A CRÓNICA: REVIRAVOLTA ÉPICA COLOCA FRANÇA NA FINAL DA LIGA DAS NAÇÕES

Depois da vitória da Espanha, restava saber quem se juntaria à final da segunda edição da Liga das Nações: Bélgica ou França. A número um do ranking de seleções contra a campeã mundial, certamente um jogo a não perder.

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Nos primeiros minutos, as duas equipas encaixaram-se, perfeitamente, a nível tático, demonstrando um jogo de grande equilíbrio, salvo alguns momentos de pura genialidade. Ambas as formações andavam às voltas num “carrossel estratégico” sem conseguir encontrar quaisquer soluções.

Contudo, os “Diabos Vermelhos” viriam a crescer cada vez mais no jogo e a mira belga já estava colocada na baliza adversária. Aos 37 minutos, o disparo final chegou. Yannick Carrasco deixa Pavard pelo caminho e remata rasteiro ao canto da baliza com Hugo Lloris em modo “espetador” (1-0). Quatro minutos depois, Romelu Lukaku embarca numa jogada individual espantosa e faz o segundo golo com régua e esquadro num angulo dificílimo (2-0). O inferno dos “Diabos Vermelhos aquecia”, e de que maneira! Seria vingança das meias-finais do Mundial de 2018?

No segundo tempo, em resposta à desvantagem no marcador, os franceses montaram um verdadeiro cerco ao quintal belga, assumindo as rédeas da partida. Acabaria por dar certo, pois, aos 69 minutos, a partida já estava empatada. Primeiro, por Karim Benzema ao rodopiar e marcar e, depois, por Kylian Mbappé de grande penalidade, no seu jogo 50 pela seleção francesa.

A reviravolta estava “on”. E tinha de ser uma perfeita, com o terceiro golo a chegar aos 90 minutos por Theo Hernández. Uma partida com um enredo digno de filme coloca a França na final da Liga das Nações, prevista para domingo frente à Espanha. Tal como disse no início, “certamente um jogo a não perder”.

 

A FIGURA

Segunda parte da França – Depois de jogarem 45 minutos sob controlo belga, os franceses retomaram a partida com uma atitude impecável. Com uma presença muito forte no último terço adversário, a França construiu as bases para uma reviravolta perfeita levada a cabo por Karim Benzema, Kylian Mbappé e Theo Hernández. A segunda parte foi inteiramente francesa.

 

O FORA DE JOGO

Youri Tielemans (Bélgica) – Não esteve mal na primeira parte, mas a segunda foi para esquecer. Uma série de perdas de bola e um penálti cometido. Foi neste seguimento que Youri Tielemans foi substituído aos 70 minutos, numa exibição muito pobre na retoma da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Nas meias-finais da segunda edição da Liga das Nações, Roberto Martínez preparou a sua seleção num 3-4-3 para defrontar a campeã mundial França. No primeiro tempo, o jogo começou equilibrado, mas os belgas acabariam por dominar com dois golos. Não faziam uma pressão alta, mas apresentaram uma ótima reação à perda. No momento ofensivo, Hazard e De Bruyne foram as principais referências de construção com ambos a vir das faixas laterais ao meio, muitas vezes. Entretanto, Romelu Lukaku fixava-se na frente com excelentes movimentos de rutura. Em relação ao processo defensivo, os belgas defendiam em 5-2-3 com Castagne e Carrasco a recuar e formar a linha de cinco.

Na segunda parte, o cenário seria totalmente diferente com os franceses a encostar os belgas às cordas. Foram-se abaixo, tiveram muitas perdas de bola e defenderam a maior parte do tempo, vendo as suas hipóteses e esperanças a dissipar-se com um golo aos 90 minutos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Jan Vertonghen (7)

Jason Denayer (7)

Toby Alderweireld (6)

Yannick Carrasco (7)

Youri Tielemans (5)

Axel Witsel (7)

Timothy Castagne (6)

Eden Hazard (7)

Romelu Lukaku (7)

Kevin de Bruyne (8)

SUBS UTILIZADOS

Hans Vanaken (6)

Leandro Trossard (6)

Michy Batshuayi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Só uma seleção poderia juntar-se à Espanha para a grande final. Didier Deschamps apostou num 3-4-1-2 para a França conseguir esse feito. E a verdade é que conseguiu. No primeiro tempo, produziram alguns momentos de perigo, mas foram os belgas que estiveram por cima do jogo. Partiam de uma linha a três com Lucas Hernández, Raphael Varane e Jules Koundé, seguido de um Adrien Rabiot mais recuado e um Paul Pogba a iniciar a fase de construção. Benjamin Pavard e Theo Hernández exploraram a largura e estavam projetados nas alas. Por fim, Antoine Griezmann liderava muitas vezes a transição, atrás de Kylian Mbappé e Karim Benzema. A segunda parte foi da França com uma superioridade bastante evidente, com a maioria dos seus homens empregados no meio-campo adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (7)

Lucas Hernández (7)

Raphael Varane (7)

Jules Koundé (7)

Theo Hernández (7)

Adrian Rabiot (6)

Paul Pogba (7)

Benjamin Pavard (6)

Antoine Griezmann (7)

Kylian Mbappé (9)

Karim Benzema (8) 

SUBS UTILIZADOS

Aurélien Tchouaméni (7)

Jordan Veretout (-)

Léo Dubois (-)

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