A CRÓNICA: EQUILÍBRIO NA PRIMEIRA PARTE, CONSITÊNCIA DEFENSIVA DE PORTUGAL NO SEGUNDO TEMPO

Portugal e França voltaram a encontrar-se, quatro anos depois da final do Euro’2016, num autêntico duelo de campeões, desta feita numa partida referente à 3ª jornada do grupo 3 da Divisão A da Liga das Nações.

Num Stade de France limitado a 1000 espetadores, e onde a seleção lusa já foi bastante feliz, a partida começou com grande equilíbrio entre as duas formações. Ao longo do primeiro tempo foram poucas as oportunidades efetivas de golo para ambos os lados, com as equipas a anularem-se uma à outra. Ainda assim, a formação das quinas foi um pouco superior, demonstrando uma maior inteligência tática e fluidez de jogo.

No regresso dos balneários para o arranque do segundo tempo, Portugal mostrou dificuldades em entrar no jogo, abriu-se mais e mostrou-se menos compacto, o que permitiu à formação gaulesa aproximar-se da baliza lusa. Os gauleses entraram pressionantes nos primeiros minutos, aproveitando alguns desequilíbrios no meio campo português, mas a linha defensiva lusa tomou conta do recado, com os centrais Rúben Dias e Pepe a estancarem as iniciativas ofensivas individuais e coletivas do adversário. Portugal também se mostrou pouco assertivo na manobra ofensiva, apesar de ainda ter colocado a bola na baliza defendida por Lloris, por intermédio de Pepe, mas com o lance a ser anulado por fora de jogo.

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No final da partida registou-se o empate no marcador, com as equipas a dividir os pontos desta disputa. Com este resultado Portugal mantém-se como líder do grupo fruto da diferença de golos, e em igualdade pontual com os franceses, ambas com sete pontos.

 

A FIGURA

Rúben Dias e Pepe – A dupla de centrais da seleção portuguesa fez um grande jogo, impedindo a maior parte das iniciativas francesas com grande eficácia e com cortes decisivos. Ambos mostraram um grande entendimento e consistência.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – O capitão da formação das quinas fez um jogo muito apagado, tendo sido incapaz de ajudar a seleção lusa na manobra ofensiva, tanto por falta de rendimento, como pela marcação efetuada pelos defesas franceses.

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A formação gaulesa entrou em campo disposta num 4-4-2, com os homens do meio campo a formarem um losango. Os homens mais destacados do lado dos franceses foram Pogba e Mbappé, principalmente na segunda parte. Depois de uma primeira parte bastante dividida por ambas as seleções, a França superiorizou-se no segundo tempo, mostrando-se mais pressionante e com melhor controlo da posse de bola. Foram conseguindo aproximar-se com alguma insistência da baliza portuguesa mas, tal como para os adversários, as oportunidades de golo foram escassas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (7)

Pavard (7)

Varane (7)

Kimpembe (7)

Hernández (7)

Kanté (7)

Rabiot (6)

Pogba (7)

Griezmann (6)

Mbappé (6)

Giroud (6)

SUBS UTILIZADOS

Martial (6)

Coman (-)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos não fez alterações táticas de maior, apresentando a seleção nacional a jogar no seu habitual 4-3-3. Nos primeiros 45 minutos a formação das quinas apresentou-se muito fechada, anulando eficazmente as iniciativas francesas de chegar à baliza defendida por Rui Patrício e conseguindo controlar grande parte do ritmo da partida. Consequentemente, não conseguiu criar perigo junto da baliza gaulesa. Já no segundo tempo, a equipa entrou no jogo menos compacta, acusando a alta mobilidade dos jogadores franceses, mas Pepe e Rúben Dias foram estancando as ofensivas de Mbappé e Griezmann, principalmente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrício (7)

Semedo (7)

Pepe (7)

Dias (7)

Guerreiro (7)

Danilo (7)

Fernandes (6)

Carvalho (6)

Ronaldo (6)

João Félix (6)

Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Jota (6)

Sanches (6)

Moutinho (-)

Cancelo (-)

Trincão (-)