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O RESCALDO

Colômbia e Costa do Marfim entraram para este encontro com os oitavos-de-final à vista. Tendo saído vencedoras nos jogos da primeira jornada, ambas as equipas procuravam a vitória neste duelo, o que significaria um passo enorme rumo à passagem à fase seguinte da competição para qualquer uma das formações.

A primeira parte deste jogo foi algo incaracterística. Tanto a equipa sul-americana como a africana apresentaram um estilo de jogo muito calmo e paciente, não exercendo pressão e não arriscando muito. De resto, a nota de maior destaque, entre vários ataques que não chegavam a bom porto devido a más decisões no último passe, foi um falhanço do avançado colombiano Teo Gutiérrez mesmo à boca da baliza ao passar do minuto 27. Poucas oportunidades e alguns remates ao lado tornaram esta primeira parte um período algo aborrecido e pouco caro, já que não houve uma equipa dominante mas também nenhuma das formações se deixou dominar.

O intervalo refrescou as equipas, os jogadores e as ideias. Tanto a Colômbia como a Costa do Marfim entraram para a segunda parte dispostas a mudar o rumo do encontro e dispostas a arriscar mais, fazendo com que esta segunda parte nada tivesse a ver com a primeira. Equipas mais atrevidas, lances de elevada nota técnica, boa circulação da bola e aproveitamento dos espaços livres foram rasgos característicos das duas equipas no início do segundo tempo. Não deixa de ser irónico, no entanto, que o primeiro golo do encontro, marcado pelo colombiano James Rodríguez ao minuto 64, tenha sido de bola parada. Um canto batido na esquerda por Cuadrado, que já tinha atirado uma bola ao poste na fase inicial do segundo tempo, foi parar à cabeça do ex-jogador do FC do Porto, que não vacilou e meteu a bola no fundo das redes, marcando o seu segundo golo da competição em outros tantos jogos.

Celebração animada dos cafeteros após James Rodríguez ter inaugurado o marcador Fonte: FIFA
Celebração animada dos cafeteros após James Rodríguez ter inaugurado o marcador
Fonte: FIFA

A selecção colombiana, que já tinha vindo a crescer e a tomar conta do encontro desde o início da segunda parte, ganhou mais força e ímpeto – nota também para o excelente apoio dos colombianos no Estádio Nacional de Brasília – e, seis minutos depois, a bola estava no fundo da baliza costa marfinense. Deste feita, Juan Quintero, jogador do FC Porto que tinha saltado do banco ao minuto 52, concluiu da melhor forma um lance que começou no aproveitamento por parte de James Rodríguez de um erro do defesa africano Die.

O jogo parecia decidido, mas um lance de pura genialidade do extremo costa marfinense Gervinho, que sentou três jogadores colombianos e deferiu um remate que só podia acabar em golo, relançou a esperança para a formação africana ao minuto 73.

Até ao fim do encontro sucederam-se alguns lances de ataque de parte a parte, sendo que a selecção do continente africano exerceu uma pressão maior do que a colombiana. O jogo chegou ao fim e a Colômbia, por ter sido mais equipa, está com um pé nos oitavos-de-final da competição, marca que pode alcançar ainda hoje, dependendo do resultado do encontro entre Grécia e Japão.

A FIGURA:

James Rodríguez: O jovem jogador colombiano que já passou pelo campeonato português, assumiu-se como a principal referência da selecção sul-americana e a estrela deste jogo. Quebrou o gelo marcando o primeiro golo e assegurou a vitória iniciando com muita perspicácia a jogado do segundo golo.

O FORA-DE-JOGO:

A primeira parte: Os primeiros 45 minutos de jogo foram aborrecidos, enfadonhos e pediam muito mais às duas formações, que contam nas suas linhas com jogadores de alto nível. Um período que não foi digno de fazer parte da maior competição de selecções a nível mundial.

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