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Venezuela 0-1 Inglaterra: Woodman e Calvert-Lewin coroam Inglaterra

Rúben Tavares · 4 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

A seleção sul-americana entrou no jogo a mostrar a sua capacidade coletiva, no que diz respeito aos índices de criatividade técnica. Uma equipa junta e que privilegia a bola no pé.

Aos 10 minutos, e para mostrar que não é de cerimónias na hora da verdade, a Inglaterra deixou um primeiro aviso, com Solanke a aparecer nas costas do central Ferraresi, diante de Fariñez, mas a permitir a defesa do guardião.

De cerimónias também não são os jovens ‘vinotinto’ que, na primeira parte, não remataram dentro da área, mas não deixaram de instalar o perigo na baliza inglesa. Primeiro foi Peña a enviar a bola por cima, depois foi Lucena a protagonizar a oportunidade de maior perigo para a seleção venezuelana na primeira parte, um remate de livre quase do meio-campo que esteve perto de surpreender o guarda-redes, Freddie Woodman, tendo a bola embatido no poste.

Antes do poste inglês abanar, Ademola Lookman, depois de combinar com Solanke, havia rematado forte, à entrada da área, respondendo Fariñez com uma vistosa defesa.

Até que, aos 35 minutos, um livre batido de forma longa por parte de Lewis Cook, à entrada do seu meio-campo ofensivo, resultou no golo inaugural e da vitória. Dominic Calvert-Lewin ganhou nas alturas a Ferraresi, rematou, de pé direito, para primeira defesa de Fariñez e, na recarga, com a canhota, atirou a contar.

 O primeiro momento-chave do jogo foi o golo do atacante inglês, Calvert-Lewin Fonte: AFP
O primeiro momento-chave do jogo foi o golo do atacante inglês, Calvert-Lewin
Fonte: AFP

Até intervalo, registo para uma solicitação de Lookman a isolar Calvert-Lewin, que não conseguiu ultrapassar o ‘portero’ da Venezuela. Do lado do ataque venezuelano, um livre perigoso de Peñaranda fechou a cortina da etapa inicial.

Depois de também ter estado em desvantagem na meia-final, a Venezuela, em circunstâncias idênticas, entrou determinada para a segunda parte com Córdova a aparecer isolado diante de Woodman, que defende a tentativa de finalização do 19 da Venezuela.

Um cabeceamento de Herrera, o capitão da equipa orientada por Rafael Dudamel, aos 55 minutos, na sequência de um canto, revelou outra arma guardada na algibeira estratégica da seleção ‘vinotinto’. Um minuto depois, e num jogo a revelar-se de constante emoção perto das balizas, Onomah, médio inglês, desfere um potente remate à barra.

Se o jogo já estava a ser de se cortar a respiração, ou não fosse esta uma final, numa lógica de parada-resposta, com uma equipa a arriscar e outra a criar perigo no contra-ataque, eis que aparece uma grande penalidade.

74 minutos. O 7 venezuelano, Peñaranda, derrubado por Tomori dentro da área, cobrou dos 11 metros. A bola foi para o meio, mas Woodman não se deixou enganar e defendeu.

O outro momento-chave da final: Woodman defende uma grande penalidade cobrada pelo avançado venezuelano, Peñaranda Fonte: TheSun
O outro momento-chave da final: Woodman defende uma grande penalidade cobrada pelo avançado venezuelano, Peñaranda
Fonte: TheSun

Faltava cerca de um quarto de hora para o fim do jogo e sentiu-se na atitude coletiva de ambas as equipas que este elemento constitui um ‘input’ anímico para quem favoreceu da cobrança máxima desperdiçada e ‘output’ para quem a desperdiçou.

Até Fariñez, guarda-redes sul-americano, apareceu, nos descontos a rematar à entrada da área inglesa, após um canto, e em total desorientação desesperante. No último segundo do jogo, o guarda-redes já tinha sido ultrapassado por um adversário no seu meio-campo ofensivo, mas Bjorn Kuipers, da Holanda, terminou a partida, evitando que a Inglaterra, treinada por Paul Simpson, dilatasse o resultado. Já não havia tempo para mais.

No Suwon World Cup Stadium, a Inglaterra, à 21ª edição do Campeonato do Mundo FIFA de Sub-20, tornou-se a 11ª seleção a vencer o troféu.

Fonte: The Guardian

A FIGURA

Fonte: ITV.com
Fonte: ITV.com

 

É verdade que o guarda-redes, e seu colega, Freddie Woodman, venceu o prémio de melhor guarda-redes do torneio. Dominique Solanke, seu colega das lides atacantes, foi eleito o melhor jogador do mundial.

E, no ataque, não esquecer Ademola Lookman ou os médios que auxiliam na manobra ofensiva, bem como o passe do capitão, Lewis Cook, para o tento da vitória, mas a forma como Dominic Calvert-Lewin disputou a bola no ar com Ferraresi e marcou o golo, ao segundo remate, decidiu o marcador neste derradeiro jogo.

Para a história, ficará Calvert-Lewin porque marcou. Porque a Inglaterra é campeã do mundo de sub-20. E, mais….. porque a seleção não ganhava uma competição FIFA desde….. o Mundial de 1966!

O Fora de Jogo

Fonte: supersport.com
Fonte: supersport.com

Diz-se no convencionalismo das frases feitas futebolísticas que os grandes jogos, entenda-se, as finais, ganham-se nos pormenores e no aproveitar dos erros.

Primeiro, deixou fugir Solanke nas suas costas, mas Fariñez salvou-lhe a pele. Ainda assim, não foi o mais agressivo e inteligente a abordar o ataque à bola no lance do golo inglês. O seu guarda-redes ainda defendeu a primeira tentativa de golo, mas, à segunda, já não a pôde evitar.

Nahuel Ferraresi, defesa central, é um dos guerreiros dos ‘Vinotinto’ que surpreenderam o mundo na Coreia do Sul, mas, hoje, no detalhe da hora de todas as horas, claudicou.

Rúben Tavares

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