A CRÓNICA: REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL CONQUISTA SEGUNDA TAÇA DO REI DE ESPANHA DA HISTÓRIA

A edição 2019/20 da Taça de Espanha conheceu finalmente o seu vencedor, depois da Real Sociedad de Fútbol ter batido o Athletic Club na final da competição. Adiado devido à pandemia que está a assolar o mundo, o jogo decisivo da prova contou com um sempre frenético dérbi basco.

Numa primeira parte praticamente sem hipóteses de golo e em que a Real Sociedad esteve por cima, o remate mais perigoso até surgiu do lado do Athletic. Iñigo Martínez, qual extremo, progrediu pela ala esquerda, fletiu para dentro e, de pé direito (o mais fraco), disparou para uma intervenção acrobática de Alejandro Remiro. Contudo, esta foi uma oportunidade isolada a favor do “Leões de San Mamés”, uma vez que a Real esteve sempre com o jogo controlado.

O segundo tempo começou com polémica: Iñigo Martínez tocou na bola com o braço e, depois de uma revisão demorada do vídeo-árbitro, Estrada Fernández decidiu-se por marcar falta no limite da área. Contudo, a controvérsia não ficou por aqui, pois Martínez acabou mesmo por cometer penálti, ao minuto 58, e só escapo à expulsão depois de mais uma longa consulta do VAR. Na conversão do castigo máximo, Mikel Oyarzabal não vacilou e enganou Unai Simón, abrindo assim o marcador nesta final.

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A Real Sociedad conseguiu mesmo manter esta vantagem mínima até final, fazendo-se valer da sua pressão constante e da agressividade imposta no momento sem bola para impedir as ações ofensivas do Athletic. A Real conquista assim a segunda Taça de Espanha da sua história, ao passo que o Athletic vai ter nova oportunidade de conquistar o troféu daqui a 15 dias, frente ao FC Barcelona, na final da edição 2020/21.

 

A FIGURA

Mikel Oyarzabal – Para além de ter marcado o golo decisivo desta final, foi sempre uma das figuras em evidência nos momentos ofensivos da Real Sociedad, a par de Portu. O extremo da equipa basca tem sido figura de proa dos bons momentos vividos pelo clube nos anos recentes.

O FORA DE JOGO

Iñigo Martínez – Para além do penálti cometido e da expulsão que lhe foi perdoada (o que por si só já seria suficiente), esteve sempre muito inseguro no setor central da defesa do Athletic. A sua insegurança acabou por se espalhar a toda a equipa, que tremeu muito sobretudo nos primeiros 20 minutos da segunda parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – ATHLETIC CLUB

A equipa de Marcelino García Toral apresentou-se em 4-4-2, com o experiente Raúl García a aparecer-se junto de Iñaki Williams na frente, como uma espécie de avançado recuado. No meio-campo, Dani García e Unai Vencedor comandaram a “sala de máquinas”, enquanto Muniain e Berenguer se ocuparam das alas. Nota ainda para a linha mais recuada, com Iñigo Martínez, antigo jogador da Real Sociedad, como o “elo mais fraco” nesta partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (6)

Óscar de Marcos (5)

Yeray Alvarez (5)

Iñigo Martínez (4)

Yuri Berchiche (5)

Alejandro Berenguer (5)

Dani García (5)

Unai Vencedor (5)

Iker Muniain (5)

Raúl García (5)

Iñaki Williams (5)

SUBS UTILIZADOS

Unai López (5)

Mikel Vesga (5)

Asier Villalibre (6)

Ander Capa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL

A “equipa sensação” da atual temporada em Espanha (a par do Villarreal CF) alinhou em 4-3-3 para esta final. Com um meio-campo sólido e a aproveitar bem a experiência e qualidade de David Silva, a frente de ataque composta por Oyarzabal, Portu e Isak mostrou sempre muito movimento e fluidez. Já a linha defensiva, também ela com um misto de experiência e juventude, nunca enfrentou grandes dificuldades.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alejandro Remiro (6)

Andoni Gorosabel (6)

Igor Zubeldía (6)

Robin Le Normand (6)

Nacho Monreal (6)

Mikel Merino (6)

Martin Zubimendi (5)

David Silva (5)

Cristian Portu (6)

Mikel Oyarzabal (6)

Alexander Isak (5)

SUBS UTILIZADOS

Ander Guevara (5)

Carlos Fernández (-)

Ander Barrenetxea (-)

Aritz Elustondo (-)