O que se segue para Portugal? – O meio campo

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Interiores (de transição, ou não):

Há um manancial de opções para esta posição. No Euro 2016, essa abundância ficou patente, ficando de fora nomes como os de André André ou Pizzi, em destaque nos respectivos clubes e com grande capacidade técnica e táctica para jogar desde o centro do terro para as alas ou vice-versa, emprestando velocidade ao jogo e qualidade no último passe. Ambos terão 29 anos em 2018, pelo que serão sempre opções a ter em conta. Porém, terão de superar os eleitos por Fernando Santos para o Euro 2016. João Mário (23 anos, 25 aquando do Mundial de 2018), a manter a forma (garantindo que a genialidade não lhe sai dos pés, porque nasceu com ele), tem raízes coladas à titularidade, podendo atuar partindo de uma das alas, do meio ou de uma posição mais avançada (criativo). Adrien também demonstra muita vontade de agarrar o lugar, e a sua entrega tem sido reconhecida por Santos. Mantendo-a, e confirmado o passo competitivo rumo à Premier League (embora não dependa dele), aumenta as hipóteses de ficar colado a um lugar no onze, tanto como interior como criativo até ao fim do mandato do Engenheiro (terá 29 anos). O mesmo se aplica André Gomes que, porém, já deu esse salto, integrando os quadros do gigante Barcelona… contudo, o ex-Benfica ainda apresenta algumas limitações no que à agressividade diz respeito (dados os 23 anos, vai muito a tempo) e poderá não ter o melhor contexto (futebol de posse, avesso ao choque) para evoluir nesse sentido, pelo que poderá perder espaço para a fornada made in Alcochete, ainda que, pela qualidade técnica e a plena noção dos momentos do jogo, seja um elemento quase garantido nas próximas grandes competições.

João Mário é um dos indiscutíveis no meio campo Facebook Oficial de João Mário
João Mário é um dos indiscutíveis no meio campo
Facebook Oficial de João Mário

Três nomes indiscutíveis, dois a espreitar. Mas não se esgotam aqui os aspirantes a protagonistas como interiores de transição. Há que considerar, sempre, João Moutinho, que acaba de ser bafejado por ar fresco depois de marcar ao PSG e que apresenta qualidades únicas atreladas à experiência nos grandes palcos e que conferem equilíbrio à forma de jogar da selecção. Os 31 anos, porém, e a consequente perda da frescura física, tal como a baixa estatura podem sobrepôr-se à qualidade do antigo jogador do Sporting e FC Porto, que pode vir a perder espaço, sobretudo tendo em conta a evolução de vários jogadores para a “sua” zona do terreno. André André, supracitado, já foi comparado com ele e tem menos dois anos, André Horta é, também, um candidato ao seu lugar (terá apenas 21 anos em 2018), tal como Sérgio Oliveira (26) ou Francisco Geraldes (23). Não tendo a mesma noção táctica e a capacidade de equilibrar todo o jogo da equipa, isso é algo que podem adquirir ao longo do tempo e aque juntariam à agressividade, meia distância e criatividade, que cada um tem como principal característica.

Sobra Renato Sanches. Claramente um médio de transição, que dá puxões ao jogo e quebra a apatia no jogo mais aborrecido. A isto junta uma capacidade física incrível, que já lhe permite estar entre os grandes. Evoluindo com Ancellotti, não se afigura que saia dos eleitos de Fernando Santos tão cedo, ainda que possa não ser titular a breve prazo.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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