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Deuses, heróis, mitos, filosofia, Zeus, Alexandre O Grande, Platão ou Aristóteles são algumas das palavras e figuras que nos vêm à memória quando nos falam na Grécia. Actualmente, no plano desportivo, o golo solitário de Charisteas na final do Euro 2004 será certamente a lembrança grega mais fresca na cabeça de todos nós portugueses. No entanto, quando pensamos em Futebol e Grécia simultaneamente há um nome que nem sempre nos vem há memória: Rivaldo Vítor Borba Ferreira.

Decorria a época 2003/2004 quando Rivaldo, Campeão Europeu em título pelo Milan, decide deixar o clube e rumar ao Brasil para representar o Cruzeiro. Após época e meia em Milão, em que o seu rendimento tinha ficado muito aquém daquilo que haviam sido as expectativas, o seu regresso ao Brasil, com 31 anos, foi encarado como um ponto final na sua carreira ao mais alto nível. Para trás ficavam os tempos áureos do Barcelona ou do seu incrível Mundial da Coreia e Japão em 2002. Com uma Bola de Ouro e um Prémio de Melhor do Mundo FIFA no currículo, Rivaldo poderia ter terminado em casa e em beleza os últimos anos do seu futebol. Provavelmente, nem o próprio estaria perto de imaginar quão erradas estavam essas previsões.

Após 10 jogos no Cruzeiro, e depois de muitos rumores de regresso à Europa, inclusivamente ao FC Porto, Rivaldo, com 32 anos, assina pelo Olympiacos no verão de 2004. O Panathinaikos era o campeão em título, mas 2 empates nas últimas 3 jornadas permitiram ao Olympiacos sagrar-se campeão com apenas mais 1 ponto do que o rival. A vitória na Taça da Grécia coroou o regresso do brasileiro à Europa com uma dobradinha, numa caminhada onde Rivaldo foi absolutamente decisivo.

Rivaldo deixou a sua marca no Pireu Fonte: Goal.com
Rivaldo deixou a sua marca no Pireu
Fonte: Goal.com

Nos 2 anos seguintes o Olympiacos haveria de conquistar mais 2 campeonatos e uma taça, sempre com Rivaldo ao mais alto nível. Na sua terceira e última época ao serviço do clube do http://www.a-sports.gr Pireu, já com 34 anos, Rivaldo apontou 17 golos em 31 jogos, deixando o seu nome gravado lado a lado com os Deuses do Olimpo com a impressionante marca de 43 golos em 95 jogos!

Seria uma epopeia de sonho terminar a sua passagem na Grécia desta forma, no entanto, e apesar das três épocas impressionantes e de muitos adeptos o considerarem como o melhor jogador de sempre a actuar pelo clube, Rivaldo rescinde o contrato com o Olympiacos em litígio com o Presidente, alegando salários em atraso. No entanto, muitas vozes referiram que o Presidente havia dispensado Rivaldo pois acreditava que a sua idade, 35 anos, já não lhe permitiria jogar ao mais alto nível.

Contudo, à imagem dos heróis da Mitologia Grega, a odisseia de Rivaldo não ficaria por aqui dado que uma das suas mais belas e frustrantes páginas ainda estaria por escrever. Após a sua rescisão com o Olympiacos o brasileiro iria surpreendentemente assinar pelo rival AEK de Atenas para cumprir a temporada de 2007/2008.

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