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Uruguai
O Uruguai, liderado pelo experiente Óscar Tabárez, que comanda a Celeste desde 2006 criou uma das mais competitivas seleções Uruguaias desde a década de 90. Pelo seu historial na prova e o seu plantel, deve ser considerada uma candidata ao título. A confirmação de Suaréz (Barcelona) na prova, após a lesão contraída no último jogo da Copa do Rei, dá alento aos Uruguaios. Porém, a recuperação que pode ir até 4 semanas o afastará de quase toda a fase de grupos, além do ritmo de jogo que perde caso avancem na prova. Durante o apuramento para o Mundial de 2018, o Uruguai utilizou com mais frequência 11 jogadores que hoje lidera o grupo da América do Sul. Desses, Óscar Tabárez chamou 9 atletas para a CA, ficando de fora os experientes Martin Cáceres (Juventus) e Coates (Sporting). Ainda com a dúvida em torno do goleador máximo da Europa, o Uruguai deve estar otimista pois conta com um avançado do nível do Cavani (Paris SG) e se apresentará com jogadores de referência como: Muslera (Galatasaray); os laterais Maxi Pereira (Porto) e Alvaro Pereira (Getafe); a dupla de centrais do Atl. Madrid – Godin e Giménez; o trio “mexicano” Sánchez (Monterrey), Arévalo Rios e González (ambos do Atlas); e o Rolán (Bourdeaux). Conta com 13 jogadores da Europa, 2 campeões nacionais e 2 finalistas europeus.

Fonte: AUF
O Uruguai vem de 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas nos últimos 10 jogos. Não é, de todo, animador! Assim, o seu 1º jogo da CA com o México será determinante para as aspirações do Uruguai. As armas são o espírito de grupo, a capacidade aguerrida e o nível competitivo que demonstram em qualquer prova que participam. As fragilidades serão: não contar na primeira fase com a dupla de atacantes Suarez/Cavani, que no conjunto valeram mais de 80 golos esta época; e o cansaço acumulado deste 11 mais utilizado, que traz nas pernas 32.768 minutos jogados ao longo da época. Uma média de 2.980 minutos por jogador. As Figuras: Luis Suarez / Edison Cavani / Muslera / Godin As Promessas: J. Giménez (21) / D. Rolán (23) Prognóstico Final: 2º ao 4º Lugar
Argentina
A Argentina vai-se apresentar na máxima força. Uma equipa bastante experiente com média de idades entre os 27 e 28 anos. O treinador Tata Martino não facilitou nas escolhas e vai levar os melhores para conseguir a 15ª CA, título que foge à Argentina desde 1993. Depois do 2º lugar alcançado no Mundial de 2014, a Argentina mudou de selecionador. Embora, os resultados não sejam assim tão esclarecedores, apenas perdeu 1 dos últimos 10 jogos, tendo conseguido 5 vitórias e 4 empates. Os 11 jogadores mais utilizados por Martino no apuramento para o Mundial de 2018 estarão presentes na CA. Ótimo para manter as rotinas de jogo e o entrosamento desejado para vencer. Ainda que o incontornável Messi (Barcelona) não tenha feito parte desses 11 jogadores mais utilizados, a Argentina tem muito por que sorrir. O elenco é de luxo: Romero (Man. Utd); os laterias Mercado (River) e Rojo (Man. Utd); Otamendi (Man. City) e Funes Mori (Everton); Banega (Sevilha), Biglia (Lazio) e Mascherano (Barcelona); mais os avançados Di Maria (PSG), Lavezzi (China Fortune) e Higuaín (Nápoles). Se juntarmos Pastore (PSG), Fernández (Atl. Madrid), Gaitán (Benfica), Lamela (Tottenham) e Aguero (Man. City) temos uma incontestável e mais que temível equipa de reis da bola. Esta seleção não pode ambicionar menos que a faixa de Campeão. É o mais sério candidato ao título. Dos 23, 17 jogam ao mais alto nível na Europa e tem 5/6 campeões nacionais, tem campeões de Taças Nacionais e da Europa. Se há oportunidade para voltar a conquistar a CA, é esta! No entanto, as últimas informações sobre a Argentina são reais ameaças a esta possibilidade. A mais recente se prende com a lesão contraída pelo astro da equipa – Messi – no último jogo de preparação frente às Honduras. Tudo leva a indicar que se recuperará rapidamente, mas não sabemos para quando o regresso e o quanto afetará o seu desempenho. A outra notícia é a mais preocupante, pois a Federação Argentina ameça não participar da CA devido ao um caso de investigação e suspensão, de 90 dias, interposta pelo Governo Federal a uma eventual corrupção dentro da Associação de Futebol Argentina (AFA). A acontecer, seria decepcionante para os amantes do futebol argentino.

