A final do Mundial de Clubes colocou frente a frente, o campeão da América do Sul ao campeão da Europa. Jorge Jesus, no jogo mais importante da sua carreira, defrontou Jurgen Klopp, à procura do primeiro título fora da Europa. Foram precisos 120 minutos, para definir o Liverpool FC, como campeão do mundo. Vitória com golo solitário, acabou com sonho de Jesus.

O jogo começou, como seria de prever, com superioridade notável por parte dos reds, com várias oportunidades de golo, principalmente as de Firmino (1’) e Arnold (6’). O CR Flamengo teria de se acautelar defensivamente, caso contrário podia ir para casa de “saco cheio”.

À medida que o relógio avançava, o “Mengão” foi equilibrando a partida. Baixou o ritmo frenético imposto pelo Liverpool e conseguiu manter a posse, à largura de todo o campo. Consentida ou não, uma posse que se tornou algo perigosa, perante as ocasiões de Bruno Henrique.

Uma primeira parte deveres interessante por parte do Flamengo, surpreendente a meu ver, perante um Liverpool que já podia estar a vencer por dois ou três golos de vantagem, ainda que as melhoras oportunidades tenham surgido nos dez minutos iniciais. Em suma, um primeiro tempo dividido, competitivo e que deixou “água na boca” para o resto da partida.

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Da frente de ataque, Mané foi o mais esclarecido dos três
Fonte: Liverpool FC

No regresso ao relvado, Roberto Firmino tem a oportunidade de golo mais clamorosa (47’). Jogada individual que terminou com remate ao poste. Pouco depois, foi Gabigol a pôr à prova o compatriota Alisson (53’). Parada e resposta, jogo mais “partido”, todos os ingredientes para um bom espetáculo.

Quanto mais tempo passava, a pressão era ainda maior. Um golo em qualquer baliza podia ser fatal. Até então, o Flamengo conseguia jogar e anular os pontos fortes do Liverpool. Nem os velocistas, nem à meia distância, nem de bola parada, os comandados de Jurgen Klopp não conseguiam criar perigo. Exceção feita a remate de Jordan Henderson, que Diego Alves respondeu com grande defesa (86’).

E é já nos minutos de compensação que surge um lance decisivo. O árbitro analisou o lance com recurso ao vídeo árbitro, e depois de ter assinalado penálti, voltou atrás na decisão, refutando qualquer hipótese de falta. Zero a zero, prolongamento, pelo menos mais meia hora de futebol.

Meia hora de futebol menos intenso, em que, normalmente, o que aparenta, é que qualquer equipa, tem mais “receio” de perder, do que vontade de ganhar. E eis que surge o golo de Firmino (99’). Um contra-ataque daqueles à Liverpool, em que Sadio Mané “abre” a defesa do Flamengo e oferece o golo ao avançado brasileiro. Até ao final, o resultado não se alterou, terminando com justiça, uma bela partida de futebol.

Uma palavra de apreço para o Flamengo de Jorge Jesus, que conseguiu, durante grande parte do encontro, ludibriar a “máquina de futebol”, que é o Liverpool de Jurgen Klopp e que é para muitos, a melhor equipa da Europa. Foi fiel aos seus princípios, dificultando ao máximo o jogo ao adversário.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Liverpool FC: Alisson, Robertson, Van Djik, Gomez, Alexander-Arnold, Henderson, Keita (Milner, 100’), Oxlade-Chamberlain (Lallana, 75’), Salah (Shaqiri, 120’), Mané e Firmino (Origi, 106’).

CR Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís, Pablo Marí, Rodrigo Caio, Rafinha, Arão (Berrío, 120’), Gerson (Lincoln, 102’), Everton Ribeiro (Diego, 82’), De Arrascaeta (Vitinho, 77’), Bruno Henrique e Gabigol.