Na próxima quinta-feira, arranca mais uma edição do campeonato do mundo de clubes. Uma competição maioritariamente vencida por clubes europeus e que tem o Real Madrid CF como vencedor das últimas três edições. Esta edição, como é habitual, tem o campeão da Europa como grande favorito, mas há dois campeões do continente americano e um campeão asiático que prometem aguçar o apetite aos apaixonados por futebol.

Os participantes são: Liverpool FC (campeão da Europa); CF Monterrey (campeão da América Central e do Norte); CR Flamengo (campeão sul-americano); Al Hilal (campeão asiático); Espérance de Tunis (campeão africano); Hienghène Sport (campeão da Oceânia); Al Sadd SC (representante do país anfitrião e atual campeão do Qatar).

A competição começa com uma eliminatória entre o clube da “casa” e o campeão da Oceânia. O Hienghène Sport deverá ter poucas hipóteses perante o Al Sadd. A equipa campeã do Qatar, orientada pela ex-estrela da seleção espanhola e do FC Barcelona, Xavi Hernández, tem uma base sólida da seleção nacional do país no seu plantel. Em 2022, o Qatar estará no Mundial e, portanto, tem vindo a subir o nível dos seus atletas e, em consequência, da sua seleção, gradualmente. Xavi conta com craques da seleção nacional do Qatar, como Akram Afif ou Hasan Al Haydos, ou o argelino Baghdad Bounedjah, ou mesmo o experientíssimo espanhol Gabi, antigo vencedor da liga espanhola e da Liga Europa pelo Atlético Madrid. Já o campeão da Oceânia, que pertence à Nova Caledónia, tem uma equipa modesta e dificilmente vai passar a primeira eliminatória.

Muitos sonham com uma final Flamengo vs Liverpool, mas Monterrey pode surpreender
Fonte: CF Monterrey

O vencedor do Al Sadd vs Hienghène Sport, vai enfrentar o CF Monterrey, do México, campeão da CONCACAF, nos quartos de final da competição. Os mexicanos já têm outro tipo de pedigree. Orientados pelo argentino Antonio Mohamed, com craques como Vincent Janssen, Pabón, Funes Mori, Urreta, Rodolfo Pizarro, Maximiliano Meza, César Montes, entre outros. Equipa ofensiva, com muita qualidade individual, e com capacidade para derrotar, num bom dia, os brasileiros de Jesus e os ingleses de Klopp.

A outra partida dos quartos de final, vai opor os árabes, campeão da Ásia, Al Hilal de Lucescu, ao Espérance de Tunis, da Tunísia, campeão africano. Com muito talento africano e asiático de parte a parte, destacam-se Gomis, Giovinco e Carrillo do lado árabe e que, devido à maior experiência e andamento, podem traçar a diferença. No entanto, esta eliminatória será muito disputada.

Nas meias finais, já entram os tubarões. Os “reds” com o trio Salah, Firmino e Mané, apoiados por Alisson, Alexander-Arnold ou van Dijk, são, indubitavelmente, de outro nível e dificilmente serão derrubados. Apesar de Al Hilal, Monterrey e Flamengo terem muita qualidade, critério base e suficiente para surpreenderem numa partida qualquer adversário do mundo, se a equipa de Klopp estiver ao seu mais alto nível, o Liverpool FC levará o primeiro título mundial da sua história de forma inequívoca, tal como o Real Madrid CF arrecadou os últimos três troféus em disputa.

Liverpool está ainda mais forte que a época passada e a Premier League é a maior prova disso
Fonte: Liverpool FC

Quanto à turma brasileira, orientada por Jorge Jesus, vem de “pelo na venta”, movida por toda a esperança dos seus milhões de adeptos, e com uma motivação enorme após uma reviravolta na reta final do encontro decisivo da Libertadores e uma recuperação notável no Brasileirão. Para além de toda a energia anímica, os brasileiros têm um treinador de classe mundial e um plantel de luxo, considerado mesmo um dos melhores plantéis das últimas décadas do futebol sul-americano. Há experiência e muitos jogadores titulados, como Rafinha ou Filipe Luís, para além de imensa qualidade e juventude em Gabriel Barbosa, Bruno Henrique ou Arão.

Uma coisa é certa, esta edição do Mundial de Clubes terá um seguimento diferente em Portugal, muito devido ao Flamengo de Jesus, e promete ser “rasgadinha”, aguçando o apetite no acompanhamento destes autênticos “mata-mata” entre campeões continentais.

Foto de Capa: CR Flamengo

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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