Fonte: AFA
As armas são a qualidade técnica individual da equipa, as inúmeras soluções ou quantidade de jogadores de classe presentes e a capacidade ofensiva que apresentam os seus jogadores em marcar golos – mais de 130 golos esta época: Di Maria (15), Messi (41), Aguero (29), Higuain (38) e Lamela (11). As fragilidades poderão ser o fato de ter muitos jogadores de qualidade no banco, que poderão criar alguns conflitos internos por não jogarem o desejado e o cansaço acumulado dos 11 jogadores mais utilizados: 30.685 minutos jogados ao longo da época. Uma média de 2.790 minutos por jogador. as Figuras: Messi / Di Maria / Higuaín / Aguero As Promessas: Matías Kranevitter (22) / Erik Lamela (24) Prognóstico Final: 1º Lugar
Chile
A seleção do Chile é muito provavelmente a par da Colômbia e da Bélgica uma das seleções que mais mediatismo tem recebido dado o seu recente crescimento futebolístico estupendo. Atualmente, o Chile ocupa um incível 3º posto no Ranking FIFA. Sabemos que para tal, muito dependeu da conquista da Copa América de 2015. A primeira conquistada pelo Chile em 100 anos de história. No entanto, podemos dizer que nos últimos 10 anos o Chile tem crescido imenso. Neste período, chegou às oitavas de final em dois Mundiais, chegou nas quartas de final em 3 edições da Copa América e venceu-a por uma vez. Para estes resultados muito contribuiu o reconhecimento da qualidade do jogador chileno! Hoje, o jogador Chileno é uma jogador mais maduro, mais competitivo e mais desejado. A par do Equador e do Uruguai, também o Chile terá uma das melhores gerações de sempre do seu país. Pelo menos nos últimos 30/40 anos. São já mais do que alguns os jogadores conhecidos mundialmente e que representam equipas do topo do futebol mundial. Com certeza que o ex-treinador argentino Sampaoli, durante os 4 anos que assumiu a seleção, teve grande preponderância para o surgimento da qualidade do jogo da seleção do Chile. Atualmente, a seleção está ao cuidado de um ex-jogador espanho-argentino conhecido mundialmente: Juan Antonio Pizzi. Pizzi, ainda só fez dois jogos oficiais com o Chile, mas não será menos que inteligente se mantiver a filosofia de jogo e a espinha dorsal desta equipa vencedora. Importa referir que nos últimos 10 jogos, o Chile venceu 6, empatou 2 e perdeu apenas 2. Dos 11 jogadores mais utilizados no apuramento para o Mundial da Russia foram convocados 10. A única ausência desse onze base é Valdivia (Al Wahda). Sem medo de dizer: o Chile tem uma equipa sensacional, muito ambiciosa para surpreender e pronta a lutar pelo menos pelas meias finais. São eles: Claudio Bravo (Barcelona); os defesas Gonzalo Jara (Uni. Chile), Jean Beausejour (Colo-Colo), Eugenio Mena (São Paulo) e Mauricio Isla (Marselha); os médios Arturo Vidal (Bayern), Gary Medel (Inter) e Francisco Silva (Chiapas); e os avançados Alexis Sánchez (Arsenal); Eduardo Vargas (Hoffenheim). Além destes conta ainda com jogadores experientes, como: Matíaz Fernández (Fiorentina); Pablo Hernández, Fabián Orellana e Marcelo Díaz (os três do Celta de Vigo), Felipe Gutiérrez (Twente) ou Mauricio Pinilla (Atalanta). Dos 23 escolhidos, o Chile conta com 14 jogadores “Europeus” mais que habituados a palcos de grandes decisões. O Chile terá uma palavra séria a dizer na CA! Logo na estreia terá o jogo decisivo do grupo. Depois de ter vencido a anterior CA à Argentina e de ter perdido o jogo em casa no apuramento para o Mundial 2018, qual será o desfecho deste jogo?

Fonte: Facebook Alexis Sanchez
As armas são a qualidade individual da equipa, a capacidade criativa e o nível de intensidade que habitualmente empenham nos jogos, as muitas soluções qualificadas darão segurança na defesa de um futebol bem jogado. As fragilidades são a qualidade/competência defensiva da equipa, pois sofre golos em praticamente todos os jogos e a alternância entre sistemas de jogo 1-3-5-2 ou o 1-4-4-2 (sistemas de jogo utilizados nos últimos dois jogos) poderá implicar instabilidade no padrão de jogo. Os 11 jogadores mais utilizados vêm com um acumulado de: 29.142 minutos ao longo da época. Uma média de 2.649 minutos por jogador. As várias opções poderão colmatar um eventual cansaço! as Figuras: Arturo Vidal / Mauricio Isla / Gary Medel / Alexis Sanchez / Claudio Bravo As Promessas: Enzo Roco (23) / Paulo Díaz (21) / Nicolás Castillo (23) / Erik Pulgar (22) Prognóstico Final: 3º ou 4º Lugar
México
Quero acreditar que o México, em solo americano, esteja com uma motivação extra para apresentar um melhor desempenho do que aquele que teve na CA do Chile ano passado! Num grupo onde tem como grande adversário o Uruguai, o primeiro jogo será determinante pois colocará o México em confronto com este candidato ao título. Juan Carlos Osório, treinador Colombiano que deixou o São Paulo FC para assumir a seleção do México em Novembro de 2015, realizou 6 jogos até ao momento tendo vencido todos, marcado 13 golos e sofrido 0! Marca interessante, que abre excelentes expectativas para esta CA. Com um conhecimento mais aprofundado do plantel, Osório, chamou os 11 jogadores mais utilizados, até ao momento, durante a fase de apuramento para o Mundial. São eles: Alfredo Talavera (Toluca); Diego Reyes (Real Sociedad), Héctor Moreno (PSV), Miguel Layún (Porto) e Paul Aguilar (América); Jesus Molina (Santos Laguna), Héctor Herrera (Porto) e Andrés Guardado (PSV); Jesús Corona (Porto), Raul Jiménez e Chicarito Hernández (Leverkusen). Embora o guarda-redes Guillermo Ochoa (Málaga) tenha jogador menos que Talavera, creio que assumirá a titularidade. Assim como Oribe Peralta (América) também possa assumir maior preponderância além de suplente. As grandes ausências são Carlos Vela (Real Sociedad), os irmãos Jonathan dos Santos (Villarreal) e Giovani dos Santos (LA Galaxy) e Marco Fabian (Eintracht). Embora sejam jogadores talentosos, valha a verdade que não têm sido verdadeira opções para Juan Carlos Osório. Dos 23 convocados, 9 jogadores atuam na Europa e todos os outros no México. Sabendo que o futebol mexicano, a par dos seus jogadores domésticos, representa um futebol com entusiasmo, intensidade e verticalidade no jogo imagino uma seleção mexicana deixando o corpo e alma no campo. Encontro-me com algum otimismo em acompanhar este México, acreditando que possa fazer uma “gracinha” nesta CA. Quartas-de-final é o mínimo exigido a esta seleção. O México vem de uma surpreendente série de 18 jogos sem perder. Nos últimos 10 jogos realizados conseguiu 8 vitorias seguidas e apenas 2 empates. Encontra-se há 7 jogos sem sofrer golos. Depois da sua tímida participação na Copa América do Chile, no ano passado, venceu a Gold Cup e a Concacaf Cup e está liderando o Grupo A do Apuramento Concacaf para o Mundial da Russia. As armas são o momento de forma que atravessa, o fato de estar na máxima força com jogadores técnicamente evoluídos e de estar extramemente motivada por jogar em solo americano.

Fonte: Facebook Rafa Marquez
As fragilidades diria que poderá ser o setor defensivo, embora até ao momento se tenha demonstrado exemplar com nenhum golo sofrido nos últimos 7 jogos realizados. Embora considere que é um grupo equilibrado em todos os setores, a sua participação na CA do Chile em 2015 abre a susceptibilidade a todos os cenários possíveis. Os 11 jogadores mais utilizados vêm com um acumulado de: 34.454 minutos ao longo da época. Uma média de 3.132 minutos por jogador. É seleção que mais minutos tem acumulados. Será que se fará sentir o cansaço no nível competitivo deste 11 base?! as Figuras: Andrés Guardado / Héctor Moreno / Chicarito Hernández As Promessas: J. Corona (23) / Diego Reyes (23) / H. Lozano (20) / Jürgen Damm (22) Prognóstico Final: 3º ou 4º Lugar








