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A selecção nacional de sub-20 prepara-se para fazer a sua décima participação num Campeonato do Mundo da categoria, procurando, na Nova Zelândia, assegurar o seu terceiro título mundial, isto depois das conquistas de 1989, na Arábia Saudita, e de 1991, em Portugal.

Não podendo considerar-se a grande favorita, distinção que terá de ficar para selecções como a do Brasil, Argentina e Alemanha, a verdade é que a equipa das quinas apresenta-se na “terra dos kiwis” pelo menos como candidata a chegar longe na competição, devendo os quartos-de-final serem vistos como uma espécie de fasquia mínima para a nossa selecção.

A história

A selecção nacional de sub-20 já participou em nove edições do Mundial, somando dois títulos (1989 e 1991), um segundo lugar (2011) e um terceiro lugar (1995), isto para além de uma eliminação nos quartos-de-final (1979) e três eliminações nos oitavos de final (1999, 2007 e 2013).

Aliás, apenas por uma vez Portugal não passou a fase de grupos da competição, mais concretamente em 1993, quando somou por derrotas os três jogos realizados, com Alemanha (0-1), Uruguai (1-2) e Gana (0-2). Curiosamente, essa competição foi disputada igualmente na Oceânia, mas na Austrália, esperando-se outra sorte no regresso ao referido continente.

Os nossos 21

Podendo escolher apenas 21 jogadores para a viagem até à Nova Zelândia, certamente que o seleccionador Hélio Sousa teve dificuldade em fazer a convocatória, sendo de salientar a ausência de Rafael Ramos (Orlando City), até porque só foi chamado um lateral-direito de raiz (Mauro Riquicho), e a de Francisco Geraldes (Sporting), sendo Rony o único “dez” do grupo.

De qualquer maneira, e atendendo à limitação de vagas, pode dizer-se que Hélio Sousa teve o cuidado de escolher um grupo minimamente abrangente, composto pelos seguintes elementos: os guarda-redes André Moreira (Moreirense – emprestado pelo Atlético de Madrid), Guilherme Oliveira (Sporting) e Tiago Sá (Sp. Braga); os defesas Nélson Monte (Rio Ave), Domingos Duarte (Sporting), João Nunes (Benfica), Mauro Riquicho (Sporting), Rafa (FC Porto) e Rebocho (Benfica); os médios Estrela (Orlando City), Tomás Podstawski (FC Porto), Janio Bikel (Heerenveen), Raphael Guzzo (Chaves – emprestado pelo Benfica), Francisco Ramos (FC Porto) e Rony (Lille – emprestado pelo Manchester City); e os avançados André Silva (FC Porto), Gelson Martins (Sporting), Gonçalo Guedes (Benfica), Nuno Santos (Benfica), João Vigário (Vitória de Guimarães) e Ivo Rodrigues (Vitória de Guimarães – emprestado pelo FC Porto).

Os jogadores às ordens de Hélio Sousa estão no grupo com Colômbia, Qatar e Senegal Fonte: Seleções de Portugal
Os jogadores às ordens de Hélio Sousa estão no grupo com Colômbia, Qatar e Senegal
Fonte: Seleções de Portugal

Rony é a principal figura

Apesar de a equipa das quinas apresentar boas opções em todos os sectores do terreno, é justo admitir que é no ataque que surgem as principais figuras, sendo importante chamar a atenção para a capacidade de desequilíbrio de Nuno Santos e Gelson Martins, para a polivalência de Gonçalo Guedes e Ivo Rodrigues e para o goleador André Silva.

Ainda assim, a referência principal desta selecção é o médio-ofensivo Rony, futebolista que está vinculado ao Manchester City desde 2011/12 e que na actual temporada, aos 19 anos, já somou 27 jogos (três golos) pela equipa principal do Lille. Afinal, trata-se de um jogador tecnicista e que se destaca pela sua grande visão de jogo, capacidade de desequilíbrio e qualidade no passe, prometendo ser o maestro do jogo ofensivo da selecção nacional.

Grupo C obrigará a suar

Portugal, que chega a este Mundial como vice-campeão europeu, estará na primeira linha dos outsiders a ganharem o certame, isto logo após o Brasil, Argentina e Alemanha, mas é certo que a tarefa da selecção nacional de sub-20 começará a ser complicada logo na fase de grupos da competição.

Afinal, integrada no Grupo C, juntamente com Colômbia, Senegal e Qatar, a equipa das quinas defrontará nada mais nada menos que o vice-campeão sul-americano, o vice-campeão africano e o campeão asiático, isto num agrupamento que é de longe um dos mais fortes da competição.

De qualquer maneira, pelo seu valor colectivo e individual, Portugal terá todas as condições de discutir o primeiro lugar com a selecção colombiana, sendo que uma eventual eliminação na primeira fase do Mundial será sempre uma enorme surpresa.

Foto de Capa: Facebook das Seleções de Portugal

Comentários

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Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.