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Diz-se que a palavra Europa tem muitas origens e uma delas, na Fenícia (atual Líbano) é de que assim se chama para descrever o Ocidente, o lugar para onde o sol se põe. E é rumo ao Ocidente, e mais concreto à Península Ibérica, que Portugal vai para jogar os oitavos de final deste mundo novo que é o Campeonato Europeu geograficamente mais diverso da História.

O adversário é a Bélgica, também conhecidos como os Diabos Vermelhos, um teste de elevada competência e dificuldade para os campeões em título. A fase de grupos dos belgas foi quase perfeita: três vitórias em outros tantos encontros, sete golos marcados e apenas um sofrido (nos 45 minutos da esperança para Fernando Santos, dada as dificuldades geradas pela Dinamarca ao conjunto de Roberto Martínez). Ainda assim, a Bélgica não merece o epíteto de equipa mais fascinante da fase de grupos.

Houve consistência defensiva em vários momentos, arrojo em termos ofensivos e sobretudo um misto de poder e talento trazido pelas botas de jogadores como Lukaku, De Bruyne ou os manos Hazard. A abrir a fase de grupos, despontou Youri Tielemans, o fio condutor do jogo ofensivo belga, um homem que descobre linhas de passe com a facilidade com que um poeta descobre inspiração nas pedras da calçada. Apesar do jogo físico de Dzyuba, os centrais belgas aguentaram sem consentir grande perigo e Lukaku “rebentou” com a frágil defensiva russa.

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De seguida, veio o teste de maior exigência, no Parken de Copenhaga, frente a uma Dinamarca ainda a recuperar do “choque Eriksen”. Os Diabos de Martínez sofreram a bom sofrer na primeira parte, graças a uma marcação impiedosa dos atacantes escandinavos ao trio de defesas belgas, à consistência dos médios dinamarqueses, que engoliram o duo Tielemans-Dendoncker e a um Kjaer que esteve imperial na marcação a Lukaku.

Mas depois, chegou o intervalo, entrou De Bruyne e a história foi outra: movendo-se no espaço central, tantas vezes ocupado pelo «9», o médio do Man. City assinou uma ode ao futebol na quente tarde da capital do reino da Dinamarca, com o devido auxílio de Lukaku (mais descaído na direita, a “massacrar” Vestergaard) e Hazard (que na seleção parece outro jogador, livre do peso da por vezes maldita camisola merengue).

A fechar a primeira fase, um teste mais descomplexado frente a uma Finlândia muito conservadora e que mostrou que estes belgas também sabem ajustar posicionamentos defensivos, controlando a profundidade com critério e ativando ao mesmo tempo os suspeitos do costume (De Bruyne e Lukaku), com a ajuda de um puro-sangue, Jérémy Doku, que dá muito jeito para desengatar jogos mais apertados.

E como pode Portugal bater esta Bélgica? Pressionando a saída de bola de forma agressiva, não tendo vergonha de recorrer a perseguições mais individualizadas, que condicionem o adversário na hora de descobrir uma linha de passe. A turma de Roberto Martínez respira melhor com espaços e sente-se confortável em ataques e transições rápidas. Por fora, tem jogadores contundentes no ataque à profundidade, mas que conseguem definir posicionamentos com critério a defender.

Há que saber tirá-los da zona de conforto e atacar esses espaços. Condicionar os criativos (Tielemans ou De Bruyne à cabeça) é fundamental, porque quando estes conseguem ativar Lukaku, a Bélgica entra num território de superioridade. E quando não está o homem do Inter em zona de remate, não existe dificuldade em atirar à baliza em qualquer um dos homens da parte ofensiva.

Fernando Santos deve manter as bases do derradeiro jogo da fase de grupos. João Moutinho e sobretudo Renato Sanches parecem ter ganho o lugar, depois da prestação face aos campeões do Mundo. A questão é que, ainda que com nuances no modelo de jogo, Portugal volta a ter pela frente o malvado 3-4-2-1 que os alemães também utilizaram na goleada frente à Seleção Nacional.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Talvez não seja má ideia explorar o recuo de Danilo para terceiro central no momento defensivo, para libertar o lateral-direito de tarefas a fechar o espaço interior. No fundo, fechar em 5-4-1, com liberdade para poder atacar no modelo habitual (dando também protagonismo aos laterais na exploração dos corredores abertos), mas nunca abdicando de uma pressão competente em zonas adiantadas, que leve Portugal a recuperar a bola mais perto da área belga. E comprometer a ligação dos defesas a Tielemans e por sua vez deste elemento aos restantes companheiros de uma zona mais adiantada, pode ser meio caminho andado para ganhar ascendente sobre a Bélgica.

Foto de Capa: Diogo Pinto/FPF

Artigo de opinião de Francisco Pinho Sousa,
narrador e comentador Eleven


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