A CRÓNICA: ALUGA-SE MEIO-CAMPO

Segunda jornada da qualificação da equipa sub-21 de Portugal para o Campeonato da Europa de 2023, desta vez frente a um adversário manifestamente mais fácil. O Liechtenstein, por sua vez, disputava a sua terceira partida, tentando o seu primeiro golo da qualificação e, quem sabe, o primeiro ponto.

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A ideia da equipa forasteira podia passar por aguentar o resultado o máximo de tempo possível, mas a verdade é que tal abordagem ao jogo não podia sair mais furada. Logo aos 5 minutos Portugal fez o primeiro e começou aquele que seria um autêntico massacre ao longo dos 90 minutos. Os vice-campeões europeus chegaram inspirados a Vizela e não deram dez segundos seguidos de bola ao adversário. Foram ataques atrás de ataques, remates atrás de remates e o resultado aos 45 minutos era de nove bolas a zero. E não é engano.

Para a segunda parte a história foi a mesma, como tudo indicava até ali. Rui Jorge promoveu algumas alterações e a equipa perdeu algum poder de fogo. O desnível do resultado também se fez sentir e os jogadores portugueses marcaram “apenas” mais dois golos.

No fim de contas foram 11-0, póquer para Gonçalo Ramos, bis para Fábio Silva e golos de Nuno Tavares, André Almeida, Fábio Vieira, Tiago Tomás e Francisco Conceição. Mais três pontos para Portugal e o Liechtenstein continua sem conseguir um único golo ou ponto.

 

A FIGURA

Fonte: FPF

Produção ofensiva de Portugal – Apesar da evidente inferioridade da seleção adversária, não é fácil, num único jogo, marcar onze golos, onde ainda é de notar que foram 46 remates à baliza e 66% de posse de bola. O que se viu em Vizela foi um autêntico massacre, onde os comandados de Rui Jorge decidiram não tirar o pé do acelerador o que acabou por fazer surgir as inúmeras oportunidades de golo.

 

O FORA DE JOGO

Permeabilidade defensiva do Liechtenstein Pode ser injusto pedir mais a uma equipa de jovens que não têm um contexto sequer próximo dos jovens portugueses, mas a verdade é que esta é uma qualificação para uma grande competição e por isso esperava-se um pouco mais de acerto da parte dos homens do Liechtenstein. Mais do que isso também não se pode apontar.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB21

Rui Jorge dispôs a equipa de Portugal num 4-4-2 com uma linha de quatro defesas, ainda que na prática só tenham existido dois devido às constantes subidas dos laterais. Tiago Dantas atuou como número seis, enquanto que André Almeida e Vitinha como médios centro. Fábio Vieira juntou-se mais aos avançados, Gonçalo Ramos e Fábio Silva, ainda que depois nem sempre tivesse sido assim. A equipa portuguesa foi sempre muito dinâmica no ataque, promovendo entradas na área com combinações ao primeiro toque, bolas longas frontais ou cruzamentos. Deu para tudo, num jogo que mais pareceu um treino para a equipa de Rui Jorge.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Celton Biai (-)

João Mário (9)

Eduardo Quaresma (8)

Tiago Djalo (8)

Nuno Tavares (9)

Tiago Dantas (8)

André Almeida (8)

Vitinha (9)

Fábio Vieira (9)

Fábio Silva (9)

Gonçalo Ramos (10)

 SUBS UTILIZADOS

Francisco Conceição (8)

Tiago Tomás (8)

Henrique Araújo (7)

Paulo Bernardo (7)

Afonso Sousa (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIECHTENSTEIN

A equipa visitante entrou em campo num sistema de 5-3-2 ainda que isso poucas vezes se tenha verificado. Passaram o jogo todo atrás da linha da bola, com as linhas muito juntas e com pouca organização, sendo difícil falar sobre “tática” propriamente dita.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Foser (3)

Graber (4)

Ducak (3)

Hilti (3)

Jager (3)

Schlegel (4)

Lorenz (4)

Frommelt (4)

Beck (4)

Netzer (4)

Schreiber (4)

SUBS UTILIZADOS

Graber (4)

Buchel (4)

Kranz (4)

Schiess (4)

Hasler (4)

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