Itália 3-0 Suíça: E o primeiro bilhete dos ‘oitavos’ fica em Roma

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A CRÓNICA: UM RECITAL DE LOCATELLI COM O CARIMBO DE IMMOBILE

Cerca de 16 mil espetadores presenciaram no Estádio Olímpico de Roma mais um jogo da segunda jornada do grupo A. Depois de uma vitória contundente diante da Turquia por 3-0, a equipa de Roberto Mancini procurava garantir a qualificação para os oitavos de final. Já a Suíça vinha de um empate a uma bola frente ao País de Gales.

A seleção suíça até entrou melhor, instalando-se no meio-campo italiano nos primeiros minutos, mas com o decorrer da partida, a Itália soltou-se e começou a mandar no jogo. As primeiras oportunidades flagrantes surgiram do lado transalpino, com Immobile a falhar um cabeceamento dentro da área, após uma boa investida de Spinazzola pela esquerda.

A seleção italiana marcou o primeiro golo do jogo aos 18 minutos, mas não contou. O veterano Chiellini subiu ao segundo andar e conseguiu ganhar o lance, mas tocou com a mão na bola antes de introduzir a bola dentro da baliza adversária. O jogador da Juventus FC acabaria por sair lesionado cinco minutos depois, entrando o também experiente Acerbi para o seu lugar.

Fruto da sua mobilidade ofensiva, com jogadores irreverentes no ataque, a Itália chegou à vantagem à passagem do minuto 25. A jogada começa com um grande passe de Manuel Locatelli, que descobre Berardi no corredor direito. O número 11 italiano conduziu a bola com o pé esquerdo e cruzou com o direito para o próprio Locatelli, que subiu até à área e bateu Yan Sommer.

Ainda antes do intervalo, Spinazzola, em bom plano na primeira parte, teve uma boa oportunidade para dilatar o marcador, mas acabou por hesitar, não saindo nem o remate nem o cruzamento. O conjunto helvético, por sua vez, apresentou-se apático e pouco objetivo face ao domínio da seleção da casa.

No segundo tempo, os comandados de Vladimir Petkovic entraram com maior vontade, pressionando a saída de bola e a primeira fase de construção italiana, mas sem grandes efeitos práticos no que diz respeito a oportunidades. Como consequência, o jogo tornou-se mais agressivo, com algumas faltas mais rígidas no início da segunda metade.

Aos 51 minutos, Locatelli voltou a fazer das suas. Após passe de Barella, o número cinco italiano apontou mais um belo golo, desta feita de pé esquerdo à entrada da área. O sempre ‘irrequieto’ Berardi havia tentado mais uma jogada pela direita, mas a bola acabou por voltar ao centro e o médio italiano de 23 anos não perdoou.

Mario Gavranovic, que entrou ao intervalo para o lugar do desinspirado Seferovic, teve uma boa oportunidade para reduzir aos 63 minutos, mas Donnarumma mostrou-se intransponível. No seguimento da jogada, mais uma vez Berardi disparou no contra-golpe e podia ter marcado o terceiro em mais uma boa arrancada pela direita, mas o esférico saiu por cima.

Até ao final, a Itália procurou gerir o jogo, fechando-se no seu meio-campo. A Suíça conseguiu ter mais posse de bola, mas nunca criou oportunidades de golo flagrantes. A dois minutos do fim, Ciro Immobile conseguiu finalmente encontrar o caminho do golo, após várias oportunidades falhadas ao longo do encontro. Um belo tiro de fora da área, um prémio merecido para o avançado depois de algumas críticas que tem recebido.

Com este resultado, a Itália é a primeira seleção a classificar-se para os ‘oitavos’ do Euro 2020, algo que acontece por estar no grupo A, mas que acaba por ter um certo simbolismo, dado que é a seleção que melhor futebol tem apresentado até ao momento no Europeu. Por sua vez, a Suíça ainda sonha com o apuramento, algo que poderá acontecer caso vença a Turquia. 

 

A FIGURA

Manuel Locatelli – Um jogo verdadeiramente fantástico do médio do Sassuolo. Não só pelos dois golos que marcou, mas pelo rendimento que apresentou ao longo do jogo, sempre com muito critério nas suas ações. Recebeu uma grande ovação no final e esta foi inteiramente merecida. Será uma questão de tempo até vestir a camisola de um clube de maior dimensão.

O FORA DE JOGO

Apatia suíça – Face ao domínio da seleção da casa, a equipa de Vladimir Petkovic criou poucas ocasiões flagrantes de golo e mostrou bastantes debilidades defensivas. A partir do segundo golo italiano, o conjunto helvético conseguiu ter bola, mas sem grande objetividade.

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A jogar em 4-3-3, a formação orientada por Roberto Mancini beneficiou, acima de tudo, da qualidade acima da média dos seus meio-campistas. O trio Jorginho, Barella e Locatelli controlou o jogo e a Suíça pouco conseguiu fazer. Com uma boa organização defensiva e muita irreverência no ataque, a seleção transalpina continua a conseguir marcar golos com facilidade e acima de tudo sem sofrer, algo que não acontece há 9 jogos. E tudo com exibições de encher o olho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (6)

Di Lorenzo (7)

Bonucci (6)

Chiellini (7)

Spinazzola (7)

Jorginho (7)

Barella (8)

Locatelli (9)

Berardi (8)

Insigne (7)

Immobile (7)

SUBS UTILIZADOS

Acerbi (7)

Chiesa (6)

  Tolói (7)

Cristante (6)

Pessina (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

A jogar numa espécie de 3-4-1-2, com Shaqiri a flutuar entre o meio-campo e o ataque, a Suíça nunca conseguiu ser uma equipa objetiva, mesmo quando teve a posse da bola. A equipa de Vladimir Petkovic imprimiu pouca dinâmica ao jogo e demonstrou várias debilidades defensivas, oferecendo muito espaço para os homens da frente da Itália explorarem a sua criatividade. O treinador pouco ou nada arriscou, com alterações pontuais e sem mudar o seu esquema de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (6)

Akanji (6)

Schär (7)

Elvedi (6)

Rodríguez (6)

Xhaka (7)

Freuler (6)

Mbabu (6)

Shaqiri (7)

Embolo (6)

Seferovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Gavranovic (7)

Zuber (6)

Widmer (6)

Vargas (6)

Sow (6)

Francisco Guerra
Francisco Guerrahttp://www.bolanarede.pt
É apaixonado por futebol, principalmente pelo Sporting CP, o seu único clube. Está a licenciar-se em Comunicação e Jornalismo, adora escrever sobre futebol no geral, além de outras modalidades como o wrestling, que acompanha desde pequeno. Também gosta de apreciar o futebol fora do espectro da paixão clubística, tendo como principais referências Cristiano Ronaldo e Diego Maradona.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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