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Portugal 3-3 Espanha: Ronaldo no ponto

Pedro Machado · 3 min

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A última vez que Portugal e Espanha se encontraram no mesmo grupo aconteceu no Euro 2004. Portugal venceu e Nuno Gomes foi o herói desse jogo, ao marcar o único do jogo. 14 anos depois, mudou o resultado … e o protagonista. Foi Cristiano Ronaldo (quem mais?) que, com três golos, ajudou a resolver o jogo a favor da seleção lusa.

Tudo começou a ser construído por volta do segundo minuto de jogo. Cristiano Ronaldo, sobre a esquerda da àrea espanhola, trabalhou sobre Nacho e ganhou uma grande penalidade que viria, ele próprio, a converter.

A Espanha tremeu, cedeu espaços nas costas e Portugal esteve mais perto do segundo que La Roja do empate por via da velocidade de Gonçalo Guedes e da impetuosidade de Crisitano Ronaldo, porém, foi La Roja a alcançar a igualdade – aos 24 minutos, numa bola longa, Diego Costa ganhou (em falta, reclamou-se) sobre Pepe, trabalhou sobre a oposição de José Fonte e atirou para o fundo das redes.

Portugal conseguiu recompôr-se (com sustos pelo meio, como o remate Isco à trave). E, depois de um período em que Iniesta, David Silva e Isco fizeram a bola fluir alegremente no meio-campo português, Ronaldo e companhia conseguiram chegar ao último terço do terreno com algum critério. Numa dessas incursões, conseguiram recuperar a vantagem. Um remate de Cristiano Ronaldo, cheio de crença, à entrada da àrea, foi mal abordado por De Gea e a bola terminou no fundo das redes espanholas. Portugal conseguia o 2-1 à beira do intervalo.

Um livre para a história do Mundial
Fonte: FIFA

No regresso dos balneários, a Espanha entrou determinada em virar o encontro a seu favor e o que é certo é que conseguiu. Aos 55′, Diego Costa bisou – finalizando um lance de bola parada trabalhado por Iniesta, Isco e Busquets – e, três minutos depois, num forte disparo fora da área (que bateu em ambos os postes da baliza de Rui Patrício antes de entrar), Nacho confirmou a reviravolta no marcador.

O jogo estava quente, mas arrefeceu – a Espanha tratou de o congelar com a posse de bola. Portugal soube estar no jogo perante este contexto. Geriu as emoções à espera do momento certo para voltar a acercar-se da baliza espanhola. Aconteceu ao minuto 88′, num livre direto que aterrou na baliza espanhola em forma de ponto. O ponto conquistado por Portugal, o ponto final no jogo e o ponto final no trauma dos jogos contra os espanhóis. Hoje ninguém se lembra do golo marcado por David Villa no Mundial de 2010 nem dos penaltis do Euro 2012. Daqui em diante, encontrar Espanha vai significar lembrar o hat-trick de Cristiano Ronaldo

Portugal: Rui Patrício; Cédric, Pepe, José Fonte, Raphael Guerreiro; Bernardo Silva (Quaresma 69′), William Carvalho, João Moutinho, Bruno Fernandes (João Mário 68′); Gonçalo Guedes (André Silva 80′) e Cristiano Ronaldo

Espanha: De Gea; Nacho, Sérgio Ramos, Piqué, Jordi Alba; Busquets, Koke, Iniesta (Thiago 70′); Isco, David Silva e Diego Costa (Iago Aspas 77′)

Foto de capa: FIFA

A FIGURA

Fonte: FPF

Cristiano Ronaldo – Com um hat-trick, livrou Portugal dos traumas recentes dos jogos com Espanha. Um penalty, um remate fora da àrea e um livre que legitimam o estatuto de melhor do mundo… e um dos melhores de sempre.

Foi também de Cristiano que partiram muitas das iniciativas que fizeram Portugal acreditar no ponto – chegou a vir buscar jogo entre os centrais!

FORA-DE-JOGO

Fonte: FIFA

De Gea – Fica ligado à história do jogo pela forma como encaixou o segundo golo português à beira do intervalo. O remate de Cristiano Ronaldo saiu cheio de força, é certo, mas pedia-se outra abordagem de um dos melhores guarda-redes do mundo.

Pedro Machado

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