljko, o português vem, à imagem do internacional croata, sob a situação de empréstimo (com opção de compra cifrada nos 11 milhões).

Não se sabe se será definitiva a aquisição, pelo menos neste momento leva-me a crer que servirá para preencher a vaga do lesionado. Mesmo assim, Cédric é um grande jogador e acredito que o salto está dado, e se não for no Inter, seguirá num outro clube superior ao Southampton.

Foto de Capa: FC Internazionale Milão

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

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