Jogo Particular. Quarta-feira, 1 de abril de 2026, 00h07.
A ANTEVISÃO: A ÚLTIMA OPORTUNIDADE DE ENTRAR EM GRANDE NO MUNDIAL 2026
Depois de um jogo enfadonho frente ao México, que terminou com um empate sem golos, Portugal visita na madrugada desta quarta-feira os Estados Unidos da América, na última partida lusa desta data FIFA e antes do Mundial 2026. O desafio terá início às 00h07 – 19h07 locais – e será disputado no Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta.
O processo de jogo a que tantas vezes Roberto Martínez faz alusão está longe de estar bem oleado. Por esse motivo, apesar de não constarem alguns jogadores que são vistos pelo técnico de nacionalidade espanhola como habituais titulares, o jogo frente à seleção comandada por Mauricio Pochettino tem, de um ponto de vista motivacional, emocional e, até mesmo, tático, uma importância acrescida. Ainda que o México e os Estados Unidos não sejam seleções com pouca qualidade individual, Portugal é fortemente considerado o grande favorito quando em comparação com esses dois países. Atualmente, a qualidade individual dos nossos jogadores – não aproveitada de um ponto de vista coletivo – faz com que a seleção das quinas tenha de ser encarada como uma das principais candidatas a vencer o Mundial 2026. Contudo, para que a teoria seja posta em prática, é imperativo que, nesta última partida, a equipa se apresente a um nível bem diferente do demonstrado na madrugada de domingo.
Ao que tudo indica, João Neves será baixa para o encontro desta madrugada, já que foi ausência no treino de véspera. Pedro Gonçalves e Gonçalo Guedes, por outro lado, recuperaram a tempo do desafio, confirmou Roberto Martínez.
A equipa da casa chega a este jogo com uma derrota pesada por 5-2, frente à Bélgica. Depois de estar a ganhar por 1-0, a equipa norte-americana, a instantes finais do primeiro tempo, viu Zeno Debast, defesa-central do Sporting, fazer o empate. No segundo tempo, o benfiquista Dodi Lukebakio, ao saltar do banco, ampliou a vantagem de 3-1 para 5-1. O avançado dos Estados Unidos da América, Patrick Agyemang, ainda assim, foi a tempo de diminuir a desvantagem, marcando o segundo golo norte-americano. Descontente com o resultado obtido, o selecionador natural da Argentina quer uma resposta diferente frente a Portugal, pelo que é de esperar uma seleção dos Estados Unidos da América com orgulho ferido, que joga perante os próprios adeptos e que quererá chegar aos derradeiros jogos particular e, mais tarde, ao Mundial 2026 com outra força coletiva e motivacional.


Este será muito mais do que um jogo de preparação: principalmente para Portugal, ainda que Martínez teime em não o admitir, este é o ensaio-geral e a última oportunidade para corrigir falhas, limar as últimas arestas e fechar o lote de jogadores presentes no campeonato do mundo.
10 DADOS RÁPIDOS
- José, Sá, Ricardo Velho, Mateus Fernandes, Ricardo Horta, Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves não foram ainda utilizados nesta data FIFA
- A seleção nacional só tem uma vitória (9-1 contra a Arménia) nos últimos quatro jogos
- Mateus Fernandes poderá fazer a estreia absoluta pela seleção principal de Portugal
- Os Estados Unidos da América levam três vitórias nos últimos quatro jogos, mas sofreram golos em todos
- Esta será a sétima partida entre portugueses e norte-americanos
- O confronto direto é extremamente equilibrado: duas vitórias para cada uma das nações e três empates
- O último duelo entre as duas seleções ocorreu no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, e terminou com 1-1. Vitorino Antunes restabeleceu a igualdade depois de McKennie inaugurar o marcador
- José Sá, João Cancelo, Bruno Fernandes, Gonçalo Guedes e Rúben Neves são os únicos jogadores portugueses presentes na atual convocatória que também constavam nessa lista de 2017
- Nunca nenhum jogo entre Portugal e Estados Unidos da América terminou com empate a zero
- A única vez que a seleção portuguesa defrontou a seleção norte-americana nos Estados Unidos da América foi em 1992, num encontro disputado em Chicago, que terminou com derrota portuguesa por 1-0
JOGADORES A TER EM CONTA
Christian Pulisic – É certo que a qualidade individual dos Estados Unidos da América tem vindo a ser cada vez maior. O facto de, nos dias que correm, grande parte dos jogadores desta seleção jogarem nos principais campeonatos da Europa comprova-o. Porém, Pulisic continua a ser a principal figura nacional no que diz respeito ao desporto-rei. Para além de ser o jogador no ativo com mais internacionalizações pelo seu país – o jogo contra Portugal deverá ser a sua 84.ª internacionalização -, o extremo que atua no AC Milan está já no top 5 de melhores marcadores de sempre da sua nação. Ademais, enverga a braçadeira de capitão, que representa bem a sua influência no futebol dos americanos. Aos 27 anos, o atleta que também já representou Borussia Dortmund e Chelsea continua a somar números interessantes e constituirá uma ameaça grande à defensiva portuguesa, sobretudo na exploração do espaço entre setores.


Gonçalo Guedes – O avançado da Real Sociedad foi amplamente elogiado pelo selecionador nacional antes do duplo compromisso frente a México e Estados Unidos da América. A versatilidade do jogador de 29 anos formado no Benfica parece ganhar pontos junto de Roberto Martínez, que, no teste passado, o utilizou a extremo-esquerdo. Ainda que a exibição tenha estado muito longe daquilo que Guedes tem vindo a fazer nesta época ao serviço do clube que representa, é de se esperar que tenha nova oportunidade, desta feita como ponta de lança, aproveitando a ausência de Cristiano Ronaldo e o facto de Paulinho já não parecer constar na lista de convocáveis para o Mundial 2026. Como tal, é expectável que a polivalência de Gonçalo Guedes seja um dos aspetos que Roberto Martínez procurará explorar e testar.
XI´s PROVÁVEIS
Estados Unidos da América: Matt Freese; Joe Scally, Chris Richards, Auston Trusty e Anthony Robinson; Tanner Tessman, Aidan Morris; McKennie, Giovanni Reyna e Pulisic; Ricardo Pepi
Treinador: Maurício Pochettino
«Acho que precisamos de manter este nível de desempenho; a intensidade que temos de melhorar [está] na defesa. Mas o mais importante não é Portugal. O mais importante é que precisamos de melhorar nesta área de jogo para jogo».
Portugal: José Sá; João Cancelo, Tomás Araújo, Gonçalo Inácio e Nuno Mendes; Vitinha, Samu Costa e Mateus Fernandes; Francisco Trincão, Pedro Neto e Gonçalo Guedes
Treinador: Roberto Martínez
«Podemos utilizar até 11 substituições e a ideia é continuar a gerir os minutos, o esforço. O José Sá estará na baliza. E depois vamos tentar utilizar ao máximo o número de jogadores que temos».
PREVISÃO DE RESULTADO: Estados Unidos da América 1-3 Portugal

