O Europeu sub-21 deste ano teve lugar em Itália e coroou a Espanha como campeã, numa final em que os espanhóis se vingaram da Alemanha que os havia vencido na partida decisiva de 2017. Ninguém duvida da qualidade dos elencos, mas pretendemos levantar algumas questões sobre o funcionamento da prova.

A edição deste ano foi apenas a segunda que contou com 12 seleções na fase final, isto porque até 2017, todas as edições eram formadas por 8 equipas divididas por 2 grupos, seguindo os dois primeiros de cada para as meias-finais. No entanto, com o alargamento da competição, as equipas passam a ser divididas por 3 grupos, dos quais se apuram apenas o primeiro classificado para as meias-finais, juntando-se a estes o melhor segundo classificado de todos os grupos. Ora, este método não nos parece o mais justo, pois equipas como a Itália e a Polónia que fizeram 6 pontos, os mesmos que o primeiro classificado Espanha, ficaram de fora por uma escassa diferença de golos face aos espanhóis. Este processo causou ainda um “empate anunciado” entre França e Roménia no último jogo da fase de grupos, num jogo em que ninguém queria perder e ambas ficavam apuradas com o empate.

Para contornar este efeito, sugerimos duas formas: ou aumentar o número de equipas para 16, distribuindo-as por 4 grupos e criando quartos-de-final ou, à semelhança do que aconteceu na Copa América, mantendo as 12 equipas, apurar as 2 primeiras de cada grupo e as duas melhores terceiras classificadas. Assim, valorizaríamos a consistência das equipas e criaríamos mais emoção.

Fabian Ruíz, MVP da competição, tem 23 anos…
Fonte: UEFA

Outro dos aspetos mais discutíveis é a idade dos jogadores convocáveis. O requisito da UEFA é o jogador ter 21 anos no início da fase de qualificação, ou seja, dois anos antes da fase final. Assim, a grande parte dos jogadores chegam aqui com 23 anos, sendo jogadores já “feitos” e a competição não funciona como um último passo na formação. Para se ter uma ideia, nos elencos das equipas presentes na grande final, nenhum alemão tinha 21 ou menos anos e apenas um espanhol cumpria este requisito (Dani Olmo). A maior parte dos jogadores estão a poucos meses de cumprir 24 anos, bem longe dos 21 que categorizam a competição.

Se é certo que aumenta o nível da competição, também é certo que se afastam do propósito da mesma. Afinal isto é o Europeu sub-21 ou Europeu sub-23? A repensar…

Foto de Capa: UEFA

 

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