A CRÓNICA: POSSE DE BOLA INCONSEQUENTE

Depois de se terem defrontado na fase de qualificação e na fase de grupos do Euro 2020, Suécia e Espanha voltaram a estar frente a frente em partida do grupo B na qualificação para o próximo Mundial. Desta vez, ao contrário do nulo do Europeu, houve golos. E quem saiu a sorrir foi a Suécia, com direito a reviravolta no marcador.

O início de jogo não poderia ter sido mais eletrizante! Ainda dentro dos primeiros cinco minutos, uma jogada praticamente toda ela ao primeiro toque possibilitou que o estreante Carlos Soler abrisse o ativo, a passe de Jordi Alba. A Suécia não tardou em responder e, logo na jogada seguinte, Alexander Isak aproveitou uma falha defensiva para empatar o encontro com um potente remate à entrada da área.

A seleção orientada por Luis Enrique foi crescendo na posse de bola, como é hábito, mas acabou por se revelar inconsequente na criação de oportunidades durante o restante primeiro tempo. A Suécia, apesar de atacar menos vezes, sempre que o fizeram causaram perigo, nomeadamente nas investidas de Forsberg e Kulusevski, ora com bolas em profundidade, ora na excelente pressão à construção do adversário.

O segundo tempo até abriu com uma grande ocasião desperdiçada por Ferran Torres, mas o terceiro golo do encontro estava reservado para a formação da casa que, à passagem do minuto 57’, conseguiu mesmo dar a cambalhota no marcador. Após um belo momento individual de Dejan Kulusevski, Viktor Claesson apareceu no coração da área para alegria dos cerca de 30 mil suecos presentes no Friends Arena.

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A partir daí, o domínio espanhol intensificou-se na posse de bola, mas novamente sem o devido seguimento no último terço do terreno, de tal forma que a única oportunidade surgiu dos pés do recém-entrado Adama Traoré a meio da segunda parte. Na realidade, a Suécia até chegou a estar mais perto de marcar em jogadas de contra-ataque. O resultado não mais se alterou e, além da cambalhota no resultado, houve também lugar a uma reviravolta na classificação do grupo. A Suécia passa a somar nove pontos em três jogos, enquanto que a Espanha mantém os mesmos sete já com quatro partidas realizadas.

 

A FIGURA

Ett stort grattis till Dejan Kulusevski som idag fyller 21 år! 🎈 Hälsa Grattis till Dejan här! 😀👍 pic.twitter.com/isF4hDd4da

— Svensk Fotboll (@svenskfotboll) April 25, 2021

Dejan Kulusevski – Não marcou, é certo, mas não só deu a marcar, como foi ainda um dos elementos mais desequilibradores do jogo. Além da brilhante assistência para o golo que carimbou a reviravolta no marcador, o avançado da Juventus FC destacou-se na capacidade de drible e na leitura de jogo em relação às movimentações dos colegas, nomeadamente nas bolas colocadas em profundidade para Isak. Jogou e fez jogar!

 

O FORA DE JOGO

Gerard Moreno (@GerardMoreno9). Uno de los máximos goleadores históricos del club 🎯. Formado en la @CanteraGrogueta, ya suma 137 partidos con el #Villarreal. pic.twitter.com/Z51DnMDtj1

— Villarreal CF (@VillarrealCF) July 11, 2020

Gerard Moreno – Uma das unidades mais apagadas do encontro. A jogar fundamentalmente na ala esquerda, o avançado de 29 anos perdeu a bola por várias vezes em situações e zonas proibidas. A acrescentar a isso, falhou praticamente todos os duelos aéreos e permitiu que o adversário saísse a jogar com perigo e rapidez. Não foi, por isso, de admirar o facto de ter sido o primeiro elemento substituído, pouco depois da hora de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA

Em relação ao jogo com os espanhóis disputado há dois meses e meio, Janne Anderson optou por mudar apenas quatro jogadores no seu “onze” inicial da Suécia: Emil Krafth rendeu Mikael Lustig na lateral direita, Filip Helander entrou para o lugar de Marcus Danielson no eixo da defesa, Viktor Claesson substituiu Sebastian Larsson na ala direita e Dejan Kulusevski passou a ocupar a vaga deixada por Marcus Berg na frente de ataque.

Organizados em 4-4-2, os suecos conseguiram criar perigo fundamentalmente por via do seu jogo em profundidade, tendo como principal referência o ponta de lança Alexander Isak, mas também com uma forte aposta nos médios mais subidos em alternância nos corredores. Com linhas ligeiramente subidas, a Suécia sentiu, por vezes, algumas dificuldades em travar a rapidez das movimentações das setas ofensivas adversárias, principalmente quando a bola ainda se encontrava no meio-campo contrário, momento em que a pressão ofensiva sueca também se fez sentir.

Perante uma seleção espanhola possante mais instalada no meio-campo da Suécia, a formação de Janne Anderson acabou por defender muito tempo atrás da linha da bola, mas também sempre com o contra-ataque em mente. Foi um pouco assim quando o jogo estava empatado e voltou a sê-lo com a vantagem nórdica no marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Robin Olsen (6)

Ludwing Augustinsson (5)

Filip Helander (7)

Victor Lindelöf (6)

Emil Krafth (7)

Albin Ekdal (5)

Kristoffer Olsson (6)

Emil Forsberg (7)

Viktor Claesson (7)

Dejan Kulusevski (8)

Alexander Isak (7)

SUBS UTILIZADOS

Jens Cajuste (6)

Robin Quaison (-)

Isaac Kiese Thelin (-)

Mattias Svanberg (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Já Luis Enrique alterou cinco peças por comparação ao mais recente duelo com os suecos: César Azpilicueta substituiu Marcos Llorente na lateral direita, Eric García ocupou a vaga deixada por Pau Torres no eixo da defesa, Sergio Busquets e Carlos Soler renderam Pedri e Rodri Hernández no meio-campo, enquanto que, na frente de ataque, Gerard Moreno entrou para o lugar de Dani Olmo.

Num 4-3-3 com construção apoiada, a fluidez do triângulo do meio-campo relevou ser, por vezes, crucial para recuperar bolas, desenhar jogadas e encontrar espaços entre as linhas adversárias, principalmente nas ocasiões em que o conjunto sueco ficava mais descompensado na sua missão defensiva. Porém, isso nem sempre aconteceu, de tal forma que a disposição das peças suecas anulou alguma criatividade dos espanhóis, que cederam ainda à pressão ofensiva adversária nas tentativas de construção a partir de trás.

O conjunto espanhol entrou bem no segundo tempo, fiel à sua estratégia, mas teve de alterá-la rapidamente quando se encontrou em desvantagem no marcador. A opção por um jogo mais direto e com as substituições a trazer mais frescura ao encontro fez-se sentir nos períodos de intensidade junto da baliza contrária, mas nem sempre com o devido seguimento na conclusão das jogadas. A reação espanhola foi sol de pouca dura e a Suécia acaba por vencer justamente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unain Simón (6)

Jordi Alba (7)

Eric García (6)

Aymeric Laporte (7)

César Azpilicueta (5)

Sergio Busquets (6)

Koke (6)

Carlos Soler (7)

Gerard Moreno (4)

Álvaro Morata (5)

Ferran Torres (6)

SUBS UTILIZADOS

Adama Traoré (7)

Pablo Sarabia (6)

Marcos Llorente (6)

Rodri (-)

Brais Méndez (-)

 

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