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Chegou o primeiro empate do Mundial 2014. Sem golos nem estratégia que valha a qualquer uma das duas equipas, este foi simultaneamente o jogo mais fraco e desinteressante da competição até ao momento.

Por um lado, um Irão super limitado embora orientado por um técnico bem conhecido pelos portugueses – Carlos Queiroz – e com experiência para ajudar a organizar uma equipa que não pode ambicionar a mais do que isto. Por outro, a Nigéria de quem se esperavam mais ideias e melhor preparação ofensiva. O resultado acabou por ser justo e, das quatro envolvidas no grupo F, a Bósnia é aquela que saiu mais beneficiada com este empate.

No início do jogo a Nigéria até deu alguns sinais positivos, mostrando-se bem mais ofensiva e determinada em apostar na velocidade dos seus jogadores mais adiantados que é, de resto, uma das suas principais armas. Criou uma ou outra situação de perigo mas a melhor ocasião até acabou por pertencer ao Irão: na sequência de um canto, o guardião nigeriano foi forçado a fazer uma grande intervenção para evitar o golo. Contudo, ficou-se por aí a criatividade e investidas de qualidade de parte a parte. A velocidade que a equipa africana implementou no início foi-se desvanecendo e, ao intervalo, o resultado era justo perante a organização defensiva que ia servindo ao Irão para manter o empate.

Nem a crença chegou à equipa da Nigéria para desfazer o empate  Fonte: FIFA
Nem a crença chegou à equipa da Nigéria para desfazer o empate
Fonte: FIFA

Na segunda parte o que se passou foi algo ainda pior do que na primeira. Menos futebol da Nigéria, mais querer por parte do ataque do Irão mas nem por isso se pôde assistir a uma jogada que fosse de registo… de qualquer parte. Um deserto de ideias e de qualidade. Com o passar do tempo foi crescendo a impaciência e ansiedade por parte dos nigerianos e alguma confiança por parte dos iranianos. Só com bolas paradas se vislumbrava algum perigo mas nem assim se conseguiu assistir a um golo. Foi com um 0-0 que começou e seria assim que acabaria. Justo, sobretudo, porque nem uma equipa nem outra mereciam mais.

Resta à Nigéria – das duas, a equipa com maior potencial – melhorar a sua organização ofensiva se deseja lutar pela qualificação com a Bósnia. É possível que se trate de uma equipa mais confortável a jogar em transições devido à velocidade dos seus avançados. Hoje, por força da estratégia do Irão, teve maioritariamente em situações que exigiam maior organização ofensiva e, por isso, passou muitas dificuldades. O jogo aéreo é também um capítulo a explorar visto que se trata de uma selecção com jogadores fortes do ponto de vista físico. Quanto ao Irão, pouco mais do que isto se poderá exigir: organização defensiva quanto baste e a aposta nas bolas paradas e em jogadas individuais. Há muito pouca qualidade individual para Queiroz explorar. Resta ao português o consolo de ter sido o único dos treinadores portugueses a pontuar nesta primeira ronda.

A Figura

Irão: Para uma equipa tão limitada quanto esta, entrar no Mundial com um empate é um resultado animador e, com alguma sorte, Carlos Queiroz poderá até sonhar com o apuramento. Será difícil.

O Fora-de-Jogo

Qualidade de jogo: Num mundial de futebol espera-se sempre mais do que o que foi visto hoje a partir das 20h. Muito pouca qualidade individual e a pouca que existia – do lado da Nigéria – mal orientada e aproveitada. Era expectável que não se tratasse de uma partida de sonho, mas não deixa de ser lamentável um jogo tão fraquinho num palco tão grande quanto o Mundial no Brasil.

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