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Colômbia 1-1 Inglaterra (3-4 G.P): Game Over para a Colômbia

Gonçalo Miguel Santos · 4 min

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O Otkrytie Arena foi neste final de tarde palco do último jogo dos oitavos-de-final do Mundial da Rússia. Um dos jogos mais esperados desta fase dado o elevado equilíbrio entre as duas seleções. Houve algumas notas de destaque nos XI iniciais de ambos os lados, com José Pekérmen a não poder contar com James Rodríguez por lesão e, do outro lado, Gareth Southgate a promover várias alterações fruto da rotação no último jogo, acabando por repetir o XI inicial da primeira jornada.

A Inglaterra desde cedo foi predominante no capítulo da posse de bola e assumiu de forma clara o controlo do jogo, contrastando com os colombianos que tentaram apostar sobretudo num jogo menos pausado.

Na primeira parte, os ingleses dispuseram de duas oportunidades: um cabeceamento de Harry Kane por cima da barra e um livre direto de Trippier que levou algum perigo á baliza de Ospina. Os cafeteros chegaram pela primeira vez à baliza britânica já em período de compensação, mas sem qualquer tipo de ameaça pois Quintero atirou com pouca força e Pickford defendeu tranquilamente.

Foi um primeiro tempo ficou caracterizado pelo facto de as duas equipas não quererem correr qualquer tipo de riscos e prenderem o jogo na zona centrocampista, justificando assim o nulo ao intervalo.

As equipas regressaram dos balneários e ansiava-se por mudanças, contudo tal não se verificou e confirmou-se que hoje não se assistiria a grande espetáculo de futebol. A verdade é que faltava apurar uma seleção para a próxima fase, por isso teria de haver golos e mais tarde ou mais cedo o jogo teria de abrir.

O primeiro momento de real interesse ocorreu à passagem do minuto 55, quando Carlos Sánchez carrega Kane na área e comete grande penalidade. Foi mesmo o avançado do Tottenham que se encarregou de converter devidamente a falta e inaugurou o marcador, lançando a Inglaterra para a vantagem.

A ação de Sánchez indiciou o que estaria para vir: o jogo tomou, sobretudo por influência colombiana, um caminho escusado e tornou-se numa batalha campal com várias faltas e quezílias, que motivaram protestos de parte a parte e inclusivamente algumas confusões entre jogadores. Futebolisticamente falando, esta tendência teve graves consequências pois perdeu-se bastante tempo de jogo e o ritmo era constantemente cortado por estes incidentes, tendo sido então impossível haver oportunidades de perigo durante largos minutos.

Apesar de tudo, o relógio corria a favor da Inglaterra, portanto cabia aos colombianos terminar com o excesso de agressividade e ir à procura do golo que relançasse o jogo. Assim foi, a Colômbia assumiu as rédeas do jogo nos últimos 10 minutos e, primeiramente, Cuadrado ameaçou com um remate fortíssimo após perda de bola de Walker em zona proibida; o cerco colombiano ia apertando e já com três dos cinco minutos de compensação esgotados, Mateus Uribe “estoira” de muito longe, para uma grande defesa de Pickford, protagonizando o melhor momento da partida! Este lance originou um canto e na sua cobrança a Colômbia chega ao tão desejado empate, por intermédio do gigante Yerry Mina, que marcou pelo terceiro jogo consecutivo e deixou bem patente o seu poderio no jogo aéreo.

O salto impressionante de Mina que levou o jogo para prolongamento
Fonte: FIFA

A Colômbia nunca deixou de acreditar e conseguiu mesmo chegar à igualdade. Do outro lado, a Inglaterra foi recuando com o passar do tempo, sofrendo um duro golpe nos instantes finais.

As seleções apresentaram-se muito desgastadas e sem ideias no prolongamento, e assistiu-se a uns primeiros 15 minutos sem qualquer história. Na segunda parte, o ritmo aumentou, as equipas tentaram evitar as grandes penalidades e foi a Inglaterra quem mais perigo causou. Aos 112 minutos, Danny Rose surgiu dentro da área e esteve muito perto de fazer o golo, mas Ospina correspondeu com uma bela defesa. Passados 120 minutos de futebol, a igualdade mantinha-se e a decisão passava pela linha de 11 metros!

Conversão das grandes penalidades, primeiro a Colômbia e depois a Inglaterra:

Falcao marcou; Kane marcou; Cuadrado marcou; Rashford marcou; Muriel marcou; Henderson falhou; Uribe falhou; Trippier marcou; Baca falhou e Dier marcou o golo da vitória.

Não foi propriamente um grande espetáculo de futebol e nem é possível discutir justiça no resultado, mas o que é certo é que 12 anos depois, a Inglaterra volta a atingir os quartos-de-final e supera o fantasma dos penaltys. Termina o sonho na Rússia para os colombianos, já os ingleses seguem para a próxima fase e defrontarão a Suécia.

A FIGURA

Fonte: FIFA

Pickford – O guardião do Everton teve uma noite de sonho! Durante a partida, sobretudo nos últimos 10 minutos, conseguiu deter algumas oportunidades por parte da Colômbia, e mesmo tendo sofrido um golo a acabar seria a estrela da noite. Graças a uma enormíssima defesa perante o penalty de Baca, a Inglaterra ficou com caminho aberto para seguir e frente na prova e Pickford tem motivos de orgulho pois é o responsável pelo término da maldição das penalidades que assombrava a seleção inglesa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Espanyol Barcelona

Carlos Sánchez – O médio defensivo não esteve bem no jogo de hoje pois não cumpriu a missão que lhe estava atribuída: era expectável que funcionasse como um tampão que conseguisse conter o poder do meio campo inglês, mas nem sempre o conseguiu fazer. Aliado a isto está o facto de ter jogado além da margem do viril e por ter sido o responsável pela grande penalidade que permitiu à Inglaterra marcar um golo.

Gonçalo Miguel Santos

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