A CRÓNICA: O SONHO EUROPEU ADIADO PARA O PLAY-OFF

Os portugueses nunca sonharam em conseguir conquistar algo perto do Mar do Norte, mas a verdade é que passava por lá a primeira tentativa de viajar até Inglaterra (mesmo com todas estas restrições de voos a partir de Portugal para lá), o país que organizará o próximo europeu. As guerreiras da seleção portuguesa feminina não tinham tarefa fácil no gelo finlandês e foi isso que se revelou nos primeiros minutos.

A primeira parte foi dominada pelo equilíbrio de duas seleções que estavam em primeiro, mas que sonhavam com o Europeu. Com apenas uma oportunidade para cada lado e nem na baliza tinham acertado. Foram 45 minutos mornos, se isso era possível com as temperaturas negativas que se verificavam em Helsínquia, e voltava tudo ao balneário com um nulo.

Volvidas para se jogar mais 45 minutos, vem um autêntico tornado finlandês com tanta pressão e domínio que pouco se viu das comandadas de Francisco Neto. O perigo pairava perto da baliza de Patrícia Morais e não fosse a “aselhice” havia uma situação muito complicada para as portugueses. A guarda-redes portuguesa foi ainda o anjo da guarda para que duas bolas totalmente cantadas acabassem por entrar na sua baliza.

As portuguesas ainda tiveram duas boas oportunidades com Diana Silva a cabecear para a  baliza, mas à figura de Korpela e a última por Jéssica Silva que rematou e desviou em Koivisto, quase traindo a própria guarda-redes para o golo português. Porém, a bola não quis lá entrar.

Anúncio Publicitário

Já estamos habituados a passar sempre por dificuldades máximas, seja em que aspeto da vida, e no futebol não é contrário. O jogo é até à árbitra apitar e Linda Sällström, que tanto tempo esteve anulada por parte das portuguesas, fez um autêntico “golaço” com uma chapelada a Patrícia Morais, dando o balde de água fria que não precisávamos.

Aos 93 minutos, a avançada carimbou a passagem direta da Finlândia para o Europeu e relegou Portugal para o segundo lugar, com poucas possibilidades (ou diria mesmo uma tarefa impossível) de passar como melhores segundas de todos os grupos. Ainda assim, as portuguesas têm o play-off para vencer para irem ao Europeu de Inglaterra.

 

A FIGURA

Linda Sällström – Já o tinha feito quando tinha jogado em solo português, a avançada finlandesa deu novamente pesadelos à defensiva da seleção de Portugal com um golo aos 93 minutos. A grande figura da seleção da Finlândia marcou o nono golo na qualificação e este foi, sem dúvida, o mais importante, pois, deu a qualificação direta. Não esteve muito em jogo – e muito por culpa da defesa portuguesa -, mas apareceu no momento certo e merece esta distinção.

O FORA DE JOGO

Último minuto de Portugal – O corte defeituoso acabou por ser fatal e parecia que já se estava a pensar no próximo jogo frente à Escócia. Tanto pode ser no primeiro como no último, mas sendo quase ao acabar é muito doloroso. Aconteceu o que não podia acontecer e o sonho de passar de forma direta acabou por desvanecer numa grande bola. É acreditar que no play-off vamos conseguir o nosso bilhete.

 

ANÁLISE TÁTICA – FINLÂNDIA

A Finlândia acabou por dar duas faces de si própria e acabou por ter duas táticas diferentes. Anna Signeul, treinadora finlandesa, apostou num 4-2-3-1 nos momentos mais ofensivos com Linda Sallstrom a ser a referência mais avançada. Ainda assim, havia uma alternância com um 4-3-2-1 a defender e sempre que alguma jogadora portuguesa aparecia solta a meio campo havia sempre a compensação de uma das duas médias mais avançadas no terreno.

Houve uma grande aposta na tentativa de aproveitar a profundidade nas costas da defensiva portuguesa, mas sem grande sucesso. As finlandesas estavam a ter muito mais sucesso na aposta de jogar nas alas com Engman e Oling para que depois acabassem por tentar o cruzamento como opção mais viável.

Na segunda parte, a passagem de Engman para o lado esquerdo estava a desequilibrar muito a defensiva portuguesa. Aliás, foi por aí que as finlandesas tiveram mesmo as melhores oportunidades vindas, quase sempre, dos pés da número sete. A pressão alta, principalmente à defesa, deram o ouro à finlandesas quando mais precisavam.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tinja-Riikka Korpela (5)

Tuija Hyyrynen (5)

Anna Westerlund (5)

Natalia Kuikka (5)

Emma Koivisto (6)

Emmi Alanen (5)

Eveliina Summanen (5)

Adelina Engman (8)

Sanni Franssi (6)

Ria Oling (5)

Linda Sällström (8)

SUBS UTILIZADOS

Amanda Rantanen (5)

Kaisa Collin (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Francisco Neto a apostar num 4-3-3 e em relação à última partida para a qualificação europeia houve algumas alterações, porém, a entrar com uma equipa muito similar à do encontro frente à Escócia. O selecionador nacional apenas Andreia Norton tinha substituído Fátima Pinto. Além disso, as portuguesas acabavam também por variar num 4-4-2, onde Cláudia Neto acabava por baixar para conseguir construir no miolo do campo.

Portugal procurava construir a partir da defesa, mas sempre a querer explorar o lado esquerdo, sobretudo com a solicitação de Ana Borges. Quando não se jogava pelo lado esquerdo, Cláudia Neto era quem mais pegava no jogo para conseguir desequilibrar o meio-campo finlandês e conseguir distribuir jogo da melhor forma.

Com a entrada de Jéssica Silva, Ana Borges acabou por ocupar a posição de Mónica Mendes e Francisco Neto queria dar mais velocidade, conseguindo também ter mais bola no meio campo adversário. Foi o momento em que Portugal subiu mais as suas linhas para sair da Finlândia com os três pontos. Porém, não acabou por acontecer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrícia Morais (7)

Mónica Mendes (7)

Carole Costa (6)

Sílvia Rebelo (5)

Joana Marchão (5)

Dolores Silva (6)

Tatiana Pinto (5)

Andreia Norton (7)

Cláudia Neto (7)

Diana Silva (5)

Ana Borges (5)

SUBS UTILIZADOS

Jéssica Silva (5)

Fátima Pinto (5)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome