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Terminou mais uma época da liga norte-americana depois de uma final entre dois coletivos que, no ano passado, chegaram também a este derradeiro jogo. Depois de duas intensas confederações onde o próprio Toronto consagrou-se campeão da sua e o Seattle vice-campeão da também sua confederação, as duas equipas entraram diretamente nos quartos de final do play-off por isso mesmo, por terem ficado nas duas melhores posições de cada confederação. Assim sendo, nem uma nem outra equipa precisaram de jogar as duas mãos dos oitavos de final dos play-offs.

A partida da final realizou-se no terreno do Toronto FC pois foi a equipa que mais pontuou na época passada.

Vamos ao grande jogo. O jogo onde o Seattle tinha em mãos a possibilidade de tornar-se bi-campeão ou o Toronto vingava a final do ano passado perdida nas grandes penalidades.

O Toronto FC entrou em 4-1-2-1-2 onde, em muitos momentos de jogo, tornou-se num 4-3-3 com Giovinco a cair para a ala direita para aproveitar a sua velocidade. Do lado esquerdo o espanhol Vazquez tinha a responsabilidade de fazer um jogo mais interior e assistir para a dupla atacante. O Seattle entrou em 4-2-3-1 com Dempsey a Bruin a serem as duas figuras mais ofensivas e perigosas para qualquer guarda-redes,

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Os primeiros minutos de jogo ficaram a cargo do ataque e meio campo do Toronto onde Vasquez e Giovinco foram figuras fundamentais a criar lances de ataque e a ligar os terrenos mais recuados com o avançado Altidore. Aos 10 minutos, Giovinco ameaça a baliza do adversário depois de um belíssimo passe de Vazquez a rasgar longos metros do terreno. Os segundos dez minutos da partida trouxeram a mesma posse de bola para o Toronto FC mas uma maior gestão na hora de arriscar em subir no terreno. Stefen Frei começou cedo a mostrar a sua qualidade entre os postes: neste inicio de jogo onde a defesa do Seattle esteve longe do que pretendia o seu treinador, o guarda-redes suíço figurou em quase todos os remates da equipa de Toronto.

Aos 30 minutos de jogo tivemos muito mais do mesmo, muito jogo de meio campo e sempre que se concretizassem jogadas de ataque cabia aos jogadores do Toronto serem os protagonistas e ao Seattle a limitar-se a defender. Muitas lutas diretas nas alas ficaram à responsabilidade de Morrow: o defesa esquerdo aproveitou muito do terreno livre na sua frente para em diversas ocasiões subir e tornar-se num autêntico extremo. Do lado direito aconteceu o mesmo muito devido ao esquema tático do Toronto FC onde, se considerarmos existir extremos, são bastante interiores. 34 minutos da primeira parte e mais  uma vez, o suspeito do costume Giovinco voltou a dar trabalho a Frei com um remate fortíssimo de fora de área.

Impressionante o meio-campo do Seattle a deixar Giovinco completamente sozinho para fazer o que quiser com a bola. Se quisermos destacar um defesa do Seattle que foi também muitas vezes o bombeiro da equipa é Roman Torres, este alto defesa central colou-se vezes sem conta entre a bola e Altidore e não deixou o avançado finalizar.

Intervalo em Toronto e as duas equipas regressavam aos balneários sem golos marcados. O Toronto esteve por cima dos adversários muito por causa da desorganização do meio-campo do próprio Seattle. Nota para a excelente primeira parte de Giovinco, Vazquez e Frei que foram protagonistas nas suas funções. Para esta segunda parte, ficava a dúvida sobre como o meio-campo do Seattle iria reagir e se o Toronto acabava por marcar, finalmente, o primeiro golo da partida.

A segunda parte começou logo com o Seattle a tentar reter a bola mas a não conseguir levá-la ao terreno adversário. Numa dessas tentativas, o Toronto contruiu uma jogada de contra-ataque e o lateral direito Beitashour conseguiu fazer um bonito remate em arco que rasou o poste da baliza do Seattle. Bom momento ofensivo por parte do lateral internacional do Irão. Delgado, médio do Toronto, começou cada vez mais a surgir na partida.

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O João é benfiquista desde que se lembra. Nascido e criado em Aveiro, com uma experiência de cinco anos de vida em Moçambique, vive em Lisboa desde Agosto de 2015. A acompanhar os jogos do Benfica desde sempre e sem falhar a presença no Estádio da Luz pelo menos uma vez por ano, desde sempre que escreve textos pessoais acerca do Benfica e sobre o futebol em geral. Com coragem para defender e criticar o clube da Luz sempre que for preciso, tem mais interesse pela arte do futebol praticado do que pelas polémicas ou aspectos que mancham o desporto rei.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.