Acabaram-se as contas | Portugal 2-0 Islândia

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Depois de anos e anos consecutivos com o sofrimento enraizado na cultura da seleção de Portugal, a mentalidade mudou desde que Roberto Martínez tomou o leme da comitiva portuguesa.

Com a vitória frente à Islândia, Portugal terminou a qualificação para o Euro 2024 com dez vitórias em 10 jogos. 30 pontos nos 30 possíveis tornam este registo no melhor apuramento alguma vez feito pela seleção, que se junta agora a um grupo restrito de mais sete países que já haviam alcançado esta proeza. 

Apesar de Portugal ser à partida a equipa superior desde o momento do sorteio, há que ter em conta todo o percurso e trabalho até este último jogo, sem olhar para este feito como uma mera obrigação. Em muitas ocasiões, Portugal era visto como favorito nos grupos onde se inseria e depois acabava eventualmente por desiludir a nível exibicional e nos próprios resultados. A famosa calculadora já se apresentava como material obrigatório para poder assistir jogos decisivos da seleção, fosse para que competição fosse. Entre qualificações mal sucedidas e disputas de play-offs desnecessários, foram muitas as vezes que o sofrimento marcou a presença da seleção nas principais competições internacionais.

Ricardo Horta marcou o 2-0 para Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede


Agora, Portugal começou desde cedo a preparação do estatuto de candidato a campeão do próximo europeu. Com esta qualificação excelente a seleção encontra-se já num patamar superior nesta altura por tudo aquilo que mostrou até agora. A comando do novo selecionador nacional, Portugal apresenta-se como uma das maiores potências europeias não só no papel, como em outros tempos, mas também dentro das quatro linhas.

Desde que tomou posse do comando nacional, Roberto Martínez implementou um futebol ofensivo, de posse, de pressão, e sobretudo de ideias positivas e renovadas. Com 36 golos marcados, Portugal fechou esta campanha com o melhor ataque e o melhor registo de toda a qualificação, um facto que traz orgulho e reconhecimento a todos os que outrora sofreram indevidamente. Com tanto talento em bruto à disposição da seleção, faltava alguém que tornasse o conjunto de estrelas numa verdadeira equipa a temer, algo que há muito que não acontecia com Portugal.

Roberto Martínez, selecionador de Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Face a este facto, este é o ponto de partida perfeito para que a mentalidade portuguesa mude e se olhe para a seleção portuguesa de uma outra forma, com mais ambição e positivismo.

Assim, o primeiro capítulo da história de Roberto Martínez na seleção começou da melhor forma possível. Agora, com o prólogo concluído, cabe à seleção acabar esta história com um final feliz.

Guilherme Terras Marques
Guilherme Terras Marques
Orgulhoso estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vê no futebol e na sua cultura uma paixão. É apenas mais um jovem ambicioso que sonha fazer do jornalismo desportivo a sua vida. Escreve com o novo acordo ortográfico

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