Brasil: o pesadelo continua. Operação ‘lava-jato’ urgente

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Cabeçalho Futebol InternacionalÉ URGENTE UMA OPERAÇÃO ‘LAVA-JATO’ NO FUTEBOL DO BRASIL. O PESADELO CONTINUA.

“Caros telespectadores, estamos nos aproximando do final do jogo, é a última oportunidade para o Brasil conseguir um resultado menos negativo do que a derrota… Brasil atacando. Willian toca a bola para dentro na direção de Dani Alves. Este segura, entra na área, tira o defesa da frente, chuta na direção do golo… mas Justo Villar pega essa bola fechando o gol e segurando a vitória’. Termina o jogo e o Paraguai vence. O Brasil está em 7º no apuramento da Conmebol, com um terço do campeonato realizado. Dunga estará perto da demissão!

Seria ótimo, só que não. Ao invés, Dunga suspira fundo de novo e solta o feijãozinho que teve preso entre duas partes traseiras do seu corpo durante os 90 minutos. Daniel Alves é o seu salvador, com o golo no último minuto, e prolonga Dunga no cargo por mais uns meses.

O Brasil, apesar de ser uma das grandes equipas do futebol internacional, segue na 6ª posição, fora dos lugares que asseguram a classificação direta para o Mundial 2018, na Rússia. Dunga consegue de novo, à semelhança do apuramento para o Mundial na África do Sul em 2010, estar fora dos quatro primeiros com seis jogos já realizados.

Certo que nada está perdido. O cenário teria sido bem pior caso o Brasil tivesse saído derrotado ontem. Estaria hoje na 7ª posição a 3 pontos do 4º lugar. Tudo previsível, venho referindo desde o início deste apuramento que será mais supresa para mim o Brasil se apurar do que não se apurar para o Mundial. Porém, o que é mais gritante neste Brasil não é a sua classificação atual, mas a contestável qualidade do seu jogo. Se dúvidas ainda existiam sobre a previsibilidade, a inofensividade e a ingenuidade do futebol praticado pelo Brasil de Dunga, creio que ontem elas ficaram dissipadas. É urgente um ‘lava-jato’ na carroçaria da máquina brasileira. Aprendi que se a qualidade da pintura não é boa, muda-se o pintor.

Caros amantes do jogo, quantos mais precisamos de ser para gritar que dá dó ver este Brasil jogar. É um futebol sem ideias, sem padrão de jogo e, sobretudo, sem a criatividade e imprevisibilidade ofensiva que durante décadas nos habituaram. Ver um meio campo brasileiro com Renato Augusto, Fernandinho e Luiz Gustavo é demasiado triste para ser verdade (sem pôr em causa o seu profissionalismo e amor à camisa). Inclusive ontem, Dunga foi abordado pela imprensa se ter acabado o jogo com o Paraguai sem ‘volantes’ (referência para trinco no Brasil) teria sido uma improvisação. Ao que ele respondeu que “não, foi criatividade” (!!!). Se Dunga tem consciência de que esta palavra existe no seu vocábulo porque demora tanto tempo a promovê-la no estilo de jogo que pratica?

"Willian é um dos criativos que Dunga tem à disposição" Fonte: Selección Paraguaya
“Willian é um dos criativos que Dunga tem à disposição”
Fonte: Selección Paraguaya

Este Brasil jogou frente ao Paraguai com dois ‘6’ e um ‘8’ e poderia ter jogado com dois ‘8’ e um ‘10’. Gente, o Brasil tem jogadores criativos sentados demasiado tempo no banco, como: Lucas Lima; Oscar e Philipe Coutinho. E ainda outros que nem chamados são para se sentarem no banco, são eles: Diego e Lucas Moura. O Willian seria também uma excelente opção para jogar nas costas do ‘velhinho’ Ricardo Oliveira, mas quando a seleção está presa às ideias casmurras do seu treinador em vez de o treinador adaptar as suas ideias ao perfil e qualidade dos seus jogadores dá nisto. Como mudou este Brasil! Não tem mais um ‘9’ matador de referência mundial e nem sequer um talentoso ‘10’ que deixe de ser apenas opção para passar a ser um titular indiscutível.

Paulo Sousa
Paulo Sousahttp://www.bolanarede.pt
Um português residente no Brasil. Vive com intensidade e aprendeu a não ter medo de escolher. Ama e trabalha com o Futebol, que colide com alguns dos seus valores morais. Futebolísticamente interessa-se por assuntos polémicos e desmistificar ideias não sustentadas em fatos. Inconformado, contagia-se pelos porquês que o levam a amadurecer.                                                                                                                                                 O Paulo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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