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Foi em Wembley, local da final do Euro 2020, que a Seleção Inglesa iniciou a sua caminhada até à competição. Pela frente, tinha uma ex-campeã, a República Checa (ex-Checoslováquia, nome que tinha quando levantou o troféu). Uma Inglaterra recheada de talentos jovens e entusiasmantes defrontava uma equipa que passa por uma dura fase de transição, após a geração de ouro de Tomas Rosicky e Petr Cech.

E o futebol que se viu espelhou esta diferença geracional. Os britânicos, que hoje largaram o sistema de três de defesas que usaram no Mundial, mostravam-se irreverentes. Gareth Southgate não teve medo e lançou Jadon Sancho no onze inicial. A jogar num 4-3-3 aparentemente ortodoxo, os homens de branco apresentaram uma dinâmica que agradou até aos adeptos ingleses, conhecidos por serem particularmente duros com a sua Seleção Nacional.

Kane atira para o segundo golo da noite                                                                                                Fonte: FA

Hoje, um homem deixou Wembley a vibrar: Raheem Sterling. Foi o jogador do Manchester City, o jogador que é constante alvo de críticas por parte da imprensa britânica, que deu o mote para a vitória. Aos 24 minutos, correspondia a um passe de Sancho e, isolado em frente da baliza, fazia o 1-0. Kane ainda escreveu o seu nome no marcador, marcando uma grande penalidade aos 46 minutos da primeira parte, mas na segunda metade Sterling brilhou novamente. Aos 62 minutos, os defesas checos deram ao homem que é capaz de fazer tudo o tempo para fazer o que quisesse. Recebeu a bola, rodou, rematou e fez o 3-0. Seguir-se-ia outro golo de sua autoria, seis minutos depois: um remate fora da grande área checa desvia em Celutska e engana o guarda redes Pavlenka. Uma República Checa sem identidade, de cabeça perdida, ainda veria o seu capitão, Tomas Kalas, a marcar um auto-golo. O central foi incapaz de aliviar a bola após um remate ao poste e empurrou o esférico para a sua própria baliza. 5-0, resultado final.

A Seleção mais regularmente criticada pelos adeptos ingleses ganha o seu primeiro jogo desta fase, graças ao inglês mais regularmente criticado pelos adeptos ingleses. Numa competição cuja final será em Terras de Sua Majestade, os homens de Gareth Southgate quiseram mostrar que a célebre frase “It’s Coming Home” talvez continue a ter razão de ser.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Inglaterra: J.Pickford; K. Walker; M. Keane; H. Maguire; B. Chilwell; E. Dier (R. Barkley 17’); J. Henderson; D. Alli (D. Rice 63’); J. Sancho; R. Sterling (C. Hudson-Odoi 70’); H. Kane

República Checa: J. Pavlenka; P. Kaderabek; O. Celutska; T. Kalas; F. Novak; D. Pavelka; T. Soucek; J. Jankto (M. Vydra 46’); V. Darida (L. Masopust 67’); Gebre Selassie; P. Schick (M. Skoda 82’)

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