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Teoria e prática não são coisas distintas. Quer dizer, são… mas não são. Depende. São distintas porque a primeira se refere ao que é tido como o natural, o lógico; a segunda diz respeito à demonstração, à execução, ou seja, à confirmação (ou não) do fundamento teórico. A meu ver, são distintas neste sentido.
Num sentido diferente, em que ambas se aliam, ou divergem, são tidas como “iguais”. Iguais pois nesse caso nenhuma das duas deve ser exaustivamente enaltecida. Ou seja iguais porque são igualmente impertinentes, são iguais porque são objeto de pós análise inútil. Inútil porque não adianta muito ir a esse ponto. As duas componentes são esquecidas, ou deveriam ser, na medida em que o acontecimento e todo o “sarau” já tenha tido lugar.
Antes do jogo, óbvio que sim, tudo o que envolve a matéria de antevisão deve ser deve ser usado, mas após o encontro nada disso tem validade… O jogo acabou? Há festejos de uma ou várias partes; desilusão de outra ou outras. É um dado adquirido. O futebol é cíclico.
E qualquer equipa, neste caso, Seleção Nacional, procura o seu lugar em qualquer época. Em todos os ciclos que se vão atravessando ao longo do tempo. A prática confirma ou não confirma a teoria. Neste sentido, agora mais concreto, ficaremos a conhecer as cinco desilusões da primeira jornada do Campeonato do Mundo. Cinco vezes em que a prática não obedeceu ao que a teoria emana…
5.

VAR no França – Austrália – Reconheço que não me apetecia lá muito falar em questões alheias aos conjuntos que exerçam a atividade futebolística neste Campeonato do Mundo, mas recebi com algum choque a confirmação do VAR em relação ao lance que suscitou a grande penalidade, alegadamente, cometida pelos australianos. Posso estar completamente errado, mas não me parece. Com o recurso às repetições, não achei que tivesse sido correta a decisão da equipa de arbitragem.
4.

Polónia – A Polónia surpreendeu-me pela negativa, pois depositava alguma confiança no potencial do seu conjunto. Uma equipa experiente, com jogadores a jogar juntos em contexto internacional há alguns anos, eliminada nos quartos, nos penaltis, por Portugal há dois anos, certamente entrou à procura de uma melhor estreia no Rússia 2018.
3.

Argentina – A seleção albiceleste começou com um empate. No dia após Ronaldo ter assinado uma exibição “à CR7”, logo começaram aquelas conversas da pressão sentida pelo seu capitão, nomeadamente na tentativa de conversão do castigo máximo que beneficiaria um desfecho de jogo positivo para os argentinos. O que não se lembram, ou pouco puseram em evidência, foi o poderio islandês, que não precisa de provar nada a ninguém neste momento. Num grupo com Croácia e Islândia, vamos ver se a Argentina cede a mais pressões externas, visto que internas não têm faltado…
2.

Brasil – Eterno candidato a qualquer prova deste calibre, o pentacampeão, Brasil, está na Rússia com o mesmo objetivo de todas as vezes que ingressou num FIFA World Cup. Começar com um empate diante de uma Suiça atrevida, que impôs algumas dificuldades no apuramento direto de Portugal, nunca é agradável para o povo brasileiro. Um povo exigente, um povo que no mínimo pede a presença na final aos comandados por Tite.
1.

“Mannschaft” Alemanha – A par do Brasil, também considero a seleção alemã, seja ela fragmentada ou unificada, uma candidata ao título mundial. Isto em qualquer era, atrevo-me a dizer. Um conjunto sempre com talento, regras, profissionalismo, motivação… Elementos esses que não ficaram patentes no jogo de estreia. Atribuo o mérito à seleção mexicana, que joga sempre com grande coração, mas não é comum vermos a Alemanha a perder com uma equipa fora do círculo dos maiores.
Foto de Capa: FIFA












