Bielorússia 1-5 Portugal (sub-21): A um (pequeno) passo do Europeu

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A CRÓNICA: PASSEIO TRANQUILO EM YEREVAN

Talvez devido ao calor que se fazia sentir em Yerevan (Arménia), a seleção jovem de Portugal optou por dar um autêntico passeio para ultrapassar a rival Bielorrússia, que não conteve o ímpeto português para resolver rapidamente o jogo e deixar o passaporte para o Europeu 2023 já ali “ao virar da esquina”.

Com muitas alterações à mistura, por opção ou forçadas, os pupilos de Rui Jorge sempre se mostraram nitidamente superiores aos seus adversários. Com controlo total durante os 90 minutos, sentia-se que era uma questão de tempo até que o primeiro entrasse o primeiro golo na baliza do guarda-redes e capitão, Artem Makavchick, que anotou uma excelente exibição (ainda que tendo jogado apenas a primeira parte). Mas o golo chegou mesmo, à passagem da meia hora de jogo, por Fábio Vieira, que não deixou margens para dúvidas sobre quem foi o melhor elemento em campo. E como os golos são como o Ketchup, já dizia Cristiano Ronaldo, a segunda parte foi mais do mesmo e os restantes acabaram por aparecer com bastante naturalidade, chegando até aos 5, pelos pés de, novamente Fábio Vieira, Gonçalo Ramos, David da Costa e Vitinha.

Com este resultado a seleção nacional portuguesa fica apenas a uma vitória do Europeu 2023, tendo que bater a última classificada do grupo, a equipa de Liechtenstein, que não se prevê um conjunto capaz de bater Portugal, uma vez que conta com nove derrotas em nove jogos e nenhum golo marcado.

 

A FIGURA

Fábio Vieira FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Fábio Vieira – Um craque em toda a linha, jogou e fez jogar. Marcou dois golos e assistiu os seus colegas, possibilitando que se pudessem criar mais golos. Sai lesionado, mas até que esteve em campo, participou, não só nos golos, como na maioria das ações perigosas da sua equipa. Jogaço!

Toda a equipa esteve bem, mas destaca-se também Tiago Djaló, que esteve impecável em praticamente todos os momentos de jogo.

 

O FORA DE JOGO

Oleg Nikiforenko – Já se sabia que o ataque bielorrusso iria ser pouco solicitado durante o jogo, o próprio esquema tático apresentado fazia prever essa ideia, mas a verdade é que Oleg Nikiforenko foi uma nulidade na frente de ataque, de quem se esperava mais rasgos de qualidade. De um modo geral, é difícil escolher apenas um, uma vez que toda a equipa esteve além de desinspirada, muito desinteressada em conseguir um resultado diferente.

 

ANÁLISE TÁTICA – BIELORRÚSSIA

A seleção da Bielorrússia apresentou-se perante a equipa lusa com a mesma atitude da primeira volta, com o bloco baixo e setores muito próximos uns dos outros, num claro 5-4-1. A espaços, juntavam-se mais homens na frente para o contra-ataque, alternando para um 5-3-2. A adversária de Portugal para esta partida entrou com receio e ciente da diferença de qualidade das equipas. Expectantes e à espera de não sofrer golos, assim se pode resumir facilmente a partida. Os golos de Portugal acabaram por surgir, dada a irreverência dos seus elementos.

A Bielorrússia tentou criar perigo em alguns contra-ataques, nunca em ataque organizado, e até esteve perto de conseguir reduzir o marcador, conseguindo mesmo o golo de honra já após o minuto 90, por Ilya Vasilevich.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Artem Makavchick (8)

Nikita Khalimonchik (5)

Daniil Miroshnikov (5)

Roman Vegerya (4)

Dmitri Prishchepa (5)

Oleg Nikiforenko (4)

Maksim Myakish (4)

Andrey Rylach (5)

Victor Sotnikov (5)

Roman Davyskiba (4)

Gleb Zherdev (5)

SUBS UTILIZADOS

Danila Sokol (6)

Jaroslav Oreshkevich (5)

Vladislav Lozhkin (5)

Kiril Zinovich (4)

Ilya Vasilevich (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A equipa portuguesa de sub-21 de Rui Jorge apresenta-se no mesmo esquema há largos anos: 4-4-2 losango sem extremos. Ainda que por vezes se pudesse observar um 4-4-3 com Gonçalo Ramos e Fábio Carvalho a abrirem nas alas, deixando Henrique Araújo como homem central, o esquema preferencial era focado no jogo interior, na verticalidade dos seus homens e acima de tudo, na superior qualidade técnica destes.

Com Tiago Dantas como médio mais recuado (à imagem do que faziam Vitinha e Daniel Bragança), a equipa pautava o jogo, comandando as ações do encontro e atribuindo a posse de bola para o seu lado com maior facilidade. Fábio Vieira era o homem do meio-campo mais próximo dos elementos da frente, com André Almeida a garantir o equilíbrio e ligação entre setores. A defesa não teve problemas em conter o tímido ataque bielorrusso, com João Mário e Rafael Rodrigues, os laterais, a envolverem-se no meio-campo ofensivo.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Soares (6)

Rafael Rodrigues (7)

Gonçalo Inácio (7)

Tiago Djaló (8)

João Mário (8)

Tiago Dantas (7)

André Almeida (7)

Fábio Vieira (9)

Fábio Carvalho (8)

Gonçalo Ramos (8)

Henrique Araújo (7)

SUBS UTILIZADOS

David da Costa (8)

Paulo Bernardo (6)

Francisco Conceição (8)

Zé Carlos (6)

Vitinha (7)

Artigo revisto por Joana Mendes

Gabriel Henriques Reis
Gabriel Henriques Reishttp://www.bolanarede.pt
Criado no Interior e a estudar Ciências da Comunicação, em Lisboa, no ISCSP. Desde cedo que o futebol foi a sua maior paixão, desde as distritais à elite do desporto-rei. Depois de uma tentativa inglória de ter sucesso com os pés, dentro das quatro linhas, ambiciona agora seguir a vertente de jornalista desportivo.

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