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Cheguei finalmente a Manaus, palco onde a Selecção Nacional escorregou há dias frente aos Estados Unidos, e estou pronto para acompanhar já de seguida o Suiça-Honduras da última jornada do Grupo E. Ainda cheia de portugueses, a cidade é uma surpresa pela positiva. O calor e a humidade são um exagero, como já se esperava, mas tudo o resto parece uma total novidade para os visitantes: um povo muito hospitaleiro, bons restaurantes e uma movida que não pára no centro da cidade, com uma mistura impressionante de adeptos que vieram apenas para viver o espírito da Copa. No “Bar do Armando”, por exemplo (espaço português que é o principal ponto de encontro dos fãs de todas as cores), encontrei dezenas de colombianos que fizeram uma viagem de 3 dias de barco só para poderem estar aqui no Brasil. Como muitos outros, não irão ver nenhum jogo, mas vieram respirar o ambiente da Copa. E esse é que é o espírito.

Já agora, falemos de bola também, já que os Oitavos-de-Final estão aí à porta. Com a equipa das Quinas a desiludir os adeptos, vale-nos pelo menos a consolação de que várias equipas europeias de nomeada também ficaram aquém das expectativas. Espanha, Itália e Inglaterra foram afastadas do torneio e há equipas sul-americanas a confirmarem-se como autênticos underdogs, tomando de assalto o coração dos adeptos que por cá circulam. Não há ninguém que não me fale na Costa Rica, no México, no Chile ou na Colômbia como grandes favoritas dos torcedores e muitos deles gostariam de ver um destes outsiders chegar à final. Difícil mas, se formos a julgar pelo entusiasmo e pelo apoio que estas equipas têm vindo a ter um pouco por todo o Brasil, não me admiraria muito ver uma delas entrar no Maracanã a 13 de Julho.

Por mim, vou continuar junto da delegação Suiça e volto a arrancar para Porto Seguro mal termine o jogo, na esperança de que o Mundial para eles não tenha terminado aqui. Deixo-vos com uma foto do Arena Amazonas (foto de cabeçalho), visto de lá de baixo do relvado no dia anterior ao desafio. Continuem ligados, porque eu fico até ao fim…

Obrigado e um abraço,
João Cunha

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