Euro 2020, meias-finais: quarta-feira, 20h00, 7 de julho de 2021

ANTEVISÃO: ENTRE O “CONTO DE FADAS” NÓRDICO E O SONHO DA SELEÇÃO DE SUA MAJESTADE

Inglaterra ou Dinamarca. Apenas uma destas seleções conseguirá marcar presença na tão desejada final do Euro 2020, num duelo que promete ser apaixonante. Para os ingleses, este poderá significar um aproximar dos trilhos da glória e o fim de um jejum que dura desde a conquista do Campeonato do Mundo de 1966.

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Quanto à outsider Dinamarca, empenhada em honrar a sua grande estrela Christian Eriksen, e em dar continuidade a um empolgante trajeto, terá, certamente, como mote o feito de 1992 – ano do único título conquistado na prova.

O emblemático estádio de Wembley, em Londres, será o palco da partida, que colocará frente a frente duas formações com percursos contrastantes na prova até às meias-finais.

A seleção dos “três leões”, chega a esta fase com quatro vitórias em cinco jogos e com um registo defensivo verdadeiramente imaculado, não tendo sofrido qualquer golo até então.

Depois de uma fase de grupos que suscitou algumas dúvidas, marcada por uma criatividade ofensiva nem sempre de encher o olho, a verdade é que os comandados de Gareth Southgate se exibiram em excelente plano nos desafios seguintes, tendo alcançado triunfos convincentes diante da Alemanha (2-0) e, mais recentemente, nos quartos de final frente à Ucrânia, por expressivos 4-0, a maior vitória da Inglaterra em Campeonatos da Europa.

Assim, a Inglaterra, que vem, sucessivamente, atravessando momentos de menor fulgor, tem agora uma oportunidade de ouro para se poder reafirmar. Otimismo é a palavra de ordem e, em solo britânico, mora uma fé inabalável de que será desta que os “Three Lions” vão conquistar o primeiro título europeu da história.

Dentro de campo há talento infindável e recursos técnicos invejáveis para tal. Nomes como Raheem Sterling, Harry Kane, Mason Mount e Jack Grealish prometem causar calafrios à defensiva dinamarquesa.

No que concerne à estratégia, Southgate deverá apostar num 4-2-3-1, que tem sido apanágio, havendo, contudo, a possibilidade de optar por um sistema de 3 centrais, cenário que se verificou no encontro com a Mannschaft.

Já a Dinamarca, que tem consolidado, paulatinamente, o estatuto de equipa sensação do torneio, teve um percurso bem mais sinuoso até aqui.

Após um início de competição difícil – com a grave situação de Eriksen e a quase eliminação na fase de grupos (à entrada para a terceira jornada, a Dinamarca encontrava-se no último lugar do grupo, sem qualquer ponto somado), os nórdicos aplicaram duas “chapa quatro” à Rússia e País de Gales, numa verdadeira prova de superação.

O mais recente triunfo aconteceu diante da República Checa por duas bolas a uma, partida que garantiu o passaporte para as meias-finais do Europeu, sendo que já venceram tantos jogos como no somatório das suas quatro últimas participações na prova.

O futebol apresentando tem deslumbrado, com uma ideia de jogo clara e positiva, como demonstram os 11 golos marcados, que fazem do ataque dinamarquês o segundo mais concretizador da prova, somente atrás de Espanha e Itália.

Com alguns jovens talentos a despontar, nomeadamente Joakim Maehle, Mikkel Damsgaard e com Kasper Dolberg em grande plano na fase do “mata-mata” com 3 golos apontados, é com grande entusiasmo que os “Cavaleiros” nórdicos disputarão este encontro, 29 anos depois da última meia-final europeia.

O selecionador dinamarquês, Kasper Hjulmand, não deverá fazer qualquer alteração no onze inicial, apostando no conjunto que lhe tem dado mais garantias nos últimos encontros. O habitual 3-4-3 deverá ser o esquema adotado e que tem dado excelentes resultados, fruto de uma dinâmica coletiva assinalável.

A previsão é a de uma partida pautada pelo equilíbrio entre duas equipas a atravessarem bons momentos de forma, com um claro favoritismo inglês, ainda para mais a jogar em casa, diante de 60 mil adeptos, que formarão um ambiente verdadeiramente eletrizante. Ambas as seleções sabem já que na final terão pela frente a Itália, após levar de vencida “La Roja”, na marcação das grandes penalidades, na primeira meia-final do Euro 2020.

 

DADOS RÁPIDOS

  1. Esta é a terceira meia-final de Inglaterra em Campeonatos da Europa e a primeira desde a derrota com a Alemanha nos penáltis em 1996, também em Wembley.
  2. No caso da Dinamarca, é preciso recuar até 1992 para recordar a sua presença anterior nesta fase, quando bateu os Países Baixos, também nos penáltis, a caminho da conquista do título.
  3. O único encontro entre ambas as seleções, em fases finais do Euro, aconteceu em 1992, num empate a zero em Malmö, na jornada inaugural da fase de grupos.
  4. A Dinamarca ganhou apenas quatro dos 21 jogos oficiais frente a Inglaterra, que por seu lado soma 12 vitórias.
  5. Em caso de vitória, a Inglaterra torna-se no 13º país a chegar à final do Euro, e o primeiro estreante desde Grécia e Portugal em 2004.
  6. O último embate entre estas duas seleções aconteceu a 14 de outubro de 2020 para a UEFA Nations League, em Wembley, e terminou com vitória dinamarquesa. O golo foi apontado por Christian Eriksen de penálti.
  7. A Dinamarca está nas meias-finais do Euro 2020 pela 4.ª vez na história, depois de 1964, 1984 e 1992.
  8. Depois de ter perdido os 2 primeiros jogos no Euro 2020, a Dinamarca somou a 3.ª vitória consecutiva na prova frente à República Checa: é a 1.ª vez que soma 3 triunfos num só Europeu.
  9. É a 6.ª meia-final da Inglaterra em fases finais, a primeira vez em edições consecutivas (2018 e 2020)
  10. Neste Europeu, a Dinamarca venceu tantos jogos como nas suas 4 últimas participações na prova (1 vitória em 1996, 0 vitórias em 2000, 1 triunfo em 2004 e 1 vitória em 2012)

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Harry Kane (Inglaterra) – Figura de proa do lado britânico, o capitão Harry Kane é um dos principais rostos da esperança inglesa e um dos jogadores a atravessar melhor forma. As qualidades do avançado são inegáveis e a sua veia goleadora sempre apurada faz dele uma das estrelas mais cobiçadas do futebol europeu. Após uma fase de grupos, na qual esteve de pólvora seca, não registando qualquer golo, o camisola 9 parece ter encontrado o caminho das redes adversárias. Nos oitavos de final selou a vitória diante da Alemanha e contra a Ucrânia, nos quartos de final, bisou na partida.

Com três golos marcados, está a dois de Cristiano Ronaldo e Patrick Schick na lista de melhores marcadores. Será que consegue repetir a proeza do Mundial de 2018 e terminar como o maior artilheiro?

 

Mikkel Damsgaard (Dinamarca) – Uma das maiores revelações do Campeonato da Europa. Com apenas 21 anos, o jovem criativo da Dinamarca tem, na ausência do principal astro da equipa, assumido um papel crescente na manobra ofensiva nórdica. Dono de um prodigioso pé direito, tem deslumbrado na ala esquerda, jogando também muitas vezes em terrenos interiores, contribuindo em larga escala para a dinâmica apresentada pelos homens liderados por Kasper Hjulmand.

“Damsinho”, como é conhecido, será certamente uma das setas apontadas à baliza de Jordan Pickford e pretenderá dar continuidade ao bom momento que atravessa. O atleta da UC Sampdoria promete agitar o mercado de verão…

 

XI’S PROVÁVEIS

Inglaterra: Jordan Pickford; Kyle Walker, John Stones, Harry Maguire, Luke Shaw; Kalvin Phillips, Declan Rice; Bukayo Saka; Mason Mount; Raheem Sterling; Harry Kane;

Treinador: Gareth Southgate

“Temos uma oportunidade fantástica de fazer história, já que nunca estivemos numa final do Euro. Não encaramos isto como pressão, mas sim como mais um desafio para superar, e a equipa tem estado à altura das exigências. Defrontámos recentemente a Dinamarca, por isso sabemos do que é capaz, algo que tem mostrado neste torneio”.

 

Dinamarca: Kasper Schmeichel; Andreas Christensen, Simon Kjær, Vestergaard; Stryger Larsen, Pierre Højbjerg, Thomas Delaney, Joakim Mæhle; Martin Braithwaite, Kasper Dolberg, Mikkel Damsgaard;

Treinador: Kasper Hjulmand

“O apoio que recebemos deu-nos uma energia extra para jogar este tipo de jogo, que é emocionante, forte e, por isso, obrigado novamente. Vamos defrontar uma grande equipa da Inglaterra, tenho muito respeito por eles. É uma boa equipa com muitas qualidades, muita união e com jogadores experientes”.

 

PREVISÃO DO RESULTADO: INGLATERRA 2-1 DINAMARCA

 

Antevisão da opinião de Fábio Lopes

Artigo revisto por Joana Mendes

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