Publicidade

Zenit: dar um passo em frente

Tomás da Cunha · 3 min

Zenit: dar um passo em frente

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

internacional cabeçalho

O Zenit é, actualmente, o clube mais poderoso do futebol russo. Todos os anos o emblema de São Petersburgo investe muitos milhões de euros no reforço do plantel, que tem cumprido com a obrigação de, pelo menos, lutar pelo título. No entanto, o conjunto orientado por Luciano Spalletti ainda não conseguiu dar um passo em frente a nível internacional, não só em termos de resultados como também no que toca às exibições. Apesar de estar pela segunda vez na sua história na fase a eliminar da Champions League – na primeira defrontou o Benfica -, depois da derrota por 2-4 na recepção ao Dortmund muito dificilmente a equipa dos portugueses Neto e Danny conseguirá evitar o afastamento da prova.

Desde 2005, ano em que a Gazprom iniciou o investimento no clube, o Zenit teve um crescimento notório. Em 2008 venceu de forma surpreendente a Taça UEFA e, na época seguinte, viria a conquistar a Supertaça Europeia. Os dois títulos continentais marcaram o princípio da afirmação internacional do emblema de São Petersburgo, que desde então tem sido presença assídua na Champions League. Contudo, apesar da enorme qualidade do plantel, ainda não é desta que os russos vão ultrapassar a barreira dos oitavos-de-final. Depois do fracasso que foi a última temporada, onde a equipa não conquistou qualquer título, o fim da linha para Spalletti parece estar próximo.

Um dos factores que certamente terá prejudicado o Zenit no confronto com o Dortmund foi o facto de o campeonato estar parado desde Dezembro. A equipa acusou a falta de competição e não conseguiu manter a intensidade e a concentração ao longo dos 90 minutos. Mas os problemas já vêm de trás: na fase de grupos as exibições não foram melhores – especialmente frente ao Áustria de Viena – e em condições normais os russos nem teriam conseguido apurar-se.

Em 2008, o Zenit surpreendeu com a conquista da Liga Europa  Fonte: UEFA
Em 2008, o Zenit surpreendeu com a conquista da Liga Europa
Fonte: UEFA

A nível interno, o campeonato vai recomeçar nesta semana e o conjunto de Spalletti chega a esta segunda metade da temporada com possibilidades de recuperar o título. O emblema de São Petersburgo está no primeiro lugar, em igualdade pontual com o Lokomotiv, tendo uma vantagem de 1 ponto para o Spartak, 5 para o Dínamo e 6 para o campeão CSKA. Ainda nada está decidido.

A política de mercado do Zenit deu sempre prioridade à contratação de jogadores que actuam no próprio campeonato, aproveitando para enfraquecer os rivais. O último exemplo desta situação é Rondón, avançado que chegou do Rubin Kazan por 18 milhões de euros e que preenche uma das principais lacunas do plantel. Ainda assim, o emblema de São Petersburgo é um cliente habitual do futebol português. Hulk e Witsel foram os últimos jogadores a rumar à Rússia. Depois de ter passado por alguns problemas de adaptação na última temporada, o “Incrível” tem feito uma época positiva e é um dos elementos mais influentes da equipa. Em relação ao belga, que podia ser um dos melhores médios da Europa, não evoluiu e nesta fase parece óbvio que tomou uma péssima decisão para a carreira. No que diz respeito aos portugueses, Danny continua a ser uma das principais figuras do conjunto de Spalletti; pelo contrário, Neto tem somado erros nos últimos encontros.

Apesar da capacidade financeira do Zenit, o plantel não é tão completo como poderia ser. Na defesa falta um central de topo – não surpreende o interesse em Garay – e no meio-campo, onde a idade avançada de elementos como Zyrianov ou Tymoschuk não ajuda, existem poucas opções. Com a contratação de Rondón, o ataque está bem servido. O principal problema, porém, está no banco. Spalletti já não consegue passar as suas ideias para os jogadores, tanto a nível técnico-táctico como em termos de entrega ao jogo. A saída do treinador italiano poderá ser a solução para que os russos consigam dar o tal passo em frente.

Tomás da Cunha

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.