PAOK em busca da história na Grécia

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O PAOK pode sonhar e esta época parece que a hegemonia do Olympiacos está perto do fim, depois de sete campeonatos consecutivos e de ter conquistado 19 títulos nos últimos 21 anos.

A paixão dos adeptos do emblema de Salónica pode ascender à concretização de algo que não se vê há mais de 30 anos. Desde 1984/85 que o PAOK não vence o campeonato grego, clube que apenas regista duas vitória na ‘Ethniki Katigoria’, sendo que 1975/76 foi a data da primeira conquista.

Na sua equipa joga um português: Vieirinha. O lateral/extremo cumpre mesmo a segunda passagem pelos gregos e é um Deus para toda a massa adepta do PAOK, pelo que o luso quer muito levantar o troféu que há muito foge ao clube. É, aliás, o título que lhe falta conquistar em terras helénicas.

Djalma, com história no futebol português, faz a segunda época na Grécia e, após ter ajudado o clube a erguer a Taça em 2016/17, o angolano quer somar-lhe o título mais cobiçado no país helénico, sendo que é mesmo o número 10.

Fernando Varela, aos 30 anos, é também uma cara conhecida do futebol português. Este defesa central cabo-verdiano é simultaneamente uma peça importante no onze inicial da equipa.

No banco, o treinador é Razvan Lucescu, filho do conceituado Mircea Lucescu. Aos 49 anos, o técnico conquistou o coração de todos os adeptos tessalonicenses e a equipa ocupa o primeiro lugar da tabela a oito jornadas do final.

Com 52 pontos, PAOK lidera com mais dois pontos que o AEK de Atenas e mais seis que os 46 de Olympiacos no terceiro lugar.

Em 4x2x3x1, a equipa tem no holandês Biseswar e no sérvio Prijovic, armas de destaque para desfeitear qualquer formação contrária, mas é mesmo na defesa que o PAOK tem a sua grande força: em 22 jogos, a equipa ainda não chegou aos dois dígitos de golos concedidos, tendo sofrido apenas 8! Léo Matos, Varelas, Crespo, Vieirinha (que até tem jogado na lateral esquerda) são linha defensiva de betão, com Canãs, Maurício, Pekas, Mak, Biseswar e Prijovic do meio-campo para a frente.

No próximo domingo, há clássico no Estádio Toumba, pois PAOK recebe o Olympiakos após ter perdido 1-0 na primeira volta. Pode ser o golpe de misericórdia nas parcas esperanças do arqui-rival ou então o campeão ateniense pode ainda ter uma palavra a dizer e intrometer-se na luta. O AEK agradece…

Foto de capa: PAOK

Revisto por: Rita Manique

Rúben Tavares
Rúben Tavareshttp://www.bolanarede.pt
O futebol foi a primeira paixão da infância, no seu estado mais selvagem e pueril. Paixão desnuda. Hoje não deixou de ser paixão, mas é mais madura, aliada a outras paixões de outras idades: a literatura, as ciências sociais, as ciências humanas.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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