A CRÓNICA: CONTEM COM A UCRÂNIA

No primeiro jogo da segunda jornada do grupo C, ambas as derrotadas da primeira jornada, Ucrânia e Macedónia do Norte, defrontavam-se em Budapeste, na Hungria. Ucranianos e macedónios tinham o importante objetivo de vencer este jogo para manterem vivas as esperanças de passar a fase de grupos e chegar à fase a eliminar.

Assistimos a uns grandes primeiros 20 minutos, com um ritmo bastante elevado. A Ucrânia estava ligeiramente por cima e tinha mais iniciativa de jogo. No entanto, a Macedónia não veio só para defender e, sempre que tinha oportunidade, subia no terreno e tentava criar perigo.

Face ao grande ritmo que a partida levava, a Macedónia baixou as linhas e deu ainda mais bola aos ucranianos, numa tentativa de baixar o ritmo e de descansar um pouco. A estratégia acabou por não correr bem.

Mais confiantes pelo momento de sufoco ao adversário, os ucranianos chegaram ao golo perto do minuto 28. Canto batido, desvio ao primeiro poste e, no segundo, apareceu Yarmolenko a encostar para inaugurar o marcador.

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Não satisfeitos, os ucranianos foram em busca de um golo que daria mais tranquilidade e, já perto dos 40 minutos de jogo, uma boa jogada entre Zinchenko, Yarmolenko e Yaremchuk fez com que o último aparecesse isolado na cara do guarda-redes e finalizasse com grande qualidade para o fundo das redes macedónias.

No começo da segunda parte, vimos uma Macedónia mais agressiva e com mais intenções de marcar. Perto da hora de jogo, uma falta sobre Pandev na área ucraniana valeu uma grande penalidade para os macedónios. Alioski foi chamado a converter e, da marca dos 11 metros, atirou para a defesa incompleta de Bushchan. Depois, na recarga, Alioski atirou para o golo e para reduzir o marcador.

O jogo voltava a estar imprevisível e inseguro para ambas as equipas, no entanto o resultado, com o decorrer do tempo, não ia sofrendo alterações. De destaque, existiu outra grande penalidade, desta vez para a Ucrânia, por mão na bola dentro de área. Malinovsky bateu para nova defesa, só que, desta vez, não houve direito a recarga e o resultado não se alterou.

Com a vitória dos ucranianos, a Macedónia do Norte fica praticamente arredada dos oitavos de final e a Ucrânia mantem bem vivas as suas aspirações de passar a fase de grupos. Na última e decisiva jornada, para macedónios e ucranianos, seguem-se a Holanda e a Áustria, respetivamente.

 

A FIGURA

Frente de ataque ucraniana – Mais um grande jogo da Ucrânia, a nível ofensivo. A defesa dos ucranianos ainda mostra vários problemas e desatenções, no entanto este ataque não engana. Composto por três jogadores de classe mundial, muito móveis, excelentes no último passe e exímios na finalização. Deram muitas dores de cabeça à Holanda e à Macedónia e, certamente, darão dores de cabeça a qualquer seleção que defrontem.

O FORA DE JOGO

Penalidades não convertidas – A jogar a um nível tão alto e numa competição tão curta, é essencial converter qualquer oportunidade. Bem sabemos que as grandes penalidades não são uma oportunidade qualquer, são talvez das oportunidades mais soberanas do jogo e, por essa mesma razão, têm mais obrigação de ser convertidas. Não sendo, podem ser decisivas e causar bastantes problemas, como aconteceu com a Macedónia e como poderia ter acontecido com a Ucrânia.

 

ANÁLISE TÁTICA- UCRÂNIA

Shevchenko apresentou a sua Ucrânia num 4-3-3, com três jogadores muito moveis na frente de ataque que, no último terço, poderiam aparecer em qualquer posição. Zinchenko também foi bastante importante na medida em que era um médio que aparecia em diferentes partes do terreno, ou seja, ajudava na defesa e no ataque e era bastante competente em todas as suas ações.

A nível defensivo, a seleção ucraniana ainda apresenta algumas dificuldades. Alguma descoordenação, algum espaço deixado entre os laterais e os centrais e algum espaço deixado entrelinhas podem ser prejudiciais quando jogarem contra seleções de maior craveira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bushchan (7)

Karavaev (6)

Malinovsky (8)

Matviienko (6)

Mykolenko (5)

Shaparenko (7)

Stepanenko (6)

Yaremchuk (8)

Yarmolenko (8)

Zabarnyi (6)

Zinchenko (7)

SUBS UTILIZADOS

Tsygankov (6)

Besedin (6)

Sydorchuk (6)

Sobul (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – MACEDÓNIA DO NORTE

A Macedónia iniciou o jogo montada num 5-3-2, que, por vezes, se transformava numa construção a quatro, com bola. A presença de Ristovski no onze macedónio permitia que existisse uma espécie de ginástica tática, pois o ex-Sporting tanto podia atuar como defesa direito, numa defesa a quatro, como podia atuar a defesa central pelo lado direito, numa defesa a cinco.

Como tinham menos vezes a bola, a seleção da Macedónia baixava as suas linhas, fechava bem os espaços entrelinhas e obrigava muitas das vezes o adversário a jogar pelas suas alas. Por parte da Macedónia, o perigo era criado muitas das vezes em ataques rápidos, com a equipa a desdobrar-se para a o ataque tentando aproveitar os espaços deixados pelo adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dimitrievski (8)

Ademi (7)

Alioski (6)

Bardhi (6)

Elmas (7)

Musliu (6)

Nikolov (6)

Pandev (7)

Ristovski (6)

Spirovski (5)

Velkovski (6)

SUBS UTILIZADOS

Trajkovski (7)

Churlinov (6)

Avramovski (6)

Ristevski (-)

Trickovski (-)

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