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Chegou a Itália em 1991 para alinhar pelo US Foggia do lendário Zdeněk Zeman e rapidamente se converteu num dos melhores jogadores dos Satanelli e da própria Serie A. Igor Shalimov, um génio errático oriundo da escola de futebol soviética, terá sido porventura um dos melhores médios da sua geração, mas a sua carreira altamente atribulada tanto a nível de clubes, como ao serviço das três selecções que representou, custou-lhe um final prematuro, uma vez que pendurou as botas em definitivo com apenas 30 anos de idade.

Pedra basilar na Zemanlandia do US Foggia ao lado de jogadores, na altura poucos conhecidos, como Guiseppe Signori, Roberto Rambaudi e Francesco Baiano, Shalimov encantou rapidamente os adeptos italianos, quer pela sua qualidade técnica, quer pelo seu posicionamento táctico e forma como conseguia ler o jogo. O jovem Igor tinha, no entanto, o seu lado negro e a sua aversão a treinos altamente rigorosos, exactamente como eram aqueles levados a cabo por Zdeněk Zeman, fizeram com que em 1992 se mudasse para o  FC Internazionale Milano, onde, tal como havia acontecido ao serviço dos Satanelli, desfrutou de alguns dos melhores anos da sua carreira.

Igor Shalimov ao serviço do US Foggia, em 1991 Fonte: forzaitalianfootball.com
Igor Shalimov ao serviço do US Foggia, em 1991
Fonte: forzaitalianfootball.com

Os seus problemas com as metodologias de treino mais rígidas (algo que havia feito parte  dos primeiros anos da sua carreira como futebolista no FC Spartak Moscovo de Oleg Romantsev) levaram a que Igor Shalimov juntasse o seu nome à infame “carta dos 14” que se recusaram a integrar a selecção da Rússia no Mundial de Futebol de 1994 em protesto contra a metodologia de treino e tácticas do icónico Pavel Sadyrin.

Não deixa de ser curioso que um jogador que tanto batalhou contra os treinos longos e altamente cansativos esteja agora do outro lado da barricada e tenha assumido, quase do dia para a noite, o comando técnico do FC Krasnodar da Liga Russa. Igor Shalimov, que estava já na estrutura do clube desde 2015, assumiu o comando técnico do emblema de Krasnodar a 13 de Setembro de 2016 após a saída algo intempestiva do experiente Oleg Kononov, que acumulava uma série de maus resultados nas semanas que antecederam o seu adeus aos Byki.

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