A fechar o terceiro dia de jogos dos oitavos de final houve Bélgica, vencedora do grupo G, frente a frente à equipa que passou em segundo lugar do grupo H – por desempate com o Senegal através do fair play -, o Japão.

Os primeiros voltaram a alinhar com a primeira equipa, depois de terem jogado um onze totalmente diferente contra Inglaterra no último jogo do grupo, isto é, alinha agora com Courtois na baliza – o único repetente no onze -, Vertonghen, Kompany e Alderweireld no trio defensivo, Yannick Carrasco, Witsel, Kevin De Bruyne e Meunier no meio campo, o ‘verdadeiro’ Hazard (e não o Hazard do jogo frente aos ingleses) juntamente com Mertens a extremos e Lukaku a ponta de lança.

Já os japoneses, além de jogarem com seis jogadores diferentes à partida frente à Polónia, trocaram também de tática, de 4-4-2 para um 4-2-3-1, com Kawashima na baliza, Sakai, Yoshida, Shoji e Nagatomo como quarteto defensivo, Shibasaki e Hasebe como médios, Kagawa a médio ofensivo, Inui e Haraguchi nas alas e Osako na frente de ataque.

Depois de diversas surpresas que este Mundial nos tem presenteado, de tudo se esperava neste jogo, apesar da Bélgica ser a teórica favorita a fazer companhia ao Brasil nos quartos de final. No entanto, a primeira parte foi bem mais dividida do que as odds. A Bélgica foi, de facto, superior, mas o Japão esteve sempre bem fechado e mostrou-se perigoso no contra ataque, beneficiando da liberdade que a defesa belga a três permite ter. Os diabos vermelhos beneficiavam das individualidades, com De Bruyne em destaque, mas o Japão esteve sempre organizado e anulava Lukaku com bastante sucesso, fazendo-o estar bastante deslocado ao longo da primeira parte da partida.

O Japão esteve a vencer por 2-0, mas deixou fugir a vantagem de duas bolas ao cair do pano
Fonte: FIFA

Contudo, foi o número 9 belga que teve a oportunidade da parte, mas deitou a perder ao não conseguir dominar em frente ao guarda redes e deixou tudo na mesma. As equipas foram e voltaram do intervalo com os mesmos onzes, mas a partida, no entanto, mudou completamente.

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Na segunda parte, houve jogo frenético. O Japão perdeu o receio e, mesmo com a Bélgica a dominar, fez o primeiro e o segundo golos nos primeiros 7 minutos da segunda parte. Primeiro foi Haraguchi, num contra ataque e falha de Vertonghen, e depois Inui com um golaço de fora de área. Os belgas precisavam de mudança ou arriscavam-se a ficar de fora do Campeonato do Mundo. Foi o que aconteceu: Carrasco deu lugar a Chadli e Mertens a Fellaini. A equipa belga ficou mais compacta e levou o jogo para cima do Japão. A cumprir os 25 minutos da segunda parte, Vertonghen, de cabeça, reduziu a desvantagem. Da mesma forma que o Japão antes, a Bélgica também depressa marcou dois golos, alcançando o empate por Fellaini, de cabeça também, e assistência de Hazard, na sequência de um canto.

Tudo empatado a 15 minutos do fim, significou um final de jogo de dúvida e cautela. O Japão ainda ameaçou a troca de bola quando o jogo chegou aos 90 minutos, mas uma última investida deu canto para os nipónicos. Courtois saiu dos postes para segurar e lançar a bola em contra ataque no último minuto da partida. Uma bela troca de bola rápida e eficaz levou o esférico para a direita da área japonesa, um passe a rasgar a área levou a bola para Lukaku que deixou a bola passar para Chali e um simples encostar levou a Bélgica para os quartos de final do Mundial 2018.

O Japão sai da competição com um sabor de injustiça, mas de muito mérito para a equipa asiática. A Bélgica impediu mais uma surpresa nos resultados deste Mundial atípico e vai enfrentar o Brasil na próxima fase da competição.

Onzes Iniciais:

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Kompany, Vertonghen, Thomas Meunier, De Bruyne, Witsel, Carrasco (Chadli), Mertens (Fellaini), Eden Hazard, Lukaku

Japão: Kawashima, Sakai, Yoshida, Shoji, Nagatomo, Hasebe, Shibasaki (Yamaguchi), Haraguchi (Honda), Kagawa, Inui, Osako