Camarões 0-2 Chile: Foi preciso entrar Alexis

- Advertisement -

Cabeçalho Futebol Internacional

 

Antes de a bola começar a rolar, as principais notas eram as ausências no onze de Claudio Bravo e Alexis Sánchez, do lado do Chile, e de Oyongo, do lado dos Camarões. Nota ainda para o 4-3-3 com que se apresentaram ambas as seleções e para o facto de a lesão de Oyongo provocar a única alteração na seleção africana em relação à última partida oficial, contra Marrocos.

A partida começou praticamente com um remate ao poste de Eduardo Vargas e logo de seguida Fuenzalida tirou um “cabrito” da cartola e obrigou Ondoa a uma excelente intervenção. O Chile começava forte e a explorar Fai, habitual lateral direito, hoje adaptado a lateral esquerdo. A reação dos Camarões surgiu aos dez minutos, depois de um péssimo passe de Jara intercetado a meio-campo. Bola esticada em Aboubakar, que trabalhou bem e, não fosse Herrera, teria feito golo.

O Chile atacava com muitos jogadores e, apesar de sair curto, procurava a profundidade com bolas longas. Os Camarões apostavam no rigor tático, esperavam o erro do adversário para sair para o ataque e contavam com o poder físico nas bolas paradas.

Aos 16 minutos as redes abanaram pela primeira vez na sequência de um livre, a favor dos camaroneses, mas o lance foi anulado por falta de Aboubakar sobre Vidal. Os Camarões já estavam mais compactos; não era tão fácil para o Chile chegar perto da baliza. E foi de longe que provocaram perigo com um bom remate de Puch para mais uma boa intervenção de Ondoa, aos 24’. O guarda-redes de 21 anos era a figura do encontro até ao momento e dois minutos depois voltou a ser fundamental. Vargas trabalhou muito bem. Bola pelo lado de Fai e quase golo de Fuenzalida.

Os Camarões continuavam à procura do erro e ele voltou a surgir aos aos 34’: Moukandjo tentou aproveitar com um bom remate de fora que não passou longe. Até final do primeiro tempo dois lances iguais: Vidal recebe entre linhas e isola Vargas, nas únicas duas vezes em que a bola entrou já perto da grande área; no primeiro Vargas mandou por cima e no segundo não desperdiçou, mas o vídeo-árbitro detetou fora-de-jogo e o lance foi anulado.

A segunda parte começou com mais uma recuperação a meio-campo dos “Leões Indomáveis”, desta vez logo na saída de bola: um excelente lance organizado que acabou com um centro por pouco não correspondido. Os Camarões entraram bem, passaram a ter mais bola, a praticar um futebol apoiado e a ter maior presença no meio-campo adversário.

Não foi titular por lesão, mas constava na ficha de jogo, e, perante um Chile incapaz de importunar e com vários passes falhados, Pizzi viu-se obrigado a fazer entrar Alexis Sánchez para o lugar de Puch, já perto dos 60’. Pouco depois foi Valencia quem substituiu Fuenzalida, mas foram os africanos que voltaram a recuperar a bola a meio-campo por intermédio de Moukandjo, que soltou em Aboubakar – este só foi parado em falta. O livre frontal saiu por cima.

Só aos 70’ minutos o Chile voltou a chegar perto da baliza adversária. Depois de uma boa jogada entre Isla e Valencia, Vargas viu o seu remate interceptado. Na sequência do canto, Isla não fez golo por muito pouco. Os chilenos voltavam a pressionar mais alto e a procurar o golo, ao passo que os camaroneses tentavam perder algum tempo e defendiam em 4-1-4-1. O tão desejado golo do Chile chegou aos 80’. Numa jogada de insistência, Alexis tira um centro milimétrico e Vidal cabeceia para o fundo da baliza de Ondoa. Ainda houve uma tentativa de reação dos Camarões, mas acabou por ser o Chile a chegar ao 2-0. Desta vez foi Vargas, depois de um excelente lance individual do suspeito do costume: Alexis Sánchez.

No final do tempo regulamentar, a vitória do Chile aceita-se e comprova o favoritismo pela turma de Pizzi; no entanto, a tarefa não foi nada fácil. Os Camarões revelaram-se um adversário à altura, equilibraram o jogo no segundo tempo e, seja pela lucidez tática, pelas muitas recuperações ou pelas acelerações de Bassogog, fica a ideia de que se a bola tivesse chegado novamente a Aboubakar em condições o resultado até podia ter sido outro.

Foto de Capa: FIFA

Vasco Moreira
Vasco Moreirahttp://www.bolanarede.pt
O Vasco é estudante de Comunicação Social em Coimbra. É apaixonado pelo desporto rei desde que se lembra, viciado em Football Manager e não dispensa uma boa noitada a ver NBA.                                                                                                                                                 O Vasco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Real Sociedad vence Athletic no Dérbi Basco e marca encontro com o Atlético Madrid na final da Taça do Rei

É a Real Sociedad quem vai estar na final da Taça do Rei contra o Atlético Madrid. Novo triunfo sobre o Athletic confirma qualificação.

União Santarém vence Mafra, volta às vitórias e há 4 clubes igualados no 2º lugar do grupo de promoção da Liga 3

Vitória da União Santarém na quarta jornada do grupo de promoção da Liga 3. Triunfo diante do Mafra permite regresso aos triunfos.

Sporting derrotado na visita ao Kielce na Champions League de Andebol

Na 13.ª jornada da Champions League de Andebol, o Sporting perdeu por 39-33 em casa do Kielce. Leões vinham de uma grande reviravolta frente ao Aalborg.

Bayer Leverkusen vence Hamburgo de Fábio Vieira e Daniel Heuer Fernandes e não deixa fugir rivais na Bundesliga

O Bayer Leverkusen venceu o seu jogo em atraso na Bundesliga. Na visita a Hamburgo, vitória dos farmacêuticos.

PUB

Mais Artigos Populares

FC Porto vai apresentar queixa contra Frederico Varandas depois das críticas e palavras usadas contra André Villas-Boas

Mais um caso para análise por parte do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. FC Porto leva Frederico Varandas à justiça. 

Portugueses em ação nas goleadas do Fenerbahçe e do Besiktas: eis os resultados do dia na Taça da Turquia

Mais um dia de Taça da Turquia com vários jogos. Nota de destaque às goleadas do Fenerbahçe e do Besiktas.

As primeiras palavras de Francisco Trincão depois de renovar com o Sporting: «Já estava a ser falado há algum tempo e agora concretizou-se»

Francisco Trincão renovou com o Sporting até 2030. Extremo leonino abordou a renovação e confessou-se muito feliz.