A CRÓNICA: DINAMARQUESES NÃO TIVERAM FORÇAS PARA MAIS

No mítico estádio de Wembley, Inglaterra e Dinamarca mediram forças em busca da vaga que restava na final deste Euro 2020, onde terá como adversário a Itália, que bateu a Espanha na outra meia-final.

Num jogo em que o favoritismo pendia para o lado inglês, que joga em casa nesta fase da prova, mas quem deu os primeiros sinais de perigo foram os dinamarqueses. Ao minuto catorze, primeiro Hojbjerg rematou de fora da grande área à figura de Pickford, que repôs mal a bola em jogo, colocando nos pés de Damsgaard, sendo que este serviu para Dolberg que rematou novamente para baliza, mas houve um desvio inglês, cedendo assim um pontapé de canto.

Até aos vinte e cinco minutos de jogo não abundaram as oportunidades, porém a Dinamarca foi-se mostrando mais confiante com a bola, principalmente na construção, embora não entrassem em grandes loucuras e corressem grandes riscos.

À meia hora de jogo surgiu a genialidade no pé direito de Damsgaard. Livre direto ainda longe da baliza e o jovem avançado dinamarquês, com um remate seco, faz balançar as redes da baliza de Jordan Pickford, que não fica propriamente bem na fotografia, e leva os adeptos nórdicos à euforia total.

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A seleção inglesa, já em desvantagem no marcador, viu-se obrigada a correr atrás do prejuízo e, primeiro avisou e à segunda acabou mesmo por chegar ao empate. Sterling viu negado o golo por Schmeichel num primeiro momento, e dois minutos depois, aos trinta e oito, Kane recuou até ao meio-campo, desmarcou Saka com um passe de génio, que coloca dentro para Sterling que iria fazer o golo, não fosse Kjaer antecipar-se e colocar a bola na própria baliza.

Acabou o primeiro tempo e o segundo iniciou como já havia iniciado o primeiro, com o jogo muito dividido e com o perigo a surgir fundamentalmente na sequência de bolas paradas. Ao minuto sete, Maguire ganha nas alturas e Schmeichel, à altura dos acontecimentos, a responder novamente com uma defesa monumental.

A Inglaterra foi crescendo no jogo e encostando a Dinamarca às cordas, embora não fosse criando grandes ocasiões de golo. A partir do minuto sessenta e cinco, fruto também de algumas alterações em ambas as equipas, o ritmo do jogo começou a baixar e o jogo ficou mais dividido. O resultado não se alterou até ao fim e o jogo partiu para o prolongamento.

O tempo extra começou, logo com a Inglaterra a criar perigo. Walker lança Kane, que remata cruzado na direção da baliza, mas Schmeichel (quem mais?) defende mais uma vez espetacularmente e mantém o jogo empatado. A Inglaterra foi carregando, com a Dinamarca a não conseguir sequer passar do meio-campo, mas o golo teimava em não aparecer e Kasper Schmeichel continuava a brilhar a grande altura na baliza dinamarquesa.

À passagem do minuto 102, Sterling cai na área e o arbitro Danny Makkelie apontou para a marca dos onze metros. Harry Kane foi chamado para a cobrança, Schmeichel consegue defender a grande penalidade, mas o avançado inglês tem direito à recarga e não vacila, com a baliza escancarada, fazendo assim o segundo da Inglaterra no jogo e o seu quarto no Campeonato da Europa. Os dinamarqueses protestaram muito a decisão do arbitro holandês, mas o VAR confirmou a decisão (muito duvidosa) do arbitro principal.

Após o golo, deixou de haver jogo. A Inglaterra geriu a bola e abdicou de atacar, contra uma equipa dinamarquesa estafada, depois de um jogo extremamente exigente em termos físicos.

A Inglaterra venceu e segue para a final, onde defrontará a Itália no domingo, em Wembley.

A FIGURA

Raheem Sterling – Foi o mais desequilibrador da equipa dos três leões. Do minuto um ao minuto cento e vinte sempre em alta rotação, com dribles rápidos, mudanças de direção vertiginosas e com uma tomada de decisão também a alto nível. Ganhou o penálti do qual surgiu o golo da vitória e foi dos poucos que trouxe o jogo para a frente quando a Dinamarca subia no terreno. Menção honrosa para Kasper Schmeichel, que fez de tudo para evitar este desfecho.

O FORA DE JOGO

Kasper Dolberg – Não foi o melhor dos jogos para o avançado dinamarquês. Desastrado na hora de jogar de costas para a baliza, também não se mostrou nas zonas de finalização nenhuma vez. O recuo súbito da Dinamarca na segunda parte não o beneficiou, mas já na primeira parte não se tinha disponibilizado muito ao jogo. Esperava-se mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

A seleção dos três leões apresentou-se no habitual 4-2-3-1, com Rice e Phillips mais recuados no meio-campo e Mount como médio com mais liberdade. Saka entrou em detrimento de Sancho em relação ao último jogo, provavelmente para dar mais solidez defensiva e conter algumas das incursões ofensivas de Maehle. Não arriscam muito na saída de bola, preferindo esticar em Kane e tentar chegar perto para a segunda bola. Com Grealish, passaram a ter mais critério no último terço, algo de que abdicaram com a saída do mesmo (inexplicável), depois do golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pickford (5)

Stones (6)

Maguire (7)

Luke Shaw (6)

Walker (7)

Rice (6)

Phillips (6)

Saka (7)

Mount (6)

Sterling (8)

Kane (7)

SUBS UTILIZADOS

Grealish (6)

Foden (6)

Henderson (-)

Trippier (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

Também a Dinamarca não alterou a formação tática e também não alterou os jogadores. Continuou no seu 3-4-3, que varia muito para um 3-5-2 em momento ofensivo com Damsgaard em apoio e Baithwaite e Dolberg em profundidade. No processo defensivo muda para um 5-4-1, com os laterais mais baixos a conter possíveis incursões pelos corredores. Aos sessenta e cinco minutos, com as três substituições na seleção dinamarquesa, mudaram para um 3-5-2 a tempo inteiro, com Norgaard a reforçar o meio-campo. Com o golo sofrido, passaram

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (9)

Jannik Vestergaard (6)

Simon Kjaer (7)

Andreas Christensen (7)

Jens Stryger Larsen (6)

Joakim Maehle (6)

Thomas Delaney (7)

Pierre-Emile Hojbjerg (6)

Mikkel Damsgard (8)

Martin Braithwaite

Kasper Dolberg (6)

SUBS UTILIZADOS

Poulsen (6)

Wass (5)

Norgaard (6)

Jensen (5)

Andersen (5)

Wind (-)

Artigo da autoria de Francisco Silva

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