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No Estádio De Kuip, em Roterdão, estava agendado um dos grandes jogos da Liga das Nações, a contar para o grupo 1 da Liga A: o Holanda-França, que nos traz à memória nomes como Cruijff, Zidane, Van Basten, Thierry Henry, etc., é de fazer crescer água na boca e confirmou todas as expetativas depositadas neste confronto. A Laranja Mecânica, que atravessa um momento incrível, bateu por 2-0 uma seleção francesa muito longe do que apresentou na Rússia e que ninguém diria que saiu de território soviético com o ouro.

A seleção holandesa entrou na partida com ganas de vencer, com a primeira situação de perigo a surgir logo aos dois minutos: Depay, após passe frontal de Marten de Roon, jogou atrasado para Wijnaldum, que testou a atenção de Lloris. Os holandeses começavam, aos poucos, a instalar-se no meio-campo francês, com um futebol de posse comandado pelo jovem Frenkie de Jong.

Aos 10 minutos, foi a vez da seleção francesa visar a baliza contrária: Lucas Digne, do lado esquerdo, cruzou a bola para Griezmann, que cabeceou à figura de Cilessen. Contudo, esta chegada à área holandesa por parte dos franceses seria uma rara exceção, tanto no primeiro tempo, como ao longo do encontro. Ronald Koeman, ciente das dificuldades que a seleção gaulesa poderia criar, montou uma equipa muito personalizada e capaz de estar à altura dos acontecimentos.

Perante uma atmosfera incrível na “Banheira de Roterdão”, a França procurava equilibrar as contas do jogo, com Kanté a revelar-se um dos homens mais ativos na tentativa de saída para o ataque. Aos 28 minutos, a fazer lembrar o golo marcado à Argentina no Campeonato do Mundo da Rússia, Pavard disparou de longa distância, mas a bola saiu alguns centímetros por cima do travessão.

Até ao apito para o intervalo, a Holanda foi senhora de si própria e chegou à vantagem aos 44 minutos, pelo intermédio de Wijnaldum: bola levantada para a área por de Jong, falha de comunicação entre N’Zonzi e Varane e o esférico a espirrar para os pés de Ryan Babel; o jogador do Besiktas rematou rasteiro para uma grande defesa de Lloris, que não conseguiu negar o golo a Wijnaldum, a aproveitar da melhor maneira a recarga.

A Laranja Mecânica ia dominando os gauleses e chegava ao intervalo em vantagem
Fonte: KNVB

Na segunda parte, os holandeses aproveitaram a falta de ideias e a passividade dos franceses para tomarem conta do jogo, não deixando a equipa de Deschamps respirar. Os bleus, que precisavam do empate para garantir a passagem à Final Four da competição, não conseguiam contrariar o ímpeto ofensivo holandês. Nos primeiros três minutos da meia hora final, Lloris teve novamente de dizer “presente”, após as ameaças dos defesas Van Dijk e Dumfries.

A casa do Feyenoord, que ia assistindo a uma Holanda avassaladora, via também a rendição dos adeptos do desporto-rei à qualidade tremenda de Memphis Depay. Aos 73 minutos, o craque do Lyon, na execução de um livre, obrigou Lloris a mais uma boa defesa. Dois minutos volvidos, Depay fez o que queria de Pavard e atirou fortíssimo à baliza francesa, com o guardião do Tottenham a defender para canto. Na conversão do mesmo, o ex-Manchester United bateu à maneira curta para a devolução de Bergwijn, e disparou um verdadeiro míssil, mas sem dilatar os números do encontro.

A noite era laranja e, quando o relógio já passava dos 90, a seleção de Koeman fez o segundo e pôs um ponto final no desafio. Dois minutos após uma excelente oportunidade de de Jong ser travada pelas luvas de Lloris, o árbitro Anthony Taylor assinalou grande penalidade a favor da Holanda. Memphis Depay, a mostrar que tem sangue frio, coroou uma exibição espantosa com um penálti à panenka.

A Holanda empurra assim a Alemanha para a Liga B, a ser jogada em 2020/2021, e, caso vença a seleção de Joachim Löw, segue para a Final Four da Liga das Nações. Já os franceses, que continuam a liderar o grupo, encontram-se dependentes do jogo da próxima segunda-feira, em que a seleção alemã recebe a Laranja na Veltins-Arena, em Gelsenkirchen.

 

ONZES INICIAIS:

Holanda: Cilessen, Dumfries, de Ligt, Van Dijk, Blind; Wijnaldum (Vilhena 89’), de Roon, de Jong; Bergwijn (Promes 86’), Babel (Aké 90+2’), Depay.

França: Lloris, Pavard, Varane, Kimpembe, Digne; N’Zonzi (Ndombélé 81’), Kanté, Matuidi (Sissoko 65’), Mbappé; Griezmann, Giroud (Dembélé 65’).

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