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O RESCALDO

O primeiro jogo de hoje ficará para a História do Mundial de 2014 como aquele em que uma das equipas marcou três golos legais e ganhou por 1-0. A partida começou com um maior pendor ofensivo por parte do México, que apostou num esquema com três centrais para proteger a sua baliza. O ímpeto inicial dos americanos teria sido coroado com a chegada à vantagem logo aos 11 minutos, não fosse o árbitro colombiano Wilmar Roldán ter anulado um golo a Giovani dos Santos em que o mexicano está em linha com a defesa.

A partir daí os Camarões tentaram reagir, com Eto’o também a colocar a bola na baliza contrária. No entanto, no caso do (ainda) jogador do Chelsea, não houve qualquer dúvida quanto à irregularidade do seu posicionamento. Com Alex Song a comandar as operações no meio-campo, o dinâmico Assou-Ekotto a subir bem pelo lado esquerdo e o sempre perigoso Eto’o a mostrar-se disponível para assustar, os Camarões foram-se instalando no meio-campo contrário. Nesta altura, o “português” Herrera demonstrou toda a sua qualidade e disponibilidade na manobra defensiva da equipa, sendo sempre um dos mais esclarecidos. Aos 30 minutos, o México subiu à área dos Camarões e fez golo pela segunda vez. Mas, também pela segunda vez, a equipa de arbitragem lembrou-se de anular um golo limpo. E este ainda é mais flagrante: após a marcação do canto, Giovani dos Santos está nitidamente atrás dos defesas. Depois da polémica no jogo de abertura, a insistência da FIFA em resistir caprichosamente ao recurso às imagens voltou a arrastar o nome do futebol pela lama, na competição mais importante do planeta e com o mundo inteiro a ver: até agora, dois jogos realizados, duas arbitragens de terceira divisão.

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Na segunda parte, o jogo voltou a ter a mesma toada. O México tentava chegar ao golo com maior insistência e o grande pormenor de Giovani dos Santos a isolar Oribe Peralta quase surtia efeito. Pouco tempo após um lance fortuito protagonizado por Assou-Ekotto que quase dava a vantagem à sua equipa (livre desviado na barreira), o México chegou ao terceiro golo, o primeiro a contar. Grande trabalho de Herrera a desmarcar Gio dos Santos, o ex-Barcelona permitiu a defesa de Itandje mas, na recarga, Peralta não perdoou. Vantagem merecida para os aztecas.

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Com a equipa de arbitragem a anular dois golos limpos a Giovani dos Santos, teve de ser Oribe Peralta a dar a vitória ao México
Fonte: raleigh.quepasanoticias.com

Em desvantagem, os Camarões mostraram-se pouco pressionantes e sem capacidade para alterar o rumo dos acontecimentos: perante o abrandamento de ritmo do México, bem ao estilo latino-americano, os homens de Volker Finke pareceram demasiado apáticos e não conseguiram imprimir a intensidade necessária. Nem quando a equipa passou a jogar com dois pontas-de-lança, após a entrada de Webó a 10 minutos do fim, a situação se alterou. Até final, destaque apenas para uma jogada perigosa pelo lado direito do ataque camaronês que a defesa contrária cortou para canto, e o bom cabeceamento de Moukandjo que Ochoa agarrou com estilo. Do lado Mexicano, Chicharito falhou completamente sozinho um golo certo, após perda de bola infantil de Nounkeu. O avançado do Manchester United já não marca pela selecção há quase um ano.

Vitória justa do México, que mesmo sem deslumbrar cumpriu o objectivo. Com este resultado, a ideia de que o segundo lugar do grupo será disputado por mexicanos e croatas ganha ainda mais força. Os Camarões jogarão contra a Croácia a continuidade neste Mundial, e terão de se mostrar mais aguerridos para conseguirem algo mais do que aquilo que fizeram nesta tarde chuvosa em Natal.

A Figura:

Herrera – O médio do FC Porto não fez uma grande temporada, mas continua a mostrar indícios de que a sua forma só poderá subir. Hoje fez um jogo inteligente tanto a atacar como a defender, mostrando toda a sua importância numa equipa jovem e em processo de renovação. A jogada do golo da sua equipa foi dele. E muito bem desenhada, por sinal.

O Fora-de-Jogo:

Arbitragem – Ontem os dois últimos golos do Brasil tiveram mão do japonês Yuishi Nishimura, hoje foi a vez de o colombiano Wilmar Roldán resolver subtrair dois golos legais ao México. No primeiro caso, a Croácia podia ter saído do jogo de abertura com grandes perspectivas de passagem para a fase seguinte, mas foi-se embora sem nada; no segundo, o México só não foi prejudicado nas contas finais porque conseguiu fazer um golo que o árbitro lá resolveu validar. As arbitragens insistem em escrever elas próprias a história dos jogos, prejudicando várias equipas. Se o objectivo da FIFA for desprover o futebol de qualquer credibilidade, diria que está a ter um enorme sucesso.

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O João Sousa anseia pelo dia em que os sportinguistas materializem o orgulho que têm no ecletismo do clube numa afluência massiva às modalidades. Porque, segundo ele, elas são uma parte importantíssima da identidade do clube. Deseja ardentemente a construção de um pavilhão e defende a aposta nos futebolistas da casa, enquadrados por 2 ou 3 jogadores de nível internacional que permitam lutar por títulos. Bate-se por um Sporting sério, organizado e vencedor.                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.