Publicidade

Bósnia-Herzegovina 3-1 Irão: E que tal arriscarem mais?

André Conde · 3 min

Bósnia-Herzegovina 3-1 Irão: E que tal arriscarem mais?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cabeçalho mundial'2014

Clique para ver os golos.
Clique para ver as estatísticas.

O RESCALDO

Sabemos que o Irão não é uma equipa muito forte ofensivamente, dando-se melhor a jogar à defesa e a partir para o contra-ataque. Mas mesmo assim, hoje pedia-se mais à equipa de Queiroz. A precisar da vitória e a ter de esperar por uma derrota da Nigéria frente à Argentina, pedia-se mais. Muitos dirão que a equipa iraniana não tem argumentos para mais, mas, mesmo assim, pedia-se outra atitude.

Sempre na defensiva, pouco ou nada arriscando, este foi um Irão à imagem dos outros jogos, mas enquanto o empate interessava frente à Nigéria, e frente à Argentina era a forma mais certa de jogar, hoje os jogadores iranianos não conseguiram fazer aquilo que contra os argentinos tão bem fizeram: saída em contra-ataque para criar perigo. Perante esta atitude a Bósnia pegou no jogo e teve sempre o controlo. Não foi de espantar quando, aos 18 minutos, Dzeko marcou. Era o confirmar do domínio dos bósnios, que queriam sair do Mundial de cabeça erguida. O golo fez bem aos pupilos de Queiroz, que logo na jogada a seguir mandaram uma bola ao ferro. Foi a melhor oportunidade em toda a partida para o Irão. O intervalo chegava, e a vitória assentava bem à única equipa que realmente jogou para ganhar. No outro jogo, Messi, carrasco do Irão na partida anterior, ajudava estes ao marcar os dois golos com que a Argentina vencia a Nigéria. Tudo feito para o Irão passar, só bastava a vitória.

Com tudo a favor do Irão, Queiroz teve de arriscar na segunda parte. Mas nem assim a equipa tornou-se mais perigosa. A espaços, conseguiam subir à área bósnia, mas sem resultados práticos. Era a Bósnia quem mandava e quem chegou ao segundo golo, por Pjanic. Os sonhos do Irão começavam a desaparecer e, se alguma esperança ainda houve quando Reza reduziu, essa morreu na jogada a seguir, em que Vrsajevic fez o terceiro golo e ditou o resultado final.

Jogadores da Bósnia saem de cabeça erguida Fonte: FIFA
Jogadores da Bósnia saem de cabeça erguida
Fonte: FIFA

É um resultado que assenta bem aos bósnios, que saem do Mundial de cabeça erguida. Fica a ideia de que esta podia fazer mais. A derrota com a Nigéria foi decisiva, e lembro que nesse jogo anularam mal um golo que daria vantagem à Bósnia. Mas ficam bases lançadas para o próximo Euro, nesta que foi a primeira participação no Mundial.

Quanto ao Irão, era de se pedir mais neste jogo. É verdade que esta equipa tem de jogar assim, não tem argumentos para ter um jogo de posse e domínio, mas mesmo assim esperava mais do contra-ataque iraniano. Esperava um jogo à imagem da Grécia, forte a defender e rápido no contra-ataque. Em vez disso, uma atitude demasiado passiva e de expectativa, que correu mal. Ainda assim, fica para Queiroz e os seus jogadores o facto de terem lutado até à última jornada pelo apuramento com as armas que tinham. Há aqui bons jogadores, como Reza, e fica a ideia de que, com melhores jogadores no meio-campo, a história podia ter sido outra.

A Figura:

Edin Dzeko – É o melhor jogador desta selecção. Marcou, esteve sempre activo em campo e foi o melhor em campo.

O Fora-de-Jogo:

Atitude do Irão – Se no jogo com a Argentina elogiei a solidariedade e espírito de união dos iranianos, hoje há que criticar a sua atitude. Para quem tinha de ganhar, os iranianos nunca fizeram por isso, tendo uma atitude mais passiva e expectante mas que resultou mal.

André Conde

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.