A CRÓNICA: ALEMANHA SOFRE, MAS PASSA AOS “OITAVOS”

Com tanto ainda por definir, para fechar contas de grupos e decidir quem iria ocupar as últimas cadeiras vagas nos “oitavos”, a Alemanha defrontou a Hungria em Munique, na Allianz Arena, naquilo que foi uma partida imprópria para os cardíacos fãs da “Mannschaft”.

Do lado da Hungria, esperava-se que mantivesse um bloco consistente e adiasse ao máximo o golo por parte do adversário, de forma a colocar pressão e aumentar a probabilidade de provocar um erro que lhes pudesse dar oportunidade de criar perigo em transição rápida. Cabia à Alemanha assumir as rédeas do jogo, mantendo a posse de bola e procurando a chave que seria capaz quebrar a densa linha defensiva húngara.

Ao terceiro minuto, a primeira ocasião com Kimmich a receber na pequena área e a fazer um remate cruzado que Péter Gulácsi conseguiu parar com algum esforço com a luva direita.

Ao quinto minuto, após um canto, a Hungria conseguiu também chegar à área contrária com algum perigo, resolvido com um corte in extremis por parte de Hummels.

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Aos dez minutos, em transição rápida por parte dos três médios, um cruzamento tenso e bem executado chegou ao avançado que já estava a pedir a bola: Szalai cabeceou heroicamente para dentro da baliza e tornou o sonho possível.

Ao minuto 20’, a Alemanha teria a sua melhor oportunidade através da marcação de um canto direitinho à cabeça de Hummels que viu o ferro da baliza contrária negar-lhe o golo e, ainda no decorrer da jogada, Ginter apareceria para rematar em frente ao guardião húngaro que voltou a defender

Os 45 primeiros minutos foram marcados pela intensidade do rigor tático e defensivo da Hungria, que se focou no posicionamento, não se desgastando em demasia em pressionar. Do lado da Alemanha, a falta de criatividade para contrariar o jogo húngaro foi tremenda e os ataques quase sempre pelo flanco direito pouca comichão fizeram à defesa contrária.

Na segunda parte, sabendo da importância de Kimmich no centro do terreno, Joachim Löw optou por dar essa liberdade ao médio do FC Bayern München, enviando Sané para a direita e criando uma linha de três médios centrais para tentar criar mais desequilíbrios capazes de furar as linhas húngaras.

Dada a lentidão na circulação de bola por parte dos alemães, não foi de admirar que o golo do empate surgisse de bola parada, através de livre cobrado por Kimmich e assistência de cabeça por parte de Hummels para Havertz que finalizou da mesma forma.

A festa da Alemanha durou pouco uma vez que, imediatamente a seguir, em nova transição rápida, Andras Schafer voltou a dar vantagem à formação húngara.

Depois de várias substituições, e com a Hungria a manter o espírito guerreiro, Goretzka acabaria por conseguir empatar com remate dentro da grande área e deitar por terra o sonho húngaro.

 

A FIGURA

Leon Goretzka – Não só por marcar o golo que garantiu o empate, mas também porque a sua entrada deu velocidade ao jogo. O médio do FC Bayern Munchen voltou a provar que merece ter mais minutos de jogo nesta Alemanha.

O FORA DE JOGO

Péter Gulácsi – Com defesas de grande classe nas três partidas, o guarda-redes do RB Leipzig acaba por ter uma saída inglória deste europeu. Jogo “menos” do guardião húngaro.

 

ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA

A “Mannschaft”, ainda de Joachim Löw, voltou a apresentar-se num 3-4-2-1, praticamente repetindo os “onzes” titulares utilizados nos dois primeiros jogos. A defesa foi novamente formada por três defesas centrais de raíz, com Ginter sobre a direita, Hummels no corredor central, e Rüdiger à esquerda.

Na linha de meio-campo da Alemanha, Kroos e Gündoğan foram os suspeitos do costume ao centro, apoiados por Kimmich, que continua a assumir a missão da qual foi incumbido de segurar o lado direito, atuando depois como médio interior para dar ainda mais corpo ao meio campo alemão. Na ala esquerda, o homem do jogo anterior, Robin Gosens.

A única alteração deu-se na frente de ataque, com Müller a ficar de fora por não estar nas melhores condições físicas. No seu lugar jogou Sané que, juntamente com Havertz, esteve encarregue de abrir os flancos por diversas vezes e, por fim, Gnabry, como falso ponta de lança. A meio da primeira parte, Sané e Gnabry acabariam por trocar de posições de forma a tentar confundir as marcações e criar mais perigo junto à área húngara.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Matthias Ginter (6)

Mats Hummels (7)

Antonio Rüdiger (6)

Joshua Kimmich (6)

İlkay Gündoğan (6)

Toni Kroos (7)

Robin Gosens (6)

Kai Havertz (7)

Leroy Sané (6)

Serge Gnabry (6)

SUBS UTILIZADOS

Leon Goretzka (7)

Timo Werner (6)

Thomas Müller (6)

Jamal Musiala (-)

Kevin Volland (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – HUNGRIA

O selecionador Marco Rossi repetiu a aposta no sistema tático que utilizou frente a Portugal e França – 3-5-2 – sem alterar o “onze” titular que lhe permitiu arrancar um empate à atual campeã do mundo.

Apesar do 3-5-2 referido, a Hungria voltou a apresentar-se com um bloco baixo, acabando por formar uma linha de cinco defesas, com Botka, Orban e Szalai no centro, e os laterais Fiola e Nego a subir nas tentativas de construção ofensiva.

No meio-campo, Adám Nagy foi o pêndulo encarregue de atrair as atenções para dar espaço a Schäfer e Kleinheisler nas alas e fazer a bola chegar aos avançados Sallai e Szalai.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Péter Gulácsi (6)

Endre Botka (6)

Willi Orbán (7)

Attila Szalai (6)

Attila Fiola (6)

Andras Schafer (7)

Ádam Nagy (7)

László Kleinheisler (6)

Loic Négo (6)

Ádám Szalai (8)

Roland Sallai (7)

SUBS UTILIZADOS

 Szabolcs Schon (6)

Kevin Varga (-)

Nemanja Nikolics (-)

Gergo Lovrencsics (-)

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