Difícil pôr o pé entre os grandes… mas possível

- Advertisement -

O excelente desempenho das equipas holandesas nesta fase de grupos da Liga dos Campeões foi notório. Tinham sido dez anos de eclipse quase total de equipas do país nas fases a eliminar da competição: as últimas “grandes campanhas” foram em 2005/06 – AFC Ajax e PSV Eindhoven chegaram aos oitavos – e em 2006/07- o PSV eliminara o Arsenal FC nos oitavos (2-1 no conjunto das duas mãos), mas caiu nos quartos frente ao também colosso inglês Liverpool FC (4-0 na eliminatória).

Todavia, há um par de anos, depois de tanto tempo sem grandes feitos na prova máxima da UEFA, o PSV ainda ameaçou o Atlético de Madrid: depois de dois “0-0”, os colchoneros avançaram, graças à vitória por “8-7” nas grandes penalidades.

É claro o afastamento de “ex-colossos mundiais” da elite competitiva. Numa era em que já se analisa a possibilidade de criação de uma Superliga europeia, são notórias as dificuldades de equipas como as da Holanda em competir. Mais agravante ainda é a “impossibilidade” em segurar os seus melhores jogadores.

Qualquer coisa, por muito boa ou má que seja, conta com vantagens e desvantagens. Creio que uma liga assim traria muita emoção ao futebol e concentraria os melhores frente a frente: elevava a competividade e aumentava o cachê geral. Contudo, julgo que, à imagem do desvanecer do futebol amador, também algum futebol profissional descerá ao patamar “semiprofissional” ou à segunda linha europeia (se é que já não existe).

O PSV, dentro do possível, portou-se muito bem na prova milionária
Fonte: PSV Eindhoven

Além disso, era mais fácil distribuir prémios individuais. Atualmente, todos os campeonatos são alvo de comparação entre si, ou seja, representam um peso diferente. Assim, bitaites como “o Messi tem de ir para Inglaterra provar que é bom” seriam evitados, felizmente.

De momento, não sou a favor da criação dessa prova. Mas a mudança é inevitável e só assim se saberá se traz progresso. Como negócio, é o melhor que podia acontecer aos poderosos. Já aos “oprimidos”… Como desporto, creio que o futebol ficaria a perder, muito por culpa de uma redução do espaço de oportunidade: deixaria de se ver “tomba-gigantes”, que aparecem com ainda alguma regularidade (debatível).

Nesta fase de grupos, assistimos a um Ajax forte e muito consistente e um PSV a bater-se bem num grupo com Inter de Milão, FC Barcelona e Tottenham Hotspur FC. Creio que será outra época “bem sucedida” singular, sem continuidade. A meu ver, o sucesso momentâneo do Ajax pode muito bem assemelhar-se ao do AS Monaco, que, após ganhar o campeonato e chegar longe na Liga dos Campeões com Leonardo Jardim, “perdeu tudo”. Até agora, Tadić, De Ligt (Golden Boy 2018), De Jong, Dolberg, Ziyech e Tagliafico são nomes tão sonantes como Mbappé, Bernardo Silva, Mendy, Fabinho, Bakayoko, ou Thomas Lemar em 2016/17…

Foto de Capa: AFC Ajax

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Diogo Fresco
Diogo Frescohttp://www.bolanarede.pt
Fã de um futebol que, julga, não voltará a ver, interessa-se por praticamente tudo o que envolve este desporto, dando larga preferência ao que ocorre dentro das quatro linhas. Vibra bastante com a Seleção Portuguesa de Futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Besiktas avança por guarda-redes e deixa Rui Silva para 2ª opção

O Besiktas está muito interessado na contratação de Filip Jorgensen. Guarda-redes do Chelsea quer rumar à Turquia na busca por minutos.

Roberto De Zerbi desolado depois de perder a Supertaça de França: «Nunca chorei depois de perder e hoje chorei quando entrei no balneário»

Roberto De Zerbi mostrou-se desolado com a derrota na Supertaça de França. Marselha perdeu com o PSG nos penáltis.

Atlético Madrid define preço para vender Thiago Almada em janeiro

Thiago Almada pode deixar o Atlético Madrid em janeiro. Colchoneros colocaram o médio no mercado e definiram preço do jogador.

Lenda do Manchester United elogia Ruben Amorim: «A sua honestidade e a sua visão das coisas eram bastante revigorantes»

Michael Owen deixou elogios ao trabalho feito por Ruben Amorim no Manchester United. Antigo avançado vê méritos no treinador.

PUB

Mais Artigos Populares

Casa Pia empresta avançado Max Svensson ao UD Ibiza

O Casa Pia oficializou a saída de Max Svensson por empréstimo. Avançado de 24 anos vai jogar pelo UD Ibiza e volta assim a Espanha.

Guarda-redes do Alverca com interessado no Brasil

Matheus Mendes pode deixar o Alverca nesta janela de transferências. Guarda-redes é alvo do Sport e pondera regresso ao Brasil.

Thiago Silva pode ser titular no FC Porto x Benfica: eis a situação

Thiago Silva pode fazer a sua estreia no FC Porto frente ao Benfica. Dragões recebem águias nos quartos de final da Taça de Portugal